vildagliptina + cloridrato de metformina

Althaia S.A. Indústria Farmacêutica

Comprimidos revestidos

50 mg + 500 mg, 50 mg + 850 mg e 50 mg + 1000 mgvildagliptina + cloridrato de metformina

I – IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

vildagliptina + cloridrato de metformina

Medicamento Genérico Lei nº 9.787, de 1999

APRESENTAÇÕES

Comprimidos revestidos de 50 mg + 500 mg: embalagem com 30 ou 60 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 50 mg + 850 mg: embalagem com 30 ou 60 comprimidos.

Comprimidos revestidos de 50 mg +1000 mg: embalagem com 30 ou 60 comprimidos.

USO ORAL

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada comprimido revestido contém:

vildagliptina ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 50 mg

cloridrato de metformina ……………………………………………………………………………………………………………………………………….. 500 mg*

Excipientes** q.s.p ……………………………………………………………………………………………………………………………………….. 1 comprimido

*Cada 500 mg de cloridrato de metformina equivalem à 390 mg de metformina.

**Excipientes: hiprolose, croscarmelose sódica, celulose microcristalina, estearilfumarato de sódio, hipromelose, dióxido de titânio,

macrogol, talco, óxido de ferro amarelo e óxido de ferro vermelho.

vildagliptina ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 50 mg

cloridrato de metformina ……………………………………………………………………………………………………………………………………….. 850 mg*

Excipientes**q.s.p ………………………………………………………………………………………………………………………………………… 1 comprimido

*Cada 850 mg de cloridrato de metformina equivalem à 663 mg de metformina.

**Excipientes: hiprolose, croscarmelose sódica, celulose microcristalina, estearilfumarato de sódio, hipromelose, dióxido de titânio,

macrogol, talco e óxido de ferro amarelo.

vildagliptina ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 50 mg

cloridrato de metformina ……………………………………………………………………………………………………………………………………… 1000 mg*

Excipientes**q.s.p ………………………………………………………………………………………………………………………………………… 1 comprimido

*Cada 1000 mg de cloridrato de metformina equivalem à 780 mg de metformina.

**Excipientes: hiprolose, croscarmelose sódica, celulose microcristalina, estearilfumarato de sódio, hipromelose, dióxido de titânio,

macrogol, talco e óxido de ferro amarelo.

II – INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1. INDICAÇÕES

Para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (T2DM):

Este medicamento é indicado como adjuvante à dieta e ao exercício para melhorar o controle glicêmico em pacientes cuja glicemia

não está adequadamente controlada com cloridrato de metformina ou vildagliptina em monoterapia ou naqueles já tratados com

vildagliptina mais cloridrato de metformina em combinação livre.É indicado em combinação com sulfonilureia (SU) (ou seja, terapia de combinação tripla) como um adjuvante à dieta e ao exercício

em pacientes inadequadamente controlados com metformina ou sulfonilureia.

É indicado como complemento à insulina como um adjuvante à dieta e ao exercício para melhorar o controle glicêmico em pacientes

cuja dose estável de insulina e metformina sozinhas não fornecem controle glicêmico adequado.

Este medicamento também é indicado como terapia inicial em pacientes com T2DM quando este não é adequadamente controlado

apenas com dieta e exercício físico, desde que os pacientes apresentem HbA1c acima de 6,5%

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

Não foram conduzidos estudos clínicos de eficácia com vildagliptina + cloridrato de metformina. No entanto, para os componentes

em separado, foi estabelecida a eficácia e segurança e sua coadministração foi avaliada para eficácia e segurança em dois estudos

clínicos. Nesses estudos clínicos estabeleceram-se os benefícios da vildagliptina quando associada a pacientes com controle

inadequado do diabetes mellitus tipo 2 enquanto tratados com o cloridrato de metformina.

Em um estudo clínico duplo-cego, placebo-controlado em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, cuja hiperglicemia estava

inadequadamente controlada com a dose máxima de cloridrato de metformina em monoterapia, a adição de vildagliptina (50 mg

uma vez ao dia ou 100 mg em doses divididas) por 24 semanas levou a uma redução estatisticamente significativa na HbA1c e

aumento da proporção de pacientes que atingiu redução de pelo menos 0,7% na HbA1c, quando comparados aos pacientes que

continuaram com cloridrato de metformina em monoterapia. O valor inicial de HbA1c (%) médio do grupo era de 8,3% (placebo

mais cloridrato de metformina) a 8,4% (em ambos os grupos vildagliptina mais cloridrato de metformina). A vildagliptina

combinada ao cloridrato de metformina resultou em uma redução adicional média estatisticamente significativa na HbA1c

comparada ao placebo (diferença entre os grupos de -0,7% a -1,1% para 50 mg e 100 mg de vildagliptina, respectivamente). A

proporção de pacientes que atingiu uma diminuição clinicamente significativa e robusta na HbA1c (definida como uma diminuição ≥

0,7% da medida inicial) foi estatisticamente significativa e maior em ambos os grupos de vildagliptina mais cloridrato de

metformina (46% e 60%, respectivamente) quando comparados ao grupo cloridrato de metformina mais placebo (20%). Os

pacientes com a combinação de vildagliptina mais cloridrato de metformina não apresentaram uma alteração significativa no peso

corpóreo quando comparados à medida inicial. Após 24 semanas, houve uma diminuição em relação à medida inicial, tanto da

pressão sanguínea sistólica quanto da diastólica nos grupos tratados com vildagliptina combinada ao cloridrato de metformina. As

variações médias a partir do início foram -2,0/-0,8 mmHg, -3,5/-2,2 mmHg e -0,8/-0,1 mmHg em pacientes recebendo cloridrato de

metformina combinado à vildagliptina 50 mg ao dia, vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia ou placebo, respectivamente. A

incidência de eventos adversos gastrintestinais foi de 10% a 15% nos grupos de vildagliptina mais cloridrato de metformina quando

comparada a 18% do grupo de cloridrato de metformina mais placebo1

.

O efeito da vildagliptina em combinação ao cloridrato de metformina foi avaliado em outro estudo clínico, duplo-cego, placebo-

controlado com duração total de 52 semanas (estudo principal de 12 semanas seguido de 40 semanas de extensão) envolvendo 132

pacientes com diabetes mellitus tipo 2 com doses estáveis de cloridrato de metformina (1.500 mg a 3.000 mg diários). A adição da

vildagliptina (50 mg uma vez ao dia) ao cloridrato de metformina resultou em uma redução adicional estatisticamente significativa

da HbA1c média (-0,6%) em relação à medida inicial e ao placebo mais cloridrato de metformina (+0,1%) no final do intervalo de 12

semanas (valor inicial médio da HbA1c de 7,7% e 7,9%, respectivamente). Desses pacientes, 71 continuaram na terapia com

cloridrato de metformina combinada à vildagliptina ou ao placebo por um período adicional de 40 semanas (extensão placebo-

controlado, duplo-cego). Na 52ª semana, a alteração média em relação à medida inicial de HbA1c foi maior, estatisticamente

significativa e mantida nos pacientes com vildagliptina (50 mg) mais cloridrato de metformina contra os pacientes que continuaram

com o cloridrato de metformina em monoterapia (diferença entre os grupos -1,1%), indicando um efeito durável no controle

glicêmico. Enquanto, o controle glicêmico no grupo recebendo cloridrato de metformina mais placebo se deteriorou ao longo do

estudo1.

Em um estudo de 24 semanas (LAF2354), vildagliptina (50 mg duas vezes ao dia) foi comparada à pioglitazona (30 mg uma vez ao

dia) em pacientes controlados inadequadamente com metformina. Reduções médias a partir da HbA1c inicial de 8,4% foram de –

0,9% com a adição vildagliptina à metformina e de -1,0% com a adição da pioglitazona à metformina. O decréscimo foi maior (-1,5%) em pacientes com HbA1c inicial > 9,0% em ambos os grupos de tratamento. Pacientes que receberam pioglitazona associada à

metformina tiveram aumento no peso de 1,9 kg. Pacientes que receberam vildagliptina em associação à metformina tiveram

aumento de peso de 0,3 kg. No estudo de extensão de 28 semanas, os resultados de redução de HbA1c foram similares entre grupos

de tratamento e diferenças no peso corpóreo foram aumentadas2

.

Em estudo de 2 anos de duração (LAF2308), a vildagliptina (100 mg/dia) foi comparada à glimepirida (até 6 mg/dia) em pacientes

tratados com metformina. Após 1 ano, reduções médias na HbA1c foram -0,4% com vildagliptina associada à metformina e -0,5%

com glimepirida associada à metformina. Houve redução de 0,2 kg quando a vildagliptina foi adicionada ao tratamento com

metformina e aumento de 1,6 kg com a adição de glimepirida. A incidência de hipoglicemia foi significativamente mais baixa no

grupo da vildagliptina (1,7%) comparado ao grupo da glimepirida (16,2%). Ao final do estudo (2 anos), a HbA1c HbA1c foi similar

aos valores basais em ambos os grupos de tratamento e as mudanças no peso corpóreo e diferenças na hipoglicemia foram

mantidas3

.

Em estudo de 52 semanas (LAF237A2338), vildagliptina (50 mg duas vezes ao dia) foi comparada à gliclazida (até 320 mg/dia) em

pacientes controlados inadequadamente com metformina. Após 1 ano, as reduções médias na HbA1c foram de -0,81% com adição da

vildagliptina à metformina (linha de base média de HbA1c de 8,4%) e de -0,85% com adição da gliclazida à metformina (linha de

base média de HbA1c de 8,5%); dados estatísticos não inferiores foram encontrados. A variação do peso corpóreo com vildagliptina

foi de +0,1 kg comparado ao ganho de peso de +1,4 kg com gliclazida. O número de pacientes que sofreram eventos hipoglicêmicos

foi o mesmo nos dois grupos tratados, entretanto, o número de pacientes que sofreram dois ou mais eventos hipoglicêmicos foi

maior no grupo metformina + gliclazida (0,8%) do que no grupo metformina + vildagliptina (0,2%)4

.

Em estudo de 24 semanas (LAF237A2302), a eficácia da combinação de dose fixa de vildagliptina e metformina (titulado

gradualmente até uma dose de 50 mg/500 mg duas vezes ao dia ou 50 mg/1.000 mg duas vezes ao dia) como terapia inicial em

pacientes que nunca tomaram os fármacos foi avaliada. As reduções médias na HbA1c foram significativamente maiores com a

terapia combinada de vildagliptina + metformina comparado com a monoterapia. Vildagliptina/metformina 50 mg/1.000 mg duas

vezes ao dia reduziram a HbA1c em -1,82% e vildagliptina/metformina 50 mg/500 mg duas vezes ao dia reduziram em -1,61% de

uma linha de base média HbA1c de 8,6%. A redução na HbA1c observada em pacientes com linha de base ≥ 10,0% foi maior. O peso

corpóreo reduziu-se em todos os grupos, com uma redução média de -1,2 kg para ambas as combinações de vildagliptina +

metformina. A incidência de hipoglicemia foi similar entre os grupos tratados (0% nas combinações de vildagliptina + metformina e

0,7% para cada monoterapia)5

.

Um estudo multicêntrico, randomizado e duplo-cego de cinco anos (VERIFY) foi conduzido em pacientes com diabetes tipo 2 para

avaliar a durabilidade de uma terapia de combinação precoce com vildagliptina e metformina (N = 998) contra monoterapia inicial

padrão com metformina seguida por combinação com vildagliptina (grupo de tratamento sequencial) (N = 1003) em pacientes

recém-diagnosticados com diabetes tipo 2. O início de um regime de combinação precoce de vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia

mais metformina resultou em uma redução estatisticamente e clinicamente significativa no risco relativo para “tempo para

confirmação da falha do tratamento inicial” (valor de HbA1c ≥ 7%) vs monoterapia com metformina em pacientes com T2DM que

nunca tomaram o fármaco ao longo da duração do estudo de 5 anos. A incidência de falha do tratamento inicial (valor de HbA1c ≥

7%) foi de 429 (43,6%) pacientes no grupo de tratamento combinado e 614 (62,1%) pacientes no grupo de tratamento sequencial

(HR [IC 95%]: 0,51 [0,45, 0,58]; p <0,01).17

Uma HbA1c consistentemente mais baixa foi observada com o grupo de tratamento combinado em comparação com o grupo de

tratamento sequencial ao longo da duração do estudo. Uma abordagem de tratamento de combinação precoce com vildagliptina mais

metformina em pacientes com diabetes tipo 2 recentemente diagnosticados melhorou significativamente e consistentemente a

durabilidade glicêmica em longo prazo em comparação com o tratamento sequencial. A incidência de eventos adversos (EA) foi

comparável entre os grupos de tratamento (83,5% no grupo de terapia combinada inicial vs. 83,2% no grupo de tratamento

sequencial, respectivamente). A proporção de pacientes recém-diagnosticados que apresentaram eventos hipoglicêmicos durante

todo o estudo foi baixa em ambos os grupos de tratamento (1,1% no grupo de combinação precoce e 0,6% no grupo de tratamento

sequencial). Ambos os grupos de tratamento relataram complicações microvasculares ou macrovasculares em uma proporção

comparável de pacientes (30,5% dos pacientes no grupo de combinação precoce e 33,1% dos pacientes no grupo de tratamentosequencial). O perfil geral de segurança e tolerabilidade foi semelhante entre as abordagens de tratamento, sem resultados

inesperados de segurança relatados. 17

Um estudo de 24 semanas randomizado, duplo-cego, placebo-controlado foi conduzido em 449 pacientes para avaliar a eficácia e

segurança de vildagliptina (50 mg duas vezes ao dia) em combinação com uma dose estável basal ou pré-misturada de insulina (dose

diária média de 41 U) com (N=276) ou sem (N=173) metformina concomitante. Vildagliptina em combinação com insulina

diminuiu significativamente a HbA1c comparado ao placebo: Na população geral, a redução média ajustada para placebo de uma

linha de base média de HbA1c HbA1c de 8,8% foi de -0,72%. Nos subgrupos tratados com insulina com ou sem metformina

concomitante, a redução média de HbA1c ajustada para placebo de foi -0,63% e -0,84%, respectivamente. A incidência de

hipoglicemia na população geral foi de 8,4% e 7,2% nos grupos de vildagliptina e placebo, respectivamente. Alterações no peso

corpóreo foram de +0,2 kg e -0,7 kg nos grupos de vildagliptina e placebo, respectivamente6

.

Um estudo de 24 semanas randomizado, duplo-cego, placebo-controlado foi conduzido em 318 pacientes para avaliar a eficácia e

segurança de vildagliptina (50 mg duas vezes ao dia) em combinação com metformina (≥ 1.500 mg diários) e glimepirida (≥ 4 mg

diários). Vildagliptina em combinação com metformina e glimepirida diminuiu significativamente a HbA1c comparada com o

placebo: a redução média ajustada para placebo de uma linha de base média de HbA1c de 8,8% foi de -0,76%7

.

vildagliptina

Mais de 15.000 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 participaram de estudos clínicos, duplo-cego, placebo- ou ativo-controlados

até mais de 2 anos de duração de tratamento. Nesses estudos, a vildagliptina foi administrada a mais de 9.000 pacientes em doses

diárias de 50 mg, 50 mg duas vezes ao dia ou 100 mg uma vez ao dia. Mais de 5.000 pacientes homens e mais de 4.000 pacientes

mulheres receberam vildagliptina 50 mg uma vez ao dia ou 100 mg uma vez ao dia. Mais de 1.900 pacientes recebendo vildagliptina

50 mg uma vez ao dia ou 100 mg uma vez ao dia, tinham idade ≥ 65 anos. Nesses estudos, a vildagliptina foi administrada como

monoterapia em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 sem tratamento antidiabético prévio ou em combinação em pacientes não

controlados adequadamente por outros medicamentos antidiabéticos8,9,10

.

No geral, a vildagliptina melhorou o controle glicêmico quando administrada em monoterapia ou em combinação com o cloridrato

de metformina. A mensuração da eficácia do fármaco foi comprovada através da redução clinicamente relevante da HbA1c e da

glicemia de jejum desde o início até o final do estudo. Quando administrada como monoterapia ou em combinação com o cloridrato

de metformina nos estudos de mais de 52 semanas de duração, essa melhora na homeostase da glicose foi durável11,12

.

Um estudo de 52 semanas, multicêntrico, randomizado, duplo-cego, foi conduzido em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e

insuficiência cardíaca congestiva (NYHA classe I-III) para avaliar o efeito de vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia (N=128)

comparado ao placebo (N=126) na função de ejeção ventricular esquerda (FEVE). A vildagliptina não esteve associada com a

alteração na fração ventricular esquerda ou agravamento da ICC pré-existente. Os eventos cardiovasculares adjudicados foram em

geral equilibrados. Houve ligeiramente mais eventos cardíacos em pacientes com insuficiência cardíaca NYHA classe III tratados

com vildagliptina comparado ao placebo. Entretanto, houve desequilíbrio no risco CV inicial favorecendo o placebo e o número de

eventos foi baixo, impossibilitando conclusões seguras. A vildagliptina diminuiu significativamente a HbA1c comparada ao placebo

(diferença de 0,6%) de uma média inicial de 7,8%. A incidência de hipoglicemia na população em geral foi 4,7% e 5,6% nos grupos

vildagliptina e placebo, respectivamente13

.

Risco cardiovascular

Foi realizada uma meta-análise de eventos cardiovasculares independente e prospectivamente adjudicados de 25 estudos clínicos

fase III com até mais de 2 anos de duração. Envolveu 8.956 pacientes com diabetes tipo 2 tratados com vildagliptina e mostrou que

o tratamento com vildagliptina não foi associado com um aumento no risco cardiovascular. O desfecho composto de eventos cardio

e cerebrovascular (CCV) adjudicados [síndrome coronariana aguda (SCA), acidente vascular encefálico ou morte CCV], foi

semelhante para vildagliptina versus ativos combinados e placebos comparadores [relação de risco de Mantel-Haenszel de 0,84

(95% de intervalo de confiança, 0,63-1,12)] sustentando a segurança cardiovascular de vildagliptina. No total, 99 dos 8.956

pacientes relataram um evento no grupo vildagliptina versus 91 de 6.061 pacientes no grupo comparador14, 15

.cloridrato de metformina

O estudo randomizado prospectivo (UKPDS) estabeleceu os benefícios em longo prazo do controle glicêmico intensivo do diabetes

mellitus tipo 2. A análise dos resultados em pacientes com sobrepeso tratados com cloridrato de metformina após falha da dieta

sozinha mostrou:

• redução significativa no risco absoluto de qualquer complicação relacionada ao diabetes no grupo com cloridrato de metformina

(29,8 eventos/1.000 pacientes-ano) contra dieta sozinha (43,3 eventos/1.000 pacientes-ano), p=0,0023, e contra os grupos da

combinação de sulfonilureia e insulina em monoterapia (40,1 eventos/1.000 pacientes-ano), p=0,0034;

• redução significativa no risco absoluto da mortalidade relacionada ao diabetes mellitus tipo 2: cloridrato de metformina 7,5

eventos/1.000 pacientes-ano, dieta sozinha 12,7 eventos/1.000 pacientes-ano, p=0,017;

• redução significativa no risco absoluto da mortalidade geral: cloridrato de metformina 13,5 eventos/1.000 pacientes-ano contra

dieta sozinha 20,6 eventos/1.000 pacientes-ano (p=0,011), e contra os grupos da combinação de sulfonilureia e insulina em

monoterapia 18,9 eventos/1.000 pacientes-ano (p=0,021)16;

• redução significativa no risco absoluto de infarto do miocárdio: cloridrato de metformina 11 eventos/1.000 pacientes-ano, dieta

sozinha 18 eventos/1.000 pacientes-ano (p=0,01)16

.

Referências Bibliográficas

1. Summary of Clinical Overview: Vildagliptin and metformin fixed combination tablets for the treatment of type 2 diabetes

mellitus. Novartis Pharma AG, Basel, Switzerland. Nov 06.

2. CLAF237A2354: A multicenter, double-blind, randomized, active-controlled study to assess the efficacy of 24 weeks treatment

with vildagliptin 50 mg bid to pioglitazone 30 mg qd as add-on therapy in patients with type 2 diabetes inadequately controlled with

metformin monotherapy followed by a 28-weeks, single-blind period to further assess the safety of each treatment combination.

3. CLAF237A2308: A Multicenter, Randomized, Double-Blind, Active Controlled Study to Compare the Long-Term Effect of

Treatment with LAF237 50 mg bid to Glimepiride up to 6 mg Daily as Add-On Therapy in Patients with Type 2 Diabetes

Inadequately Controlled with Metformin Monotherapy.

4. CLAF237A2338: A Multicenter, Double-Blind, Randomized, Active Controlled Study to Compare the Effect of 52 weeks

treatment with LAF237 50 mg bid to gliclazide up to 320 mg daily as add-on therapy in patients with type 2 diabetes inadequately

controlled with metformin monotherapy.

5. CLMF237A2302: A Randomized, double-blind, active-controlled, multicenter study to compare the effect of 24 weeks treatment

with a fixed combination therapy of vildagliptin and metformin to the individual monotherapy components in drug naïve patients

with type 2 diabetes.

6. CSR study LAF 23135: A 24-week, multi-center, double-blind, randomized, placebo-controlled, parallel-group study to assess the

efficacy and safety of vildagliptin 50mg bid as an add-on therapy to insulin, with or without metformin, in patients with type 2

diabetes mellitus.

7. CSR study LAF 23152: A multi-center, randomized, double-blind placebo controlled study to evaluate the efficacy and safety of

24 weeks treatment with vildagliptin 50 mg bid as add-on therapy to metformin plus glimepiride in patients with type 2 diabetes.

8. Summary of Clinical Efficacy in type 2 diabetes mellitus (monotherapy and add-on combination therapy. 6 January 2006.

9. Executive Summary and Introduction, Supplemental International Registration Dossier. Apr 07.

10. Clinical Overview – Addendum – CDS Update. Novartis Pharmaceuticals Corporation. East Hanover, NJ, USA. Jan 09.

11. A randomised, open-label, cross-over study to estimate the absolute bioavailability of LAF237 in healthy volunteers. Clinical

study report LAF237 2325. 20 Dec 04.

12. Clinical Expert Statement to support Novartis Core Data Sheet: Section 4.8. 03 Dec 07.

13. CSR study LAF 23118.

14. 2.5 Clinical Overview – Clinical overview addendum – vildagliptin in patients with type 2 diabetes and congestive heart failure

NYHA class I-III. Novartis. Dec 2012.15. 2.5 Clinical Overview- Rationale for changes to Core Data Sheet (CDS) / Product Information– Removal of reference to

transient ischemic attack in Section 12. Clinical Studies. Novartis. 30 Oct 2013.

16. Glucophage SmPC, Merck Pharmaceuticals, UK, 2004.

17. 2.5 Clinical Overview- Rationale for changes to Core Data Sheet (CDS) / Product Information – Clinical Studies. Novartis. 10-

Jun-2020

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Grupo farmacoterapêutico

Medicamentos usados na diabetes, combinações de medicamentos orais para diminuição de glicose no sangue.

Código ATC: A10BD08.

Mecanismo de ação

Este medicamento combina dois agentes anti-hiperglicêmicos com diferentes mecanismos de ação para melhorar o controle

glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2: a vildagliptina, um membro da DPP-4 (dipeptidil-peptidase-4) da classe dos

inibidores e cloridrato de metformina, membro da classe das biguanidas.

A vildagliptina, um membro da classe dos ativadores das ilhotas pancreáticas, é um inibidor potente e seletivo da dipeptidil-

peptidase-4 (DPP-4) que melhora o controle glicêmico. A inibição da DPP-4 pela vildagliptina resulta em um aumento nos níveis

endógenos dos hormônios conhecidos como incretinas, GLP-1 (peptídeo glucagon símile 1) e GIP (polipeptídeo insulinotrópico

glicose-dependente) tanto no jejum quanto no pós-prandial.

O cloridrato de metformina diminui a produção hepática de glicose, a absorção intestinal da glicose e aumenta a sensibilidade à

insulina através do aumento da captação e da utilização periférica da glicose.

O cloridrato de metformina estimula a síntese intracelular do glicogênio, através da ação sobre a glicogênio sintase e aumenta a

capacidade de transporte de tipos específicos de transportadores de membranas de glicose (GLUT-1 e GLUT-4).

Farmacodinâmica

− vildagliptina + cloridrato de metformina

A eficácia e a segurança dos componentes separados foram previamente estabelecidas e a coadministração dos componentes

separados foram avaliadas quanto à eficácia e à segurança em estudos clínicos. Estes estudos clínicos estabeleceram um benefício

adicional de vildagliptina em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 inadequadamente controlada durante a terapia com cloridrato de

metformina (vide “Resultados de eficácia”).

− vildagliptina

A administração da vildagliptina resulta em uma rápida e completa inibição da atividade da DPP-4. Em pacientes com diabetes

mellitus tipo 2, a administração de vildagliptina leva a inibição da atividade enzimática da DPP-4 por um período de 24 horas.

Através do aumento dos níveis endógenos dessas incretinas, a vildagliptina intensifica a sensibilidade das células beta à glicose,

resultando na melhora da secreção da insulina glicose-dependente. O tratamento do diabetes mellitus tipo 2 com 50 a 100 mg diários

melhorou significativamente os marcadores da função das células beta. O nível de melhora da função da célula beta é dependente do

grau inicial de sua insuficiência; em indivíduos não diabéticos (glicemia normal), a vildagliptina não estimula a secreção de insulina

ou reduz a glicemia.

Através do aumento endógeno nos níveis de GLP-1, a vildagliptina melhora a sensibilidade das células alfa à glicose, resultando em

uma secreção de glucagon glicose-apropriada. A redução inapropriada de glucagon durante as refeições atenua a resistência

insulínica.

O aumento da relação insulina/glucagon na hiperglicemia, devido ao aumento nos níveis das incretinas, resulta na diminuição da

produção hepática de glicose no jejum e pós-prandial, levando a redução da glicemia.O efeito do aumento dos níveis de GLP-1 sobre o retardo do esvaziamento gástrico não é observado no tratamento com a

vildagliptina. Adicionalmente, foi observada uma redução na lipemia pós-prandial não mediada pelo efeito da vildagliptina sobre as

incretinas e sua ação sobre a melhora da função da ilhota pancreática.

− cloridrato de metformina

O cloridrato de metformina melhora a tolerância à glicose em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, diminuindo tanto a glicemia de

jejum quanto a pós-prandial. Ao contrário das sulfonilureias, o cloridrato de metformina não causa hipoglicemia em pacientes com

diabetes mellitus tipo 2 nem em pessoas não diabéticas (exceto em circunstâncias especiais) e não causa hiperinsulinemia. Com a

terapia com cloridrato de metformina, a secreção de insulina permanece inalterada enquanto os níveis de insulina no jejum e a

resposta à insulina plasmática durante o dia podem, na verdade, diminuir.

Em humanos, o cloridrato de metformina tem efeitos favoráveis ao metabolismo de lipídeos, independente da sua ação sobre a

glicemia, como demonstrado pelo uso de doses terapêuticas em estudos clínicos controlados de médio ou longo prazo: o cloridrato

de metformina reduz os níveis de colesterol total, LDL e triglicérides.

Farmacocinética

− Absorção

vildagliptina + cloridrato de metformina

Nos estudos de bioequivalência deste medicamento com as três concentrações (50 mg/500 mg, 50 mg/850 mg e 50 mg/1.000 mg)

contra a combinação livre dos comprimidos de vildagliptina e cloridrato de metformina nas doses correspondentes, a área sob a

curva (ASC) e a concentração máxima (Cmáx) tanto da vildagliptina quanto do cloridrato de metformina dos comprimidos –

vildagliptina + cloridrato de metformina demonstraram ser bioequivalentes aos comprimidos em combinação livre.

A alimentação não afeta a extensão ou a taxa de absorção da vildagliptina neste medicamento. O Cmáx e ASC do cloridrato de

metformina deste medicamento foram diminuídos de 26% e 7%, respectivamente, quando administrados com alimento. A absorção

do cloridrato de metformina foi também retardada como refletido no Tmáx (2,0 a 4,0 horas) quando administrado com alimento.

Essas alterações no Cmáx e ASC são consistentes, mas menores do que aquelas observadas quando o cloridrato de metformina foi

administrado sozinho sob condição de alimentação. O efeito do alimento sobre a farmacocinética dos componentes vildagliptina e

cloridrato de metformina neste medicamento foram similares à farmacocinética da vildagliptina e do cloridrato de metformina

quando administrados isoladamente com a refeição.

vildagliptina

Após a administração oral no jejum, a vildagliptina é rapidamente absorvida com o pico de concentração plasmática observado a

1,75 horas. A coadministração com alimento diminui levemente a taxa de absorção da vildagliptina, caracterizada pela diminuição

de 19% no pico e atraso no tempo do pico da concentração plasmática de 2,5 horas. Não há alteração na extensão de absorção e o

alimento não altera a exposição total (ASC).

cloridrato de metformina

A biodisponibilidade absoluta dos comprimidos de cloridrato de metformina de 500 mg administrados durante o jejum é

aproximadamente 50-60%. Estudos utilizando doses únicas de cloridrato de metformina de 500 a 1.500 mg e 850 a 2.550 mg,

indicaram que não há proporcionalidade entre a dose e a biodisponibilidade da medicação e isso está mais relacionado à absorção

diminuída do que a uma alteração na eliminação. Os alimentos diminuem a extensão e retardam levemente a absorção do cloridrato

de metformina, conforme demonstrado pelo pico de concentração plasmática média (Cmáx) aproximadamente 40% menor, uma

área sob a curva de concentração plasmática ao longo do tempo (ASC) 25% menor e um tempo de pico de concentração plasmática

(Tmáx) prolongado por 35 minutos quando administrado um comprimido de 850 mg de cloridrato de metformina em dose única

com alimento comparado com a administração do mesmo comprimido sob condições de jejum. A relevância clínica dessa

diminuição é desconhecida.− Distribuição

vildagliptina

A ligação da vildagliptina às proteínas plasmáticas é baixa (9,3%) e a vildagliptina é distribuída igualmente entre o plasma e os

eritrócitos. O volume médio de distribuição da vildagliptina no estado de equilíbrio após a administração intravenosa (Vss) é 71

litros, sugerindo uma distribuição extravascular.

cloridrato de metformina

O volume de distribuição aparente (V/F) do cloridrato de metformina após doses únicas orais de 850 mg é, em média, de 654 ± 358

litros. A fração do cloridrato de metformina ligado às proteínas plasmáticas pode ser considerada como insignificante, ao contrário

das sulfonilureias, que se ligam em 90% às proteínas. O cloridrato de metformina se compartimentaliza nos eritrócitos ao longo do

tempo. Nas doses terapêuticas usuais, as concentrações plasmáticas do cloridrato de metformina no estado de equilíbrio são

alcançadas dentro de 24-48 horas e são geralmente < 1 micrograma/mL. Durante estudos clínicos controlados com cloridrato de

metformina, os níveis plasmáticos máximos não excederam 5 microgramas/mL, mesmo nas doses máximas.

− Biotransformação/metabolismo

vildagliptina

O metabolismo é a principal rota de eliminação da vildagliptina em humanos, totalizando 69% da dose. O principal metabólito,

LAY151, é farmacologicamente inativo e é um produto de hidrólise da metade ciano, correspondendo a 57% da dose, seguido pelo

produto da hidrólise da amida (4% da dose). A DPP-4 contribui parcialmente para a hidrólise da vildagliptina conforme

demonstrado em um estudo in-vivo utilizando ratos deficientes da DPP-4. A vildagliptina não é metabolizada pelas enzimas do

citocromo P450 em extensão quantificável. Estudos in-vitro demonstraram que a vildagliptina não inibe ou induz as enzimas do

citocromo P450.

cloridrato de metformina

A metformina é excretada sem alteração na urina. Não foram identificados metabólitos em humanos.

− Eliminação

vildagliptina

Após a administração oral de vildagliptina-[14C], aproximadamente 85% da dose é excretada na urina e 15% da dose é recuperada

nas fezes. A excreção renal da vildagliptina não transformada corresponde a 23% da dose após a administração oral. Após uma

administração intravenosa a voluntários sadios, a depuração plasmática total e renal da vildagliptina são 41 litros/hora e 13

litros/hora, respectivamente. A meia-vida média de eliminação após administração oral é aproximadamente 3 horas e é independente

da dose.

cloridrato de metformina

Estudos com doses únicas intravenosas em voluntários normais demonstraram que o cloridrato de metformina é excretado inalterado

na urina e não sofre metabolização hepática (nenhum metabólito foi identificado em humanos) nem excreção biliar. A depuração

renal é aproximadamente 3,5 vezes maior do que a depuração da creatinina, indicando que a secreção tubular é a rota principal de

eliminação. Após a administração oral, nas primeiras 24 horas aproximadamente 90% do fármaco absorvido é eliminado via renal,

com uma meia-vida de eliminação plasmática de aproximadamente 6,2 horas. No sangue, a meia-vida de eliminação é

aproximadamente 17,6 horas, sugerindo que a massa eritrocitária seja um compartimento de distribuição.

− LinearidadeA vildagliptina é rapidamente absorvida com uma biodisponibilidade oral absoluta de 85%. O pico de concentração plasmática para

a vildagliptina e a área sob a curva de concentração plasmática ao longo do tempo (ASC) aumentaram aproximadamente de maneira

proporcional à dose dentro da faixa de dose terapêutica.

Populações especiais

− Gênero

vildagliptina

Não foi observada nenhuma diferença na farmacocinética da vildagliptina entre voluntários homens e mulheres, com uma ampla

diversidade na faixa etária e índice de massa corpórea (IMC). A inibição da DPP-4 pela vildagliptina não foi afetada pelo gênero.

cloridrato de metformina

Os parâmetros farmacocinéticos do cloridrato de metformina não foram significativamente diferentes entre voluntários normais e

pacientes com diabetes mellitus tipo 2, quando analisados de acordo com o gênero (homens = 19, mulheres = 16). Similarmente, em

estudos clínicos controlados em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, o efeito anti-hiperglicemiante do cloridrato de metformina

foi comparável em homens e mulheres.

− Obesidade

vildagliptina

pelo IMC.

O IMC parece não afetar os parâmetros farmacocinéticos da vildagliptina. A inibição da DPP-4 pela vildagliptina não foi afetada

− Insuficiência hepática

vildagliptina

Os efeitos da insuficiência hepática na farmacocinética da vildagliptina foram estudados em voluntários com insuficiência hepática

leve, moderada e grave, baseada na escala Child-Pugh (de 6 para leve a 12 para grave), e comparados aos de voluntários com função

hepática normal. A exposição à dose única de vildagliptina (100 mg) em voluntários com insuficiência hepática leve a moderada foi

diminuída (20% e 8%, respectivamente), enquanto a exposição à vildagliptina em voluntários com insuficiência hepática grave foi

aumentada em 22%. A alteração máxima (aumento ou diminuição) na exposição à vildagliptina é ~30%, o que não é considerado

clinicamente relevante. Não houve correlação entre a gravidade da insuficiência hepática e as alterações na exposição à

vildagliptina.

O uso da vildagliptina não é recomendado em pacientes com insuficiência hepática, incluindo pacientes com ALT ou AST > 2,5

vezes o LSN anteriormente ao tratamento.

cloridrato de metformina

Nenhum estudo de farmacocinética foi conduzido com o cloridrato de metformina em pacientes com insuficiência hepática.

− Insuficiência renal

vildagliptina

A ASC da vildagliptina aumentou em média 1,4, 1,7 e 2 vezes em pacientes com insuficiência renal leve, moderada e grave,

respectivamente, em comparação com indivíduos saudáveis. A ASC dos metabólitos LAY151 aumentou 1,6, 3,2 e 7,3 vezes e a de

BQS867 aumentou 1,4, 2,7 e 7,3 vezes em pacientes com insuficiência renal leve, moderada e grave, respectivamente, em

comparação com voluntários sadios. Dados limitados de pacientes com doença renal terminal indicam que a exposição a

vildagliptina é semelhante àquela de pacientes com insuficiência renal grave. As concentrações de LAY151 em pacientes com

insuficiência renal terminal foi de aproximadamente 2-3 vezes maior do que em pacientes com insuficiência renal grave.A vildagliptina foi removida de forma limitada por hemodiálise (3% em uma sessão de hemodiálise de 3-4 horas, iniciada 4 horas

após a dose).

cloridrato de metformina

Em pacientes com função renal diminuída (baseada na medida da depuração de creatinina), a meia-vida plasmática e sanguínea do

cloridrato de metformina é prolongada e a depuração renal é diminuída proporcionalmente à redução da depuração da creatinina.

− Pacientes geriátricos

vildagliptina

Em voluntários sadios idosos (≥ 70 anos), a exposição total à vildagliptina (100 mg uma vez ao dia) foi aumentada em 32% com

elevação de 18% no pico da concentração plasmática quando comparada a de voluntários sadios jovens (18 a 40 anos). Essas

alterações não foram consideradas clinicamente relevantes. A inibição da DPP-4 pela vildagliptina não foi afetada pela idade nos

grupos etários estudados.

cloridrato de metformina

Dados limitados dos estudos controlados de farmacocinética do cloridrato de metformina em voluntários idosos sadios sugerem que

a depuração plasmática total do cloridrato de metformina é diminuída, a meia-vida prolongada e Cmáx aumentado, quando

comparados a voluntários jovens sadios. Com esses dados, aparentemente a alteração na farmacocinética do cloridrato de

metformina relacionada à idade é primariamente devida a uma alteração na função renal.

Este medicamento não deve ser iniciado em pacientes ≥ 80 anos de idade a menos que a medida da depuração de creatinina

demonstre que a função renal não está reduzida.

− Pacientes pediátricos

Não há dados de farmacocinética disponíveis.

− Grupos étnicos

vildagliptina

Não houve evidências de que a etnia afete a farmacocinética da vildagliptina.

cloridrato de metformina

Não foram realizados estudos dos parâmetros farmacocinéticos de acordo com a raça. Em estudos clínicos controlados do cloridrato

de metformina em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, o efeito anti-hiperglicêmico foi comparável em Brancos (N=249), Negros

(N=51) e Hispânicos (N=24).

4. CONTRAINDICAÇÕES

Hipersensibilidade

Este medicamento é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à vildagliptina, ao cloridrato de metformina ou a

qualquer um dos excipientes (vide “Composição”).

Insuficiência renal

Este medicamento é contraindicado a pacientes com insuficiência renal [detectado p.ex.: pelos níveis de creatinina sérica ≥ 1,5

mg/dL (> 135 micromol/L) em homens e ≥ 1,4 mg/dL (> 110 micromol/L) em mulheres ou pela depuração anormal de creatinina],

que podem também resultar de condições como choque cardiovascular, infarto agudo do miocárdio e septicemia (vide “Posologia e

modo de usar” e “Advertências e precauções”).Insuficiência cardíaca congestiva

Este medicamento é contraindicado a pacientes com insuficiência cardíaca congestiva necessitando de tratamento farmacológico

(vide “Advertências e precauções”).

Acidose metabólica

Este medicamento é contraindicado a pacientes com acidose metabólica aguda ou crônica, incluindo cetoacidose diabética, acidose

lática com ou sem coma. A cetoacidose diabética deve ser tratada com insulina.

Estudos radiológicos

Este medicamento deve ser temporariamente descontinuado em pacientes que se submeterão a estudos radiológicos envolvendo a

administração intravascular de materiais de contraste iodados, uma vez que o uso de tais produtos pode resultar em alterações

agudas da função renal (vide “Advertências e precauções”).

Categoria B: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-

dentista.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

− vildagliptina + cloridrato de metformina

Este medicamento não é um substituto da insulina em pacientes insulino-dependentes. Não deve ser utilizado em pacientes com

diabetes mellitus tipo 1 ou no tratamento da cetoacidose diabética.

vildagliptina

− Insuficiência hepática

A vildagliptina não é recomendada em pacientes com insuficiência hepática incluindo pacientes com ALT ou AST > 2,5 vezes o

LSN anteriormente ao tratamento.

− Monitoramento de enzimas hepáticas

Casos raros de disfunção hepática (incluindo hepatite) foram relatados com vildagliptina. Nesses casos, os pacientes foram

geralmente assintomáticos sem nenhuma sequela clínica e os testes de função hepática (TFH) retornaram ao normal após a

descontinuação do tratamento. TFH devem ser realizados antes do início do tratamento com vildagliptina + cloridrato de

metformina. TFH devem ser monitorados durante o tratamento com este medicamento em intervalos de três meses durante o

primeiro ano e depois periodicamente. Pacientes que desenvolverem aumento dos níveis das transaminases devem ser monitorados

com uma segunda avaliação da função hepática para confirmar o achado e seguimento até que a(s) anormalidade(s) retorne(m) ao

normal. Se um aumento de 3 vezes ou mais o LSN da AST ou ALT persistir, é recomendado que se interrompa o tratamento com

este medicamento. Pacientes que desenvolveram icterícia ou outros sinais sugestivos de disfunção hepática devem descontinuar o

tratamento e contatar o médico imediatamente. Após o tratamento com vildagliptina + cloridrato de metformina e TFH

normalizados, este medicamento não deve ser reiniciado.

Este medicamento não é recomendado a pacientes com insuficiência hepática grave.

Este medicamento pode causar hepatotoxicidade. Por isso, requer uso cuidadoso, sob vigilância médica estrita e

acompanhado por controles periódicos da função hepática a cada 3 meses durante o primeiro ano de tratamento e

periodicamente após este período.

− Insuficiência cardíacaUm estudo clínico com vildagliptina em pacientes com New York Heart Association (NYHA) classe funcional I-III mostrou que o

tratamento com vildagliptina não foi associado com uma mudança na função de ventrículo esquerdo ou agravamento de

insuficiência cardíaca congestiva pré-existente versus placebo. A experiência clínica em pacientes com NYHA classe funcional III

tratados com vildagliptina é ainda limitada e os resultados são inconclusivos (vide “Resultados de eficácia”).

Não há experiência em estudos clínicos sobre o uso de vildagliptina em pacientes com NYHA classe funcional IV e, portanto, seu

uso não é recomendado nestes pacientes.

− Eventos macrovasculares

Os estudos realizados até o momento não indicam aumento de risco cardiovascular com o uso deste medicamento, entretanto ainda

não existem dados clínicos que comprovem redução de risco ou benefício cardiovascular com o uso desta medicação.

− Pancreatite

O uso de vildagliptina foi associado com o risco de desenvolvimento de pancreatite aguda. Pacientes devem ser informados sobre as

características dos sintomas de pancreatite aguda. Se houver suspeita de pancreatite, o uso da vildagliptina deve ser descontinuado.

Se a pancreatite aguda for confirmada, o uso da vildagliptina não deve ser reiniciado.

Deve-se ter cautela em pacientes com histórico de pancreatite aguda.

Não existem dados conclusivos de redução de riscos micro e macrovasculares com vildagliptina + cloridrato de metformina.

cloridrato de metformina

− Acidose lática

A acidose lática é uma complicação metabólica muito rara, mas grave, que ocorre com mais frequência com o agravamento agudo

da função renal, doença cardiorrespiratória ou sepse. O acúmulo de metformina ocorre com o agravamento agudo da função renal e

aumento do risco de acidose lática.

No caso de desidratação (por exemplo, devido a diarreia ou vômito, febre ou redução da ingestão de líquido), o paciente deve parar

de tomar medicamentos contendo metformina (como vildagliptina + cloridrato de metformina) e procurar imediatamente

atendimento médico.

Medicamentos que podem prejudicar gravemente a função renal (como anti-hipertensivos, diuréticos e AINEs) devem ser iniciados

com cautela em pacientes que são tratados com medicamentos que contenham metformina (como este medicamento). Outros fatores

de risco para acidose lática são a ingestão excessiva de álcool, insuficiência hepática, controle inadequado de diabete, cetose, jejum

prolongado e qualquer fator associado a hipóxia, bem como o uso concomitante de medicamentos que pode causar acidose lática

(vide “contraindicações” e “interações medicamentosas”)

− Diagnóstico da acidose lática

Pacientes e cuidadores devem ser informados sobre o risco de acidose lática. A acidose lática é caracterizada pela dispneia acidótica,

dor abdominal, câimbras musculares, astenia e hipotermia seguida de coma. Se ocorrer suspeita dos sintomas, o paciente deve parar

de tomar medicamentos contendo metformina (como vildagliptina + cloridrato de metformina) e procurar imediatamente

atendimento médico. Achados laboratoriais de diagnóstico incluem pH sanguíneo baixo (< 7,35), aumento de lactato plasmático (>5

mmol/L) e intervalo aniônico e taxa lactato/piruvato aumentado. Se houver suspeita de acidose metabólica, o tratamento com

medicamentos contendo metformina devem ser descontinuados e o paciente deve ser imediatamente hospitalizado (vide

“Superdose”).

– Pacientes com doenças mitocondriais conhecidas ou suspeitas

Em pacientes com doenças mitocondriais conhecidas, como a Síndrome da Encefalopatia Mitocondrial com Acidose Láctica e

Episódios Semelhantes a Acidente Vascular Cerebral (MELAS) e Diabetes e Surdez Hereditária Materna (MIDD), o uso de

metformina não é recomendado devido ao risco de exacerbação da acidose láctica e complicações neurológicas que podem levar ao

agravamento da doença.Em caso de sinais e sintomas sugestivos de Síndrome MELAS ou MIDD, o tratamento com produtos contendo metformina (como

vildagliptina + cloridrato de metformina) deve ser interrompido imediatamente e uma avaliação diagnóstica imediata deve ser

realizada.

− Monitoramento da função renal

O cloridrato de metformina é conhecido por ser substancialmente excretado pelos rins e o risco de acúmulo do mesmo e de acidose

lática aumenta de acordo com a gravidade do comprometimento da função renal. Pacientes com níveis de creatinina sérica acima do

limite superior de normalidade para a idade não devem receber vildagliptina + cloridrato de metformina. Uma vez que o avanço da

idade está associado à redução da função renal, vildagliptina + cloridrato de metformina deve ser cuidadosamente titulado em idosos

a fim de estabelecer a dose mínima para um efeito glicêmico adequado e a função renal deve ser monitorada regularmente. Deve-se

ter cuidado especial em situações onde a função renal possa se tornar insuficiente, por exemplo, ao iniciar terapia anti-hipertensiva

ou diurética ou quando iniciar tratamento com fármacos anti-inflamatórios não esteroidais (AINE). A função renal deve ser avaliada

e ser normal antes do início do tratamento com vildagliptina + cloridrato de metformina e, então, avaliada pelo menos uma vez ao

ano em pacientes com função renal normal e duas a quatro vezes ao ano em pacientes com os níveis de creatinina sérica no limite

superior da normalidade. Pacientes nos quais a disfunção renal é precoce devem ter suas funções renais avaliadas mais

frequentemente. Este medicamento deve ser descontinuado se houver evidências de insuficiência renal.

− Medicação concomitante que pode afetar a função renal ou as características do cloridrato de metformina

Deve-se utilizar com cautela as medicações concomitantes que possam afetar a função renal, que resultem em alterações

hemodinâmicas significativas ou inibem o transporte renal e aumentam a exposição sistêmica à metformina (vide “Interações

medicamentosas”).

− Administração de materiais de contrastes iodados intravasculares

Administração intravascular de agentes de contrastes iodados podem causar nefropatia induzida pelo contraste, resultando em

acúmulo de metformina e aumento do risco de acidose metabólica. Produtos contendo metformina (como vildagliptina + cloridrato

de metformina) devem ser descontinuados antes ou no momento desses procedimentos de imagens e não ser reiniciado até 48 horas

subsequentes ao procedimento e reinstituído apenas após a função renal ser reavaliada e se apresentar estável. (ver “posologia” e

“interações medicamentosas”)

− Estado de hipóxia

Choque cardiovascular, insuficiência cardíaca congestiva aguda, infarto agudo do miocárdio e outras condições caracterizadas pela

hipoxemia têm sido associadas à acidose lática e também podem causar azotemia pré-renal. Se esses eventos ocorrerem em

pacientes recebendo medicamentos contendo metformina (como este medicamento), a medicação deve ser imediatamente

descontinuada.

− Procedimentos cirúrgicos

Medicamentos contendo metformina (como vildagliptina + cloridrato de metformina) devem ser descontinuado no momento da

cirurgia sob anestesia geral, espinal ou epidural (exceto procedimentos menores não associados à restrição da ingestão de comida e

fluidos) e deve ser reiniciado não antes das 48 horas subsequentes a cirurgia ou até que o paciente volte a nutrição oral e a função

renal ter sido reavaliada e se apresentar estável.

− Ingestão de álcool

O álcool é conhecido por potencializar os efeitos do cloridrato de metformina no metabolismo do lactato. Pacientes devem ter

cautela com a ingestão excessiva de álcool enquanto receberem medicamentos contendo metformina (como vildagliptina +

cloridrato de metformina).− Insuficiência hepática

Uma vez que a insuficiência hepática tem sido associada a alguns casos de acidose lática, um risco associado ao cloridrato de

metformina, e medicamentos contendo metformina (como vildagliptina + cloridrato de metformina) deve ser evitado em pacientes

com evidências clínicas e laboratoriais de doença hepática.

− Níveis de vitamina B12

A metformina tem sido associado à diminuição dos níveis séricos de vitamina B12, sem manifestações clínicas, em aproximadamente

7% dos pacientes. Essa diminuição é muito raramente associada à anemia e parece ser rapidamente reversível com a descontinuação

do cloridrato de metformina e/ou suplementação de vitamina B12. É aconselhável medir os parâmetros hematológicos, pelo menos

anualmente, nos pacientes recebendo medicamentos contendo metformina (como vildagliptina + cloridrato de metformina) e

qualquer anormalidade aparente deve ser investigada e tratada. Alguns indivíduos (p.ex.: aqueles com ingestão ou absorção

inadequada de vitamina B12 ou cálcio) parecem ser predispostos a desenvolver hipovitaminose B12. Nesses pacientes, pode ser útil

medir a vitamina B12 sérica rotineiramente, a intervalos no mínimo de dois a três anos.

– Alteração no estado clínico de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 previamente controlado

Um paciente com diabetes mellitus tipo 2 previamente bem controlado com vildagliptina + cloridrato de metformina que desenvolve

anormalidades laboratoriais ou doença clínica (especialmente doença vaga ou pobremente definida) deve ser imediatamente

avaliado quanto cetoacidose e/ou acidose lática. Se qualquer uma das duas formas de acidoses ocorrer, este medicamento deve ser

imediatamente interrompido e devem-se iniciar medidas apropriadas.

− Hipoglicemia

A hipoglicemia geralmente não ocorre nos pacientes recebendo vildagliptina + cloridrato de metformina sozinho, mas pode ocorrer

quando a ingestão calórica é deficiente, quando exercícios vigorosos não são compensados pela suplementação calórica ou com o

uso de etanol. Idosos, pacientes debilitados ou subnutridos e aqueles com insuficiência adrenal ou pituitária ou com intoxicação por

álcool são suscetíveis aos efeitos hipoglicêmicos. A hipoglicemia pode ser difícil de reconhecer em idosos e em pessoas tomando

fármacos betabloqueadores adrenérgicos.

− Perda do controle glicêmico

Quando um paciente estável em um regime diabético é exposto ao estresse como febre, trauma, infecção, cirurgia, entre outros, pode

ocorrer a perda temporária do controle glicêmico. Nesses casos, pode ser necessário suspender vildagliptina + cloridrato de

metformina comprimido revestido e administrar temporariamente a insulina. Este medicamento pode ser reinstituído após o episódio

agudo ter sido controlado.

Gravidez, lactação e fertilidade

− Gravidez

Não há experiência suficiente com vildagliptina + cloridrato de metformina comprimido revestido em mulheres grávidas. Estudos de

desenvolvimento embriofetal (teratologia) têm sido conduzidos em ratos e coelhos com a combinação vildagliptina e cloridrato de

metformina, em uma proporção de 1:10, e não apresentaram evidências de teratogenicidade em ambas as espécies. Este

medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez a menos que os benefícios à mãe sejam superiores aos riscos potenciais ao

feto. Nem sempre estudos em animais preveem a resposta em humanos.

Este medicamento pertence à categoria de risco na gravidez B, portanto, este medicamento não deve ser utilizado por

mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

− LactaçãoNão foram conduzidos estudos com a combinação dos componentes deste medicamento. A metformina é excretada pelo leite

materno. Não se sabe se a vildagliptina é excretada no leite humano ou não. Este medicamento não deve ser administrado em

mulheres que estejam amamentando.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano: este medicamento é contraindicado durante o aleitamento

ou doação de leite, pois pode ser excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou

cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.

− Fertilidade

Não foram conduzidos estudos com vildagliptina + cloridrato de metformina comprimido revestido sobre o efeito na fertilidade

humana. Estudos de fertilidade foram realizados com a vildagliptina em ratos com doses que produziram exposições equivalentes a

até 200 vezes a dose humana e não revelaram evidências de diminuição da fertilidade ou desenvolvimento embrionário precoce

devido à vildagliptina. A fertilidade de ratos machos ou fêmeas não foi afetada pela metformina quando administrada em doses altas

como 600 mg/kg/dia, o que é, aproximadamente, três vezes a dose máxima diária recomendada em humanos, baseado em

comparações de área de superfície corporal.

Efeitos na habilidade de dirigir e/ou operar máquinas

Nenhum estudo sobre o efeito da habilidade de dirigir e/ou operar máquinas foi realizado. Os pacientes que sentirem tontura devem,

então, evitar dirigir veículos e/ou operar máquinas.

Dados de segurança pré-clínicos

Estudos de até 13 semanas de duração em animais foram conduzidos com a combinação das substâncias ativas deste medicamento.

Não foi identificada nenhuma nova toxicidade relacionada à associação. Os dados seguintes são achados de estudos realizados com

a vildagliptina e metformina individualmente.

− vildagliptina

Carcinogenicidade e mutagenicidade

Foi conduzido um estudo de carcinogenicidade de dois anos em ratos com doses orais de até 900 mg/kg (aproximadamente 200

vezes a exposição humana na dose máxima recomendada). Não foi observado nenhum aumento na incidência de tumores atribuídos

à vildagliptina. Foi conduzido um estudo de carcinogenicidade de dois anos em camundongos com doses orais de até 1.000 mg/kg

(até 240 vezes a exposição humana na dose máxima recomendada). A incidência de tumor mamário aumentou em camundongos

fêmeas quando receberam 150 vezes a dose máxima prevista para o uso em humanos, mas não aumentou quando a dose utilizada foi

de aproximadamente 60 vezes a dose máxima prevista para uso em humanos. A incidência de hemangiosarcoma foi aumentada em

camundongos machos tratados com doses 42-240 vezes a exposição máxima prevista para humanos e em camundongos fêmeas com

doses 150 vezes maiores que a máxima prevista para humanos. Não foi observado nenhum aumento significativo na incidência de

hemangiosarcoma quando foram utilizadas doses de aproximadamente 16 vezes para camundongos machos e aproximadamente 60

vezes para fêmeas daquela previstas para o uso em humano.

A vildagliptina não foi mutagênica na variedade de testes de mutagenicidade incluindo um ensaio de Ames para mutação bacteriana

reversa e um ensaio de aberração cromossomal de linfócitos humanos. Testes micronucleares da medula óssea oral tanto em ratos

quanto em camundongos não revelaram potencial clastogênico ou anogênico com doses de até 2.000 mg/kg ou aproximadamente

400 vezes a exposição máxima para humanos. Um ensaio cometa in-vivo com fígado de camundongo usando a mesma dose também

foi negativo.

Farmacologia de segurança e toxicidade de dose repetida

Em um estudo de toxicologia de 13 semanas em macacos cynomolgus, foram observadas lesões de pele quando utilizadas nas doses

≥ 5 mg/kg/dia. Isso foi consistentemente localizado nas extremidades (mãos, pés, orelhas e rabo). Na dose de 5 mg/kg/dia

(aproximadamente equivalente a dose humana de exposição – ASC – na dose de 100 mg), foram observadas apenas bolhas. Isso foireversível apesar do tratamento ter sido continuado e não foram associados à anormalidades histopatológicas. Foram notadas

esfoliação, descamação, fragilidade cutânea e úlceras em cauda com alterações histopatológicas correlacionadas nas doses ≥ 20

mg/kg/dia (aproximadamente 3 vezes a exposição humana – ASC na dose de 100 mg). Foram observadas lesões necróticas de cauda

quando utilizada em doses ≥ 80 mg/kg/dia. Deve-se ressaltar que a vildagliptina exibe uma potência farmacológica

significativamente maior em macacos em comparação aos humanos. Lesões na pele não foram reversíveis em macacos tratados com

dose 160 mg/kg/dia durante um período de recuperação de 4 semanas. Lesões de pele não foram observadas em outras espécies de

animais ou em humanos tratados com vildagliptina.

− cloridrato de metformina

Os dados pré-clínicos de metformina não revelaram danos especiais para humanos baseados nos estudos convencionais de segurança

farmacológica, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogênico e toxicidade para reprodução.

Carcinogenicidade

Têm sido realizados estudos de carcinogenicidade em longo prazo com o cloridrato de metformina em ratos (duração de dose de 104

semanas) e camundongos (duração de dose de 91 semanas) em doses de até, incluindo, 900 mg/kg/dia e 1.500 mg/kg/dia,

respectivamente. Essas doses são ambas aproximadamente quatro vezes a dose máxima diária recomendada a humanos (de 2.000

mg) baseada na comparação de área da superfície corpórea. Nenhuma evidência de carcinogenicidade com o cloridrato de

metformina foi encontrada tanto em camundongos machos quanto em fêmeas. Similarmente, não foi observado potencial

tumorigênico com o cloridrato de metformina em ratos machos.

Toxicidade reprodutiva

Houve, entretanto, um aumento na incidência de pólipos benignos de estroma uterino em ratos fêmeas tratados com 900 mg/kg/dia.

Esta é uma frequente e espontânea lesão no trato reprodutivo em ratos e essa relevância, em termos de resultados nos estudos

toxicológicos e carcinogênicos para humanos, é incerta.

Mutagenicidade

Não houve evidência de potencial mutagênico do cloridrato de metformina nos seguintes testes in-vitro: teste Ames (S.

typhimurium) e teste de mutação genética (células de linfoma de camundongos) ou teste de aberrações cromossômicas (linfócitos

humanos). Os resultados do teste in-vivo de micronúcleos de camundongo foram negativos também.

50 mg + 500 mg

Atenção: Contém os corantes dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo e vermelho.

50 mg + 850 mg e 50 mg + 1000 mg

Atenção: Contém os corantes dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

vildagliptina + cloridrato de metformina

Nenhuma interação farmacocinética de relevância clínica tem sido observada na coadministração de vildagliptina (100 mg uma vez

ao dia) com cloridrato de metformina (1.000 mg uma vez ao dia). As interações entre fármacos foram extensivamente estudadas

para cada um dos componentes deste medicamento. Entretanto, o uso concomitante de cada substância ativa nos pacientes dos

estudos clínicos e na prática clínica não resultou em nenhuma interação inesperada.

As interações que seguem refletem as informações disponíveis de cada substância ativa individualmente (vildagliptina e

metformina).vildagliptina

A vildagliptina tem baixo potencial para interações com fármacos. Uma vez que a vildagliptina não é um substrato das enzimas do

citocromo P (CYP) 450, nem inibe ou induz as enzimas CYP 450, não é comum a interação com comedicações que são substratos,

inibidores ou indutores dessas enzimas.

Além disso, a vildagliptina não afeta a depuração metabólica de comedicações metabolizadas pelas CYP 1A2, CYP 2C8, CYP 2C9,

CYP 2C19, CYP 2D6, CYP 2E1, e CYP 3A4/5.

Estudos de interações fármaco-fármaco foram conduzidos com medicações comumente coprescritas para pacientes com diabetes

mellitus tipo 2 ou medicações com janela terapêutica estreita. Como resultado desses estudos, não foi observada nenhuma interação

de relevância clínica com a coadministração da vildagliptina com outros antidiabéticos orais (glibenclamida, pioglitazona, cloridrato

de metformina), anlodipino, digoxina, ramipril, sinvastatina, valsartana ou varfarina.

cloridrato de metformina

As interações seguintes são conhecidas sobre metformina:

furosemida – a furosemida aumentou a Cmáx e a ASC sanguínea de metformina sem alterar sua depuração renal. A metformina

diminuiu a Cmáx, a ASC sanguínea da furosemida, sem alterar sua depuração renal.

nifedipino – o nifedipino aumentou a absorção, a Cmáx e a ASC de metformina, e sua quantidade excretada na urina. A metformina

apresentou efeitos mínimos sobre o nifedipino.

glibenclamida – a glibenclamida não alterou os parâmetros farmacocinéticos/farmacodinâmicos de metformina. Foram observadas

diminuições na Cmáx e na ASC sanguínea da glibenclamida, mas foram altamente variáveis. Então a relevância clínica desse

achado não foi clara.

Agentes de contrastes iodados – medicamentos contendo metformina (como vildagliptina + cloridrato de metformina) deve ser

descontinuado antes ou no momento do procedimento de imagem e não ser reiniciado por pelo menos 48horas após, desde que a

função renal tenha sido reavaliada e considerada estável.

Fármacos que reduzem a depuração de metformina – o uso concomitante de medicamentos que interferem nos sistemas de

transporte tubular renal comum envolvidos na eliminação renal de metformina (por exemplo, transportador catiônico orgânico-2

[OCT2] / inibidores da extrusão de multidrogas e toxinas [MATE], como ranolazina, vandetanibe, dolutegravir e cimetidina) podem

aumentar a exposição sistêmica à metformina.

Outras – Alguns fármacos podem afetar negativamente a função renal, o que pode aumentar o risco de acidose lática, como por

exemplo, AINEs, incluindo inibidores seletivos da cicloxigenase (COX) II, inibidores da ECA, receptores antagonistas de

angiotensina II e diuréticos, especialmente diuréticos de alça. Quando iniciar ou usar tais produtos em combinação com fármacos

contendo metformina (como vildagliptina + cloridrato de metformina), é necessário monitorar de perto a função renal. Alguns

fármacos tendem a causar hiperglicemia e outros podem levar a perda do controle glicêmico. Esses fármacos incluem as tiazidas e

outros diuréticos, corticosteroides, fenotiazinas, produtos para tireoide, estrógenos, contraceptivos orais, fenitoína, ácido nicotínico,

simpatomiméticos, fármacos bloqueadores do canal de cálcio e isoniazida. É recomendado monitorar o controle glicêmico e ajustar

a dose de metformina quando tais fármacos são administrados ou descontinuados para esses pacientes.

Há um risco aumentado de acidose lática quando da intoxicação aguda por álcool (particularmente nos casos de jejum, subnutrição

ou insuficiência hepática) devido à metformina. Evitar o consumo de álcool e produtos medicinais contendo álcool (vide

“Advertências e precauções”).

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Armazenar em temperatura ambiente (entre 15 ºC a 30 ºC). Proteger da umidade.

Este medicamento tem validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.Características do medicamento:

vildagliptina + cloridrato de metformina: Comprimido revestido, de cor amarela, oblongo, biconvexo, liso nas duas faces.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8- POSOLOGIA E MODO DE USAR

Modo de administração

Para uso oral.

Este medicamento deve ser administrado com as refeições para reduzir os efeitos colaterais gastrintestinais associados ao cloridrato

de metformina.

Se uma dose deste medicamento for perdida, ela deve ser tomada assim que o paciente se lembrar. Uma dose duplicada não deve ser

tomada no mesmo dia.

Posologia

O manejo da terapia antidiabética no controle do diabetes mellitus tipo 2 deve ser individualizado com base na sua efetividade e

tolerabilidade. Quando usar vildagliptina + cloridrato de metformina, não exceder a dose diária máxima recomendada de

vildagliptina (100 mg).

A dose inicial recomendada de vildagliptina + cloridrato de metformina comprimido revestido deve ser baseada na condição e/ou no

regime atual do paciente em relação ao uso de vildagliptina e/ou cloridrato de metformina.

Dose inicial para pacientes inadequadamente controlados com vildagliptina em monoterapia

Com base nas doses usuais iniciais de cloridrato de metformina (500 mg duas vezes ao dia ou 850 mg uma vez ao dia), este

medicamento pode ser iniciado com os comprimidos de 50 mg/500 mg duas vezes ao dia e gradualmente titulado até atingir uma

resposta terapêutica adequada.

Dose inicial para pacientes inadequadamente controlados com cloridrato de metformina em monoterapia

Com base na dose atual de cloridrato de metformina do paciente, este medicamento pode ser iniciado com os comprimidos de 50

mg/500 mg, 50 mg/850 mg ou 50 mg/1.000 mg duas vezes ao dia.

Dose inicial para pacientes trocando da combinação livre de vildagliptina mais cloridrato de metformina

Este medicamento pode ser iniciado com comprimidos de 50 mg/500 mg, 50 mg/850 mg ou 50 mg/1.000 mg baseado na dose de

vildagliptina ou metformina que está sendo tomada.

Dose inicial para o tratamento de pacientes que nunca tomaram o medicamento

Para o tratamento de pacientes que nunca tomaram o medicamento, vildagliptina + cloridrato de metformina deve ser iniciado com

50 mg/500 mg uma vez ao dia e titulado gradualmente até uma dose máxima de 50 mg/1.000 mg duas vezes ao dia após avaliação

adequada da resposta terapêutica.

Uso em combinação com sulfonilureia (SU) ou com insulina

A dose de vildagliptina + cloridrato de metformina deve fornecer 50 mg de vildagliptina duas vezes ao dia (dose diária total de 100

mg) e uma dose de metformina semelhante à dose que está sendo tomada.

População alvo geral

Adultos com 18 anos ou mais.Populações especiais

− Insuficiência renal

Este medicamento não deve ser utilizado em pacientes com insuficiência renal, p.ex.: níveis de creatinina sérica ≥ 1,5 mg/dL (> 135

micromol/L) em homens e ≥ 1,4 mg/dL (> 110 micromol/L) em mulheres (vide “Contraindicações” e “Advertências e precauções”).

− Insuficiência hepática

Este medicamento não é recomendado em pacientes com evidências clínicas ou laboratoriais de problemas hepáticos incluindo

pacientes com ALT ou AST > 2,5 vezes LSN anteriormente ao tratamento (vide “Advertências e precauções”).

− Pacientes pediátricos

Não foram estabelecidas a segurança e a eficácia deste medicamento em pacientes pediátricos. Dessa forma, vildagliptina +

cloridrato de metformina não é recomendado a menores de 18 anos.

− Pacientes geriátricos

Como a metformina é excretada via renal e idosos tendem a apresentar função renal diminuída, pacientes idosos recebendo

medicamentos contendo metformina (como vildagliptina + cloridrato de metformina) devem ter suas funções renais monitoradas

regularmente. Este medicamento deve somente ser utilizado em pacientes idosos com função renal normal (vide “Contraindicações”

e “Advertências e precauções”).

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

9- REAÇÕES ADVERSAS

Resumo do perfil de segurança

vildagliptina + cloridrato de metformina

Os dados apresentados são relacionados à administração da vildagliptina e de metformina como combinação em dose livre ou fixa.

Casos raros de angioedema foram relatados com a vildagliptina em taxas similares aos controles. A maior parte dos casos foi

relatada quando vildagliptina foi administrada em combinação com inibidores da enzima conversora de angiotensina (inibidores da

ECA). A maioria dos eventos foi leve na gravidade e desapareceram durante o tratamento com a vildagliptina.

Casos raros de disfunção hepática (incluindo hepatite) foram relatados com vildagliptina. Nesses casos, os pacientes foram, no geral,

assintomáticos sem sequelas clínicas e os testes de função hepática (TFHs) retornaram ao normal após a descontinuação do

tratamento. Nos dados dos estudos clínicos controlados de monoterapia e terapia com associação de até 24 semanas de duração, a

incidência de elevações da ALT ou AST ≥ 3 vezes o LSN (classificado como presente em pelo menos 2 medidas consecutivas ou no

final do estudo) foi 0,2%, 0,3% e 0,2% para vildagliptina 50 mg diários, vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia e todos os

comparadores, respectivamente. Estas elevações nas transaminases foram, no geral, assintomáticas, de natureza não progressiva e

não associada com colestase ou icterícia.

Nos estudos clínicos com a combinação da vildagliptina + metformina, 0,4% dos pacientes saíram do estudo devido a reações

adversas no grupo de tratamento com vildagliptina 50 mg uma vez ao dia + metformina e nenhum paciente saiu devido a reações

adversas relatadas nos grupos de tratamento com vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia + metformina ou placebo + metformina.

Em estudos clínicos, a incidência de hipoglicemia foi incomum em pacientes recebendo vildagliptina 50 mg uma vez ao dia em

combinação com metformina (0,9%), pacientes recebendo vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia em combinação com metformina

(0,5%) e em pacientes recebendo placebo e metformina (0,4%). Nenhum evento hipoglicêmico grave foi relatado nos grupos da

vildagliptina.

A vildagliptina teve efeito neutro sobre o peso quando administrada em combinação com a metformina.

Reações adversas gastrintestinais incluindo diarreia e náusea ocorrerem muito comumente durante a introdução do cloridrato de

metformina. No programa clínico da vildagliptina em monoterapia (N=2.264), onde vildagliptina foi administrada 50 mg uma vezao dia, 50 mg duas vezes ao dia ou 100 mg uma vez ao dia, a taxa de diarreia foi 1,2%, 3,5% e 0,8%, respectivamente, e a taxa de

náusea foi 1,7%, 3,7% e 1,7%, respectivamente, quando comparada a 2,9% para ambos no grupo placebo (N=347) e 26,2% e

10,3%, respectivamente, no grupo cloridrato de metformina (N=252).

De maneira geral, os sintomas gastrintestinais foram relatados em 13,2% (50 mg uma vez ao dia ou duas vezes ao dia) dos pacientes

tratados com a combinação de vildagliptina e cloridrato de metformina comparado a 18,1% dos pacientes com cloridrato de

metformina sozinho.

Resumo das reações adversas ao medicamento tabuladas dos estudos clínicos

As reações adversas relatadas nos pacientes que receberam vildagliptina nos estudos duplo-cego em combinação com a metformina

e como monoterapia estão listadas abaixo, para cada indicação, por classe dos sistemas de órgãos e frequência absoluta MedDRA.

Dentro de cada classe de sistema de órgãos, as reações adversas medicamentosas são classificadas por frequência, com as reações

mais frequentes primeiro. Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de

gravidade. Além disso, a categoria de frequência correspondente para cada reação adversa ao medicamento baseia-se na seguinte

convenção (CIOMS III): muito comum (≥ 1/10), comum (≥ 1/100 a < 1/10); incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100); rara (≥ 1/10.000, <

1/1.000), muito rara (< 1/10.000).

Tabela 1- Outras reações adversas relatadas em pacientes que receberam vildagliptina 50 mg uma vez ao dia (N=233) ou 50

mg duas vezes ao dia (N=183) em associação à metformina comparada ao placebo mais metformina em estudos duplo-cegos

Distúrbios do sistema nervoso

Comum tremor, tontura, cefaleia.

Estudos clínicos com até 2 anos de duração não mostraram nenhum dado de segurança adicional ou riscos não esperados quando a

vildagliptina foi associada à metformina.

Quando a vildagliptina foi estudada como terapia inicial em combinação com a metformina, nenhum dado de segurança adicional ou

risco inesperado foi observado.

Em combinação com insulina

Em estudos clínicos controlados usando vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia em combinação com insulina, com ou sem

metformina concomitante, a incidência global de retirada da medicação devido a reações adversas foi de 0,3% no grupo de

tratamento com vildagliptina e não houve caso de retirada da medicação no grupo do placebo.

A incidência de hipoglicemia foi semelhante em ambos os grupos de tratamento (14,0% no grupo da vildagliptina versus 16,4% no

grupo do placebo). Dois pacientes relataram eventos de hipoglicemia graves no grupo da vildagliptina e 6 pacientes, no grupo do

placebo.

No final do estudo, o efeito no peso corpóreo médio foi neutro (mudança de +0,6 kg a partir do início no grupo da vildagliptina e

nenhuma alteração de peso no grupo do placebo).

Tabela 2 – Reações adversas relatadas em pacientes que receberam vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia em combinação

com insulina (com ou sem metformina) (N=371)

Distúrbios do sistema nervoso

Comum Cefaleia.

Distúrbios gastrintestinais

Comum Incomum Diarreia, flatulência

Náusea, doença do refluxo gastroesofágico

Distúrbios gerais e condições do local de administração

Comum CalafriosDistúrbios metabólicos e nutricionais

Comum diminuição da glicose sanguínea

Combinação com SU

Não houve casos de retirada da medicação relatada devido a reações adversas no grupo de tratamento com vildagliptina +

metformina + glimepirida versus 0,6% no grupo de tratamento com placebo + metformina + glimepirida.

A incidência de hipoglicemia foi comum em ambos os grupos de tratamento (5,1% para vildagliptina + metformina + glimepirida

versus 1,9% para placebo + metformina + glimepirida). Um evento de hipoglicemia grave foi relatado no grupo da vildagliptina.

No final do estudo, o efeito no peso corpóreo médio foi neutro (+0,6 kg no grupo da vildagliptina e -0,1 kg no grupo do placebo).

Tabela 3 – Reações adversas relatadas em pacientes que receberam vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia em combinação

com metformina e SU (n=157)

Distúrbios do sistema nervoso

Comum Tontura, tremor

Distúrbios gerais e condições no local de administração

Comum Astenia

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Comum Hipoglicemia

Distúrbios de pele e tecido subcutâneo

Comum Hiperidrose

vildagliptina

As reações adversas relatadas para a vildagliptina como monoterapia nos estudos duplo-cegos estão listadas na Tabela 4.

Tabela 4 – Reações adversas relatadas em pacientes que receberam vildagliptina 50 mg uma vez ao dia (N=409) ou 50 mg

duas vezes ao dia (N=1.373) como monoterapia em estudos duplo-cegos

Distúrbios do sistema nervoso

Comum Tontura

Incomum Cefaleia

Distúrbios gastrintestinais

Incomum Constipação

Distúrbios gerais e condições no local da administração

Incomum Edema periférico

Nenhuma das reações adversas relatadas para a vildagliptina em monoterapia apresentou relevância clínica maior do que quando a

vildagliptina foi administrada concomitantemente à metformina.

A incidência geral de desistência dos pacientes dos estudos de monoterapia devido às reações adversas não foi maior nos pacientes

tratados com vildagliptina na dose de 50 mg uma vez ao dia (0,2%) ou vildagliptina na dose de 50 mg duas vezes ao dia (0,1%) que

nos em uso de placebo (0,6%) ou comparadores (0,5%).

Em estudos de monoterapia, a hipoglicemia foi incomum, relatada em 0,5% (2 de 409) dos pacientes tratados com vildagliptina 50

mg uma vez ao dia e 0,3% (4 de 1.373) dos pacientes tratados com vildagliptina 50 mg duas vezes ao dia comparado com 0,2% (2

de 1.082) dos pacientes nos grupos tratados com um comparador ativo ou placebo, com nenhum evento sério ou grave relatado. A

vildagliptina teve efeito neutro sobre o peso quando administrada como monoterapia.

Estudos clínicos com até 2 anos de duração não mostraram nenhum dado de segurança ou riscos não esperados com a vildagliptina

em monoterapia.Reações adversas ao medicamento de casos espontâneos e casos da literatura – experiência pós-comercialização (frequência

desconhecida)

As seguintes reações adversas ao medicamento foram derivadas da experiência pós-comercialização com vildagliptina + cloridrato

de metformina via relatos de casos espontâneos e casos da literatura. Como essas reações são relatadas voluntariamente por uma

população de tamanho incerto, não é possível estimar com segurança a sua frequência, o que é, portanto, classificada como

desconhecida.

• Hepatite, reversível após a descontinuação do medicamento (vide “Advertências e precauções”);

• Urticária, lesões esfoliativas na pele e bolhas, incluindo penfigóide bolhosa;

• Vasculite cutânea;

• Pancreatite;

• Artralgia, algumas vezes grave.

• Colecistite.

cloridrato de metformina

Reações adversas conhecidas para o componente metformina estão resumidas na Tabela 5.

Tabela 5 – Reações adversas conhecidas para a metformina

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Muito Comum Diminuição de apetite

Muito rara Acidose lática

Distúrbios do sistema nervoso

Comum Disgeusia

Distúrbios gastrintestinais

Muito comum Flatulência, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal

Distúrbios hepatobiliares

Muito rara Hepatite**

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Muito rara Reações na pele como eritema, prurido, urticária

Laboratoriais

Muito rara Diminuição da absorção da vitamina B12*, anormalidades no teste da função hepática

* Um decréscimo na absorção da vitamina B12 com diminuição dos níveis séricos tem sido raramente observado em pacientes

tratados com metformina em longo prazo e parece, geralmente, não ter relevância clínica. Recomenda-se considerar tal etiologia se

um paciente apresentar anemia megaloblástica.

** Têm sido relatados casos isolados de anormalidades no teste da função hepática ou hepatite que são resolvidos com a

descontinuação de metformina.

Os efeitos adversos gastrintestinais indesejáveis ocorrem mais frequentemente durante o início da terapia e desaparecem

espontaneamente na maioria dos casos.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10- SUPERDOSE

Sinais e sintomas

− vildagliptinaEm voluntários sadios (7 de 14 voluntários por grupo de tratamento), a vildagliptina foi administrada em doses únicas diárias de 25,

50, 100, 200, 400 e 600 mg por até 10 dias consecutivos. Doses de até 200 mg foram bem toleradas. Com 400 mg/dia, houve três

casos de dor muscular e casos isolados de parestesia leve e transitória, febre, edema e aumento transitório nos níveis de lipase (2x

ULN). Com 600 mg, um voluntário apresentou edema nos pés e mãos e aumento excessivo nos níveis de creatinina fosfoquinase

(CPK), acompanhado pela elevação da aspartato aminotransferase (AST), proteína C-reativa e mioglobina. Nesse grupo, três

voluntários adicionais apresentaram edema de ambos os pés, acompanhado de parestesia em dois casos. Todos os sintomas e

anormalidades laboratoriais foram resolvidos após a descontinuação do fármaco estudado.

A vildagliptina não é dialisável, entretanto, o principal metabólito de hidrólise (LAY151) pode ser removido por hemodiálise.

− cloridrato de metformina

A superdose com o cloridrato de metformina tem ocorrido, incluindo a ingestão de quantidades maiores que 50 gramas. A

hipoglicemia foi relatada em aproximadamente 10% dos casos, mas não foi estabelecida associação causal com o cloridrato de

metformina. A acidose lática foi relatada em aproximadamente 32% dos casos de superdose com o cloridrato de metformina. O

cloridrato de metformina é dialisável com uma depuração de até 170 mL/min sob boas condições hemodinâmicas. Dessa forma, a

hemodiálise pode ser útil para a remoção do fármaco acumulado do paciente no qual se suspeita de superdose de cloridrato de

metformina.

No caso de superdose, deve-se iniciar um tratamento de suporte apropriado de acordo com os sinais e sintomas clínicos do paciente.

Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

III – DIZERES LEGAIS

VENDA SOB PRESCRIÇÃO

Registro: 1.3517.0076

Registrado e produzido por:

Althaia S.A. Indústria Farmacêutica

Av. Tégula, 888 – Módulos 1, 15, 16, 17, 19, 20, 21

Ponte Alta – Atibaia – SP

CEP 12952-820

CNPJ 48.344.725/0007-19

Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 21/10/2025.Dados da submissão eletrônica Data do

Nº do

Assunto

expediente

expediente

07/11/2025

Gerado no

momento do

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07/08/2025 1015012256

10452 – GENÉRICO –

Notificação de

alteração de texto de

bula – publicação no

bulário RDC 60/12

14/05/2025 0648709/25-6

10452 – GENÉRICO –

Notificação de

alteração de texto de

bula – publicação no

bulário RDC 60/12

18/02/2025 0227738250

10452 – GENÉRICO –

Notificação de

alteração de texto de

bula – publicação no

bulário RDC 60/12

Data do

expediente

21/10/2025

(Galvus Met) 18/07/2025

(Galvus Met)

NA NA Bula Profissional de Saúde

Histórico de Alteração da Bula

Dados da petição/notificação que altera a bula Nº do

Data de

Assunto

expediente

aprovação

1402326254

10451-

MEDICAMENTO

NOVO – Notificação

de Alteração de Texto

de Bula – publicação

no Bulário RDC 60/12

21/10/2025

(Galvus Met)

0936324/25-2

(Galvus Met)

10451 –

MEDICAMENTO

NOVO – Notificação

de Alteração de Texto

de Bula – publicação

no Bulário RDC 60/12

18/07/2025

(Galvus Met)

NA NA NA NA NA NA

Dados das alterações de bulas

Versões

Apresentações

Itens de bula

(VP/VPS)

relacionadas

5 – Advertências e precauções

III – Dizeres legais

VPS

50 mg + 500 mg: 30 ou 60

50 mg + 850 mg: 30 ou 60

50 mg +1000 mg: 30 ou 60

5. ADVERTÊNCIAS E

PRECAUÇÕES VPS

50 mg + 500 mg: 30 ou 60

50 mg + 850 mg: 30 ou 60

50 mg +1000 mg: 30 ou 60

Apresentações VP / VPS

50 mg + 500 mg: 30 ou 60

50 mg + 850 mg: 30 ou 60

50 mg +1000 mg: 30 ou 60

5. ADVERTÊNCIAS E

PRECAUÇÕES

Dizeres Legais

VPS Descritas acima09/04/2024 0447307240

10459 – GENÉRICO –

Inclusão Inicial de

Texto de Bula – RDC

60/12

NA NA NA NA Dados iniciais VP/VPS Descritas acima