rosuvastatina cálcica

Althaia S.A. Indústria Farmacêutica

Comprimidos revestidos

5 mg, 10 mg, 20 mg e 40 mgrosuvastatina cálcica

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

rosuvastatina cálcica

Medicamento Genérico, Lei nº 9.787, de 1999

APRESENTAÇÕES:

Comprimidos revestidos 5 mg: embalagem com 30, 60 ou 90 comprimidos.

Comprimidos revestidos 10 mg: embalagem com 30, 60 ou 90 comprimidos.

Comprimidos revestidos 20 mg: embalagem com 30, 60 ou 90 comprimidos.

Comprimidos revestidos 40 mg: embalagem com 30 comprimidos.

USO ORAL

USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 6 ANOS

COMPOSIÇÃO:

Cada comprimido revestido contém:

rosuvastatina cálcica …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. 5,2 mg*

Excipientes** q.s.p ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 1 comprimido

*Cada 5,2 mg de rosuvastatina cálcica equivalem à 5 mg de rosuvastatina.

**Excipientes: celulose microcristalina, crospovidona, estearato de magnésio, lactose monoidratada, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol,

talco, óxido de ferro vermelho e óxido de ferro amarelo.

rosuvastatina cálcica …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… 10,4 mg*

Excipientes** q.s.p ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 1 comprimido

*Cada 10,4 mg de rosuvastatina cálcica equivalem à 10 mg de rosuvastatina.

**Excipientes: celulose microcristalina, crospovidona, estearato de magnésio, lactose monoidratada, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol,

talco, óxido de ferro vermelho e óxido de ferro amarelo.

rosuvastatina cálcica …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… 20,8 mg*

Excipientes** q.s.p ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 1 comprimido

*Cada 20,8 mg de rosuvastatina cálcica equivalem à 20 mg de rosuvastatina.

**Excipientes: celulose microcristalina, crospovidona, estearato de magnésio, lactose monoidratada, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol,

talco, óxido de ferro vermelho e óxido de ferro amarelo.

rosuvastatina cálcica …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… 41,6 mg*

Excipientes** q.s.p ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. 1 comprimido

*Cada 41,6 mg de rosuvastatina cálcica equivalem à 40 mg de rosuvastatina.

**Excipientes: celulose microcristalina, crospovidona, estearato de magnésio, lactose monoidratada, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol,

talco, óxido de ferro vermelho e óxido de ferro amarelo.

II) INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1. INDICAÇÕESA rosuvastatina cálcica deve ser usada como adjuvante à dieta quando a resposta à dieta e aos exercícios é inadequada.

Em pacientes adultos com hipercolesterolemia, a rosuvastatina cálcica é indicada para:

• Redução do LDL-colesterol, colesterol total e triglicérides elevados; aumento do HDL-colesterol em pacientes com hipercolesterolemia

primária (familiar heterozigótica e não familiar) e dislipidemia mista (Fredrickson tipos IIa e IIb). Este medicamento também diminui

ApoB, não-HDL-C, VLDL-C, VLDL-TG, e as razões LDL-C/HDL-C, C-total/HDL-C, não-HDL-C/HDL-C, ApoB/ApoA-I e aumenta

ApoA-I nestas populações.

• Tratamento da hipertrigliceridemia isolada (hiperlipidemia de Fredrickson tipo IV).

• Redução do colesterol total e LDL-C em pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica, tanto isoladamente quanto como um

adjuvante à dieta e a outros tratamentos de redução de lipídios (por ex.: aférese de LDL), se tais tratamentos não forem suficientes.

• Retardamento ou redução da progressão da aterosclerose.

Crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de idade

A rosuvastatina cálcica é indicada para redução do colesterol total, LDL-C e ApoB em pacientes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica

(HeFH).

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

A rosuvastatina cálcica reduz os níveis elevados de LDL-colesterol, colesterol total e triglicérides e aumenta o HDL-colesterol. Também reduz a

ApoB, o não-HDL-C, o VLDL-C e o VLDL-TG e aumenta a ApoA-I (ver Tabelas 1 e 2) (Olsson AG et al. Cardiovasc Drug Rev 2002; 20: 303-28).

A rosuvastatina cálcica reduz ainda as razões LDL-C/HDL-C, C-total/HDL-C, não-HDL-C/HDL-C e ApoB/ApoA-I (Olsson AG et al. Cardiovasc

Drug Rev 2002; 20: 303-28; Rader DJ et al. Am J Cardiol 2003; 91 (Suppl): 20C-24C).

Uma resposta terapêutica à rosuvastatina cálcica é evidente em 1 semana após o início da terapia e 90% da resposta máxima é alcançada geralmente

em 2 semanas. A resposta máxima é geralmente obtida em até 4 semanas e mantida após esse período (Brown W et al. Am Heart J 2002; 144: 1036-

43; Olsson AG et al. Am Heart J 2002; 144: 1044-51).

Tabela 1. Resposta em relação à dose em pacientes com hipercolesterolemia primária (tipos IIa e IIb) (% da média ajustada de mudanças em relação

ao início) (Olsson AG et al. Cardiovasc Drug Rev 2002; 20: 303-28).

Dose N LDL-C C-Total HDL-C TG Não-HDL-C ApoB ApoA-I

Placebo 13 -7 -5 3 -3 -7 -3 0

5 17 -45 -33 13 -35 -44 -38 4

10 17 -52 -36 14 -10 -48 -42 4

20 17 -55 -40 8 -23 -51 -46 5

40 18 -63 -46 10 -28 -60 -54 0

Tabela 2. Resposta em relação à dose em pacientes com hipertrigliceridemia (tipo IIb ou tipo V) (% mediana de mudanças em relação ao início)

(Hunninghake DB et al. Diabetes 2001; 50 (Suppl 2): A143 Abs 575-P).

Dose N TG LDL-C C-Total HDL-C Não-HDL-C VLDL-C VLDL-TG

Placebo 26 1 5 1 -3 2 2 6

5 25 -21 -28 -24 3 -29 -25 -24

10 23 -37 -45 -40 8 -49 -48 -39

20 27 -37 -31 -34 22 -43 -49 -40

40 25 -43 -43 -40 17 -51 -56 -48

Os dados das Tabelas 1 e 2 são confirmados pelo amplo programa clínico de mais de 5.300 pacientes tratados com rosuvastatina cálcica.

Em um estudo de pacientes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, 435 indivíduos foram tratados com rosuvastatina cálcica de 20 mg a 80

mg em um desenho de titulação forçada de dose. Todas as doses de rosuvastatina cálcica mostraram um efeito benéfico nos parâmetros lipídicos e notratamento para atingir as metas estabelecidas. Após titulação para a dose de 40 mg (12 semanas de tratamento), o LDL-C foi reduzido em 53% (Stein

E et al. Atherosclerosis Suppl 2001; 2 (2): 90 Abs P176).

Em um estudo aberto de titulação forçada de dose, 42 pacientes com hipercolesterolemia familiar homozigótica foram avaliados quanto à sua resposta

a rosuvastatina cálcica 20-40 mg titulado em um intervalo de 6 semanas. Na população geral, a redução média de LDL-C foi de 22%. Nos 27

pacientes com redução de no mínimo 15% na semana 12 (considerada como sendo a população com resposta), a redução média de LDL-C foi de 26%

na dose de 20 mg e de 30% na dose de 40 mg. Dos 13 pacientes com uma redução de LDL-C inferior a 15%, 3 não apresentaram resposta ou tiveram

um aumento de LDL-C (Marais D et al. Atherosclerosis Suppl 2002; 3: 159 Abs 435).

No estudo METEOR, a eficácia da rosuvastatina 40 mg na progressão da aterosclerose foi avaliada por ultrassom bidimensional da artéria carótida.

Neste estudo clínico, duplo-cego, multicêntrico, placebo-controlado, 984 indivíduos com baixo risco de doença coronária cardíaca (definido como

risco Framingham <10% acima de 10 anos) e com LDL-C médio de 154,5 mg/dL, mas com aterosclerose subclínica detectada por ultrassom da EIMC

(espessura íntima-média das artérias carótidas), foram randomizados em uma relação 5:2 para tratamento com rosuvastatina 40 mg ou placebo por 2

anos.

A rosuvastatina retardou significativamente a progressão da aterosclerose da carótida comparada com placebo. A diferença na alteração da EIMC para

todos os 12 locais da artéria carótida entre os pacientes tratados com rosuvastatina e pacientes tratados com placebo foi -0,0145 mm/ano (IC 95% –

0,0196, -0,0093; p< 0,0001). A mudança a partir do basal (pré-tratamento) para o grupo rosuvastatina foi -0,0014 mm/ano (IC 95% -0,0041, 0,0014),

mas não foi significativamente diferente de zero (p=0,3224). Os efeitos benéficos da rosuvastatina foram consistentes para todos os 4 desfechos

secundários da EIMC. Houve progressão significativa no grupo placebo (+0,0131 mm/ano; IC 95% 0,0087, 0,0174; p< 0,0001). No grupo

rosuvastatina, 52,1% dos pacientes demonstraram uma ausência de progressão da doença (ex.: regressão) comparada com 37,7% dos pacientes do

grupo placebo (p=0,0002). A rosuvastatina 40 mg foi bem tolerada e os dados foram consistentes ao perfil de segurança estabelecido para

rosuvastatina.

A rosuvastatina cálcica é eficaz em uma ampla variedade de populações de pacientes com hipercolesterolemia, com e sem hipertrigliceridemia

(Olsson AG et al. Cardiovasc Drug Rev 2002; 20: 303-28), independentemente de raça, sexo ou idade (Martin P et al. J Clin Pharmacol 2002; 42 (10):

1116-21), e em populações especiais como diabéticos (Olsson AG et al. Cardiovasc Drug Rev 2002; 20: 303-28; Blasetto JW et al. Am J Cardiol

2003; 91 (Suppl): 3C-10C; Durrington P et al. Diabetologia 2001; 44 (Suppl 1): A165, Abs 631) ou pacientes com hipercolesterolemia familiar (Stein

E et al. Atherosclerosis Suppl 2001; 2 (2): 90 Abs P176).

Em um estudo clínico controlado denominado ASTEROID (estudo para avaliar os efeitos da rosuvastatina na placa de ateroma coronariano através

de ultrassom intravascular), os pacientes tratados com rosuvastatina cálcica 40 mg tiveram uma regressão significativa da aterosclerose para todas as

três medidas de ultrassom intravascular (IVUS) avaliadas. No estudo ASTEROID, os pacientes tratados com rosuvastatina cálcica atingiram o nível

mais baixo de LDL-C (- 53%) e os maiores níveis do HDL-C (+ 15%) já observados em um estudo de progressão de aterosclerose com estatinas.

Neste estudo de dois anos de duração, a rosuvastatina demonstrou ser bem tolerada. São necessários mais estudos clínicos para determinar a extensão

na qual rosuvastatina cálcica pode reduzir a formação e regredir a placa de ateroma (Nissen Steven E et al. Jama 2006; 295: E1-10).

Crianças e adolescentes com hipercolesterolemia

Em um estudo placebo-controlado, multicêntrico, randomizado e duplo-cego de 12 semanas (n= 176, 97 sexo masculino e 79 sexo feminino) seguido

por fase de titulação de dose de rosuvastatina, aberto de 40 semanas (n= 173, 96 sexo masculino e 77 sexo feminino), indivíduos de idade entre 10 e

17 anos (estágio Tanner II-V, sexo feminino pelo menos 1 ano após a menarca) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica receberam

rosuvastatina 5, 10 ou 20 mg ou placebo diariamente por 12 semanas e em seguida todos receberam rosuvastatina diariamente por 40 semanas. Na

entrada do estudo, aproximadamente 30% dos pacientes tinham 10-13 anos e aproximadamente 17%, 18%, 40% e 25% estavam em estágio Tanner II,

III, IV e V, respectivamente.

A rosuvastatina reduziu os níveis LDL-C (objetivo primário), colesterol total e ApoB. Os resultados são mostrados na tabela a seguir.

Tabela 3. Efeito modificador da rosuvastatina nos lipídios em crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica (mínimos

quadrados indicam o percentual de mudança do valor basal até a semana 12).

Dose (mg) N LDL-C HDL-C Total-C TG Não-HDL-C ApoB ApoA-1

Placebo 46 -0,7 6,9 -0,0 5,1 -0,9 -1,7 2,8

5 42 -38,3 4,2 -29,9 0,3 -36,1 -31,7 1,8

10 44 -44,6 11,2 -34,2 -13,6 -43,0 -38,1 5,420 44 -50,0 8,9 -38,7 -8,1 -47,5 -40,7 4,0

No final da semana 40, na fase aberta do estudo, aumentou-se gradativamente a dose para no máximo 20 mg uma vez ao dia. Setenta dos 173

pacientes (40,5%) atingiram objetivo de LDL-C menor que 110 mg/dL (2,8 mmol/L).

Após 52 semanas de tratamento do estudo, nenhum efeito no crescimento ou maturação sexual foi detectado (ver item advertências e precauções).

A rosuvastatina também foi avaliada em um estudo aberto, titulação para dose-alvo em 198 crianças de 6 a 17 anos de idade com hipercolesterolemia

familiar heterozigótica (88 do sexo masculino e 110 do sexo feminino. Estágio Tanner < II-V). A dose inicial para todos os pacientes foi de 5 mg de

rosuvastatina uma vez ao dia. Pacientes de 6 a 9 anos de idade (n=64) podiam titular uma dose máxima de 10 mg uma vez ao dia e pacientes de 10 a

17 anos de idade (n=134) uma dose máxima de 20 mg uma vez ao dia (Kusters DM et al. Journal of Clinical Lipodology 2013;7(5):408-413).

Após o tratamento, 74 dos 197 pacientes (37,6%) nesse estudo atingiram a meta de LDL-C de menos de 110mg/dL (2,8mmol/L). Todos os grupos

etários demonstraram reduções estatisticamente significativas no LDL-C comparando aos dados iniciais (Kusters DM et al. Journal of Clinical

Lipodology 2013;7(5):408-413).

A rosuvastatina 5 mg, 10 mg e 20 mg também alcançaram alterações médias estatisticamente significativas a partir dos dados iniciais para os lipídeos

secundários e lipoproteínas variáveis a seguir: HDL-C, TC, não-HDL-C, LDL-C/HDL-C, TC/HDL-C, TG/HDL-C, não-HDL-C/HDL-C, ApoB,

ApoB/ApoA-1. Cada uma dessas mudanças foi na direção de melhoria de comportamento dos lipídeos e foi mantida por mais de 2 anos (Kusters DM

et al. Journal of Clinical Lipodology 2013;7(5):408-413).

Nenhum efeito no crescimento e na maturação sexual foi detectado após 24 meses de tratamento (Kusters DM et al. Journal of Clinical Lipodology

2013;7(5):408-413).

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Propriedades Farmacodinâmicas

− Mecanismo de ação

A rosuvastatina é um seletivo e potente inibidor competitivo da HMG-CoA redutase, a enzima que limita a taxa de conversão da 3-hidroxi-3-

metilglutaril coenzima A para mevalonato, um precursor do colesterol. Os triglicérides (TG) e o colesterol são incorporados no fígado à

apolipoproteína B (ApoB), e liberados no plasma como lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL), para serem distribuídos nos tecidos

periféricos. As partículas VLDL são ricas em triglicérides. A lipoproteína de baixa densidade (LDL), rica em colesterol, é formada a partir de VLDL e

captada principalmente através do receptor de LDL de alta afinidade no fígado.

A rosuvastatina exerce seus efeitos modificadores sobre os lipídios de duas maneiras: ela aumenta o número de receptores LDL hepáticos na

superfície celular, aumentando a captação e o catabolismo do LDL, e inibe a síntese hepática de VLDL, reduzindo, assim, o número total de partículas

de VLDL e LDL.

A lipoproteína de alta densidade (HDL) que contém ApoA-I é envolvida, entre outros, no transporte do colesterol dos tecidos de volta para o fígado

(transporte reverso de colesterol).

O envolvimento do LDL-C na aterogênese está bem documentado. Estudos epidemiológicos estabeleceram que LDL-C e TG altos e HDL-C e ApoA-

I baixos foram associados a um maior risco de doença cardiovascular. Estudos de intervenção mostraram os benefícios da redução de LDL-C e TG ou

do aumento do HDL-C sobre as taxas de mortalidade e de eventos cardiovasculares (CV).

Dados mais recentes associaram os efeitos benéficos dos inibidores da HMG-CoA redutase à diminuição do não-HDL (por ex.: todo colesterol

circulante que não está em HDL) e da ApoB ou à redução da razão ApoB/ApoA-I.

Propriedades Farmacocinéticas

A rosuvastatina cálcica é administrada por via oral na forma ativa, com picos de níveis plasmáticos ocorrendo 5 horas após a administração. A

absorção aumenta linearmente com a faixa de dose. A meia-vida é de 19 horas e não aumenta com a elevação da dose. A biodisponibilidade absoluta

é de 20%. Há um acúmulo mínimo com dose única diária repetida.

A rosuvastatina sofre metabolismo de primeira passagem no fígado, que é o local primário da síntese de colesterol e da depuração de LDL-C.

Aproximadamente 90% da rosuvastatina ligam-se às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina. Mais de 90% da atividade inibitória para a

HMG-CoA redutase circulante é atribuída ao princípio ativo.A rosuvastatina sofre metabolismo limitado (aproximadamente 10%), principalmente para a forma N-desmetila, e 90% são eliminados como droga

inalterada nas fezes, sendo o restante excretado na urina.

− Populações especiais

− Idade e sexo: não houve efeito clinicamente relevante associado à idade ou sexo na farmacocinética da rosuvastatina em adultos. A

exposição em crianças e adolescentes com hipercolesterolemia heretozigótica familiar aparenta ser similar ou menor que em adultos com

dislipidemia.

− Raça: estudos farmacocinéticos mostram uma elevação de aproximadamente duas vezes na mediana da área sob a curva (ASC) em

descendentes asiáticos comparados com caucasianos. Uma análise da farmacocinética da população não revelou diferenças clinicamente

relevantes na farmacocinética entre caucasianos, hispânicos e negros ou grupos de afro-caribenhos.

− Insuficiência renal: em um estudo realizado em indivíduos com graus variáveis de insuficiência renal, a doença renal de leve a moderada

apresentou pouca influência nas concentrações plasmáticas da rosuvastatina. Entretanto, indivíduos com insuficiência grave (depuração de

creatinina < 30 mL/min) apresentaram um aumento de 3 vezes na concentração plasmática em comparação com voluntários sadios.

− Insuficiência hepática: em um estudo realizado em indivíduos com graus variáveis de insuficiência hepática, não houve evidência de

aumento da exposição à rosuvastatina, exceto em 2 indivíduos com doença hepática mais grave (graus 8 e 9 de Child-Pugh). Nestes

indivíduos, a exposição sistêmica foi aumentada em no mínimo 2 vezes em comparação aos indivíduos com grau menor de Child-Pugh.

− Polimorfismos genéticos: a disponibilidade dos inibidores da HMG-CoA redutase, incluindo a rosuvastatina, envolve OATP1B1 e as

proteínas transportadoras BCRP. Em pacientes com polimorfismos genéticos em SLCO1B1 (OATP1B1) e/ou ABCG2 (BCRP) existe um

risco de maior exposição à rosuvastatina. Polimorfismos individuais de SLCO1B1 c.521CC e ABCG2 c.421AA estão associados com uma

exposição (ASC) à rosuvastatina aproximadamente 1,6 ou 2,4 vezes maior, respectivamente, em comparação com os genótipos SLCO1B1

c.521TT ou ABCG2 c.421CC.

Dados de segurança pré-clínica

Os dados pré-clínicos não revelam danos especiais em humanos, tendo como base estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de

dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogênico e toxicidade reprodutiva.

Reações adversas não observadas em estudos clínicos, mas detectadas em animais com níveis de exposição semelhantes aos níveis clínicos foram as

seguintes: Em estudos de toxicidade de dose repetida, alterações histopatológicas no fígado, provavelmente devido à ação farmacológica da

rosuvastatina, foram observadas em camundongos e ratos, e em menor grau com efeitos na vesícula biliar em cães, mas não em macacos.

A administração oral diária de 0, 20, 60 e 200 mg/kg/dia durante 13 semanas em camundongos da linhagem B6C3F1 (10 machos e 10 fêmeas por

grupo experimental) resultou em aumento do peso do fígado (≥ 60 mg/kg/dia) e hipertrofia centrolobular hepática (≥ 60 mg/kg/dia em machos, 200

mg/kg/dia em fêmeas). A exposição plasmática no Nível Sem Efeito Observado (NOEL) foi de 0,7 (machos) e 1,5 (fêmeas) vez a exposição humana

na dose máxima recomendada de 40 mg.

A administração oral diária de 0, 2, 6 e 20 mg/kg/dia por 6 meses em ratos da linhagem Sprague Dawley (20 machos e 20 fêmeas por grupo

experimental) resultou em aumento reversível do peso do fígado em fêmeas, hipertrofia e aumento da degeneração gordurosa dos hepatócitos

perilobulares, fibrose perilobular e focos de alterações celulares em um ou ambos os sexos na dose de 20 mg/kg/dia. A exposição plasmática no Nível

Sem Efeito Adverso Observado (NOAEL) foi de 0,7 vez a exposição humana na dose máxima recomendada de 40 mg.

A administração oral diária de 0, 1, 3 ou 6 mg/kg/dia durante 12 meses em cães da raça Beagle (4 machos e 4 fêmeas por grupo experimental)

resultou em hemorragia discreta e reversível da lâmina própria da mucosa na dose de 6 mg/kg/dia. A exposição plasmática no NOAEL foi 3 vezes a

exposição humana na dose máxima recomendada de 40 mg.

4. CONTRAINDICAÇÕES

Este medicamento é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade à rosuvastatina cálcica ou aos outros componentes da fórmula.

Este medicamento é contraindicado para pacientes com doença hepática ativa.Este medicamento é contraindicado durante a gravidez, na lactação, e em mulheres com potencial de engravidar que não estão usando métodos

contraceptivos apropriados.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano. Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de

leite, pois é excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar

alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.

Este medicamento é contraindicado para menores de 6 anos.

Categoria de risco na gravidez: D.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de

suspeita de gravidez.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Fígado

Como outros inibidores da HMG-CoA redutase, rosuvastatina cálcica deve ser usada com cautela em pacientes que consomem quantidades excessivas

de álcool e/ou que tenham uma história de doença hepática.

Este medicamento pode causar hepatotoxicidade. Por isso, requer uso cuidadoso, sob vigilância médica estrita e acompanhado por controles

periódicos da função hepática antes do início, 12 semanas após o início, no caso de qualquer elevação de dose e periodicamente, conforme

indicado clinicamente.

Sistema músculo-esquelético

Como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, foram relatados efeitos músculo-esqueléticos, como mialgia, miopatia e, raramente,

rabdomiólise em pacientes tratados com rosuvastatina. Assim como outros inibidores da HMG-CoA redutase, a frequência de rabdomiólise no uso

pós-comercialização é maior com as doses mais altas administradas. Pacientes que desenvolverem quaisquer sinais ou sintomas sugestivos de

miopatia devem ter os seus níveis de creatinoquinase (CK) medidos. O tratamento com rosuvastatina cálcica deve ser interrompido se os níveis de CK

estiverem notadamente elevados (>10 vezes o limite superior de normalidade, LSN) ou se houver diagnóstico ou suspeita de miopatia.

Houve relatos muito raros de uma miopatia necrotizante imunomediada caracterizada clinicamente por fraqueza muscular proximal persistente e

elevação da creatinoquinase sérica durante o tratamento ou após a descontinuação de estatinas, incluindo a rosuvastatina. Testes neuromusculares e

sorológicos adicionais podem ser necessários. Tratamento com agentes imunossupressores podem ser requeridos.

Estatinas podem, em casos raros, induzir ou agravar miastenia gravis ou miastenia ocular (vide seção 9. REAÇÕES ADVERSAS), incluindo relatos

de recorrência quando a mesma ou uma diferente estatina for administrada. A rosuvastatina cálcica deve ser usada com cautela em pacientes com

essas condições e deve ser descontinuada se elas forem induzidas ou agravadas.

Nos estudos com rosuvastatina cálcica não houve evidência de aumento de efeitos músculo-esqueléticos na administração concomitante com qualquer

terapia. Entretanto, foi observado um aumento da incidência de miosite e miopatia em pacientes que estavam recebendo outros inibidores da HMG-

CoA redutase junto com ciclosporina, derivados do ácido fíbrico, incluindo genfibrozila, ácido nicotínico, antifúngicos do grupo azóis e antibióticos

macrolídeos.

A rosuvastatina cálcica deve ser prescrita com precaução em pacientes com fatores de pré-disposição para miopatia, tais como, insuficiência renal,

idade avançada e hipotireoidismo, ou situações em que pode ocorrer um aumento nos níveis plasmáticos (vide 6. Interações Medicamentosas e 3.

Características Farmacológicas – Propriedades Farmacodinâmicas).

O uso de rosuvastatina cálcica deve ser temporariamente interrompido em qualquer paciente com uma condição aguda grave sugestiva de miopatia ou

que predispõe ao desenvolvimento de insuficiência renal secundária à rabdomiólise (por exemplo: sépsis; hipotensão; cirurgia de grande porte;

trauma; alterações metabólicas, endócrinas e eletrolíticas graves; ou convulsões não-controladas).

Diabetes MellitusAssim como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, foi observado em pacientes tratados com rosuvastatina um aumento dos níveis de HbA1c

e de glicose sérica e, em alguns casos, estes aumentos podem exceder o limiar para o diagnóstico do diabetes, principalmente em pacientes com alto

risco para o desenvolvimento do diabetes mellitus (vide 9. Reações Adversas).

Raça

Estudos de farmacocinética mostraram um aumento na exposição em pacientes descendentes asiáticos comparados com pacientes caucasianos (vide 8.

Posologia e Modo de Usar e 3. Características Farmacológicas – Propriedades Farmacocinéticas).

Crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de idade

A avaliação do crescimento linear (altura), peso, índice de massa corpórea e características secundárias de maturidade sexual pelo estágio de Tanner

em pacientes pediátricos que utilizam rosuvastatina, é limitada ao período de dois anos (vide 3. Características Farmacológicas – Propriedades

Farmacocinéticas).

Para informações referentes a ajuste de dose para pacientes idosos, crianças, pacientes com insuficiência renal e/ou hepática, ver item “Posologia e

Modo de Usar”.

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: testes farmacológicos não revelaram evidências de efeito sedativo de rosuvastatina

cálcica. A partir do perfil de segurança, não se espera que a rosuvastatina cálcica afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Uso durante a gravidez e lactação

Categoria de risco na gravidez: D.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de

suspeita de gravidez.

Gravidez

O uso deste medicamento não é recomendado em mulheres grávidas. Este medicamento deve ser descontinuado assim que a gestação for identificada.

Entretanto, a necessidade de terapia contínua e o benefício-risco individual em pacientes com risco muito alto de eventos cardiovasculares devem ser

considerados.

Dados publicados sobre o uso de estatinas em mulheres no primeiro trimestre de gravidez não identificaram risco significante de más-formações

congênitas graves associado ao medicamento após ajuste estatístico para corrigir potenciais efeitos causados por fatores de confusão como idade

materna, diabetes mellitus, hipertensão, obesidade, uso de tabaco e uso de álcool. As limitações do estudo incluem a dependência da codificação

médica para definir a presença de uma malformação, a falta de controle para certos fatores de confusão, como o índice de massa corporal, o uso de

dispensação de prescrição como verificação para o uso da estatina e a falta de informações sobre abortos espontâneos. Devido ao mecanismo de ação

de rosuvastatina cálcica, existe um risco potencial de reações adversas no feto.

Lactação

A amamentação é contraindicada durante o tratamento com este medicamento. Dados limitados de relatórios publicados indicam que rosuvastatina

cálcica está presente no leite humano. Em decorrência do mecanismo de ação de rosuvastatina cálcica, existe um risco potencial de reações adversas

no lactente. Não há informação disponível sobre os efeitos do medicamento no lactente ou na produção de leite.

Dados em Animais

Em estudos de reprodução animal, não foram observados efeitos adversos no desenvolvimento em ratas ou coelhas grávidas, que receberam

rosuvastatina por via oral durante o período de organogênese, em doses que resultaram em exposições sistêmicas equivalentes às exposições humanas

na dose máxima recomendada para humanos (DMRH) de 40 mg/dia, com base em Área Sob a Curva ASC e superfície corporal (mg/m²),

respectivamente.

Em ratas fêmeas (Sprague Dawley, 24 animais por grupo) que receberam 5, 15 e 50 mg/kg/dia de rosuvastatina antes do acasalamento até o dia 7 de

gestação, observou-se redução no peso corporal fetal (filhotes fêmeas) e atraso na ossificação com a dose de 50 mg/kg/dia (10 vezes a exposição

humana na Dose Máxima Recomendada para Humanos (DMRH) de 40 mg/dia com base na ASC).Em ratas grávidas (Sprague Dawley, 24 animais por grupo, acasalamento em tempo controlado) que receberam 2, 10 e 50 mg/kg/dia de rosuvastatina

a partir do dia 7 de gestação até o dia 21 de lactação (desmame), foi observado uma diminuição na sobrevivência dos filhotes com a dose de 50

mg/kg/dia (dose equivalente a 12 vezes a DMRH de 40 mg/dia com base na superfície corporal).

Em coelhas grávidas (Japanese White, 17 animais por grupo) que receberam 0,3, 1 e 3 mg/kg/dia, por via oral, de rosuvastatina a partir do dia 6 até o

dia 18 de gestação, observou-se redução na viabilidade fetal e aumento da mortalidade materna com a dose de 3 mg/kg/dia (dose equivalente à

DMRH de 40 mg/dia com base na superfície corporal). Também foram observados perda de peso materna, hipoatividade, mortalidade e alterações em

órgãos como fígado, vesícula biliar, rins, bexiga, estômago, além de músculos como os intercostais e cardíacos. Toxicidades semelhantes foram

observadas em um estudo investigativo realizado em coelhos machos com dose de 5 mg/kg/dia (dose aproximadamente equivalente à DMRH de 40

mg/dia, com base na área de superfície corporal).

A rosuvastatina atravessa a placenta em ratos e coelhos, sendo encontrada no tecido fetal e no líquido amniótico em 3% e 20%, respectivamente, da

concentração plasmática materna após uma dose única por gavagem oral de 25 mg/kg de rosuvastatina no dia 16 de gestação em ratos. Em coelhos, a

distribuição no tecido fetal foi de 25% da concentração plasmática materna após uma dose única por gavagem oral de 1 mg/kg no dia 18 de gestação.

Carcinogenicidade

Em um estudo de carcinogenicidade de 104 semanas em ratos (Sprague Dawley, sendo 50 machos e 50 fêmeas em cada grupo), foram administradas

doses de 2, 20, 60 ou 80 mg/kg/dia de rosuvastatina por gavagem oral, foi observado que a incidência de pólipos estromais uterinos aumentou

significativamente em fêmeas que receberam a dosagem de 80 mg/kg/dia, com uma exposição sistêmica 20 vezes maior que a exposição humana na

dose de 40 mg/dia de rosuvastatina com base na ASC. O aumento da incidência de pólipos não foi observado em doses mais baixas.

Em um estudo de carcinogenicidade de 107 semanas em camundongos (B6C3F1, sendo 51 machos e 51 fêmeas em cada grupo), aos quais foram

administradas doses de 10, 60 ou 200 mg/kg/dia de rosuvastatina por gavagem oral, foi observada uma incidência aumentada de adenoma/carcinoma

hepatocelular na dose de 200 mg/kg/dia, com exposições sistêmicas 20 vezes maiores que a exposição humana na dose de 40 mg/dia com base na

ASC. O aumento da incidência de tumores hepatocelulares não foi observado em doses mais baixas.

Mutagenicidade

A rosuvastatina não foi mutagênica ou clastogênica, com ou sem ativação metabólica, no teste de Ames realizado com Salmonella typhimurium e

Escherichia coli, no ensaio de linfoma de camundongo, e no ensaio de mutação cromossômica em células pulmonares de hamster chinês. A

rosuvastatina foi negativa no teste de micronúcleo in vivo em camundongos.

Toxicidade Reprodutiva

Em estudos de fertilidade em ratos (Sprague Dawley), que receberam doses de 5, 15 e 50 mg/kg/dia administrada por gavagem oral sendo 24 machos

e 24 fêmeas em cada grupo), os machos foram tratados por 9 semanas antes e durante o acasalamento, e as fêmeas foram tratadas 2 semanas antes do

acasalamento e durante o acasalamento até o dia 7 de gestação. Nenhum efeito adverso na fertilidade foi observado com a administração de 50

mg/kg/dia (exposições sistêmicas até 10 vezes a exposição humana na dose de 40 mg/dia com base na ASC).

Nos testículos de cães tratados com rosuvastatina a 30 mg/kg/dia por um mês, foram observadas células espermáticas gigantes. Células espermáticas

gigantes também foram observadas em macacos após 6 meses de tratamento com rosuvastatina a 30 mg/kg/dia, além de vacuolização do epitélio dos

túbulos seminíferos. As exposições em cães foram 20 vezes e, em macacos, 10 vezes a exposição humana na dose de 40 mg/dia com base na

superfície corporal.

Atenção: Contém os corantes dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo e vermelho.

Atenção: Contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25 g/comprimido. Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de

má-absorção de glicose-galactose.

Informe a seu paciente de que a doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com rosuvastatina para hipercolesterolemia

familiar, devido ao potencial risco que essa condição de base pode causar ao receptor.6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Efeito de medicamentos coadministrados sobre a rosuvastatina

Dados in vitro e in vivo indicam que a rosuvastatina não tem interação clinicamente significativa com o citocromo P450 (como um substrato, inibidor

ou indutor). A rosuvastatina é um substrato para determinadas proteínas transportadoras, incluindo o transportador hepático de captação OATP1B1 e

o transportador de efluxo BCRP. A administração concomitante de rosuvastatina cálcica com medicamentos que são inibidores destas proteínas

transportadoras pode resultar em maior concentração plasmática de rosuvastatina e maior risco de miopatia (vide Tabela 4, 8. Posologia e Modo de

Usar e 5. Advertências e Precauções).

Interações que requerem ajuste da dose de rosuvastatina (vide também Tabela 4).

Quando é necessária a coadministração de rosuvastatina cálcica com outros medicamentos que conhecidamente aumentam a exposição à

rosuvastatina, a dose de rosuvastatina cálcica deve ser ajustada. É recomendado que o médico consulte as informações relevantes dos medicamentos

quando considerar administrar esses medicamentos concomitantemente com rosuvastatina cálcica.

Se for observado que o medicamento aumenta a área sobre a curva (ASC) da rosuvastatina em aproximadamente 2 vezes ou mais, a dose inicial deste

medicamento não deve exceder 5 mg uma vez ao dia. A dose máxima diária de rosuvastatina cálcica comprimido revestido deve ser ajustada para que

a exposição esperada à rosuvastatina não venha a exceder a dose diária de 40mg de rosuvastatina cálcica administrada sem medicamentos que possam

interagir, por exemplo, uma dose de 5 mg deste medicamento com ciclosporina (aumento de 7,1 vezes na exposição), uma dose de 10 mg de

rosuvastatina cálcica comprimido revestido com ritonavir/atazanavir combinados (aumento de 3,1 vezes) e uma dose de 20 mg de rosuvastatina

cálcica com genfibrozila (aumento de 1,9 vezes).

Se for observado que o medicamento aumenta a ASC da rosuvastatina em menos de duas vezes, a dose inicial não precisa ser diminuída, mas deve-se

ter cuidado ao aumentar a dose deste medicamento acima de 20 mg.

Inibidores de protease: A coadministração de rosuvastatina com certos inibidores de protease ou combinação de inibidores de protease pode

aumentar a exposição à rosuvastatina (ASC) em até 7 vezes (consulte a Tabela 4). O ajuste da dose é necessário dependendo do nível de efeito na

exposição à rosuvastatina (vide 8. Posologia e Modo de Usar e 5. Advertências e Precauções).

Tabela 4. Efeito da coadministração de medicamentos sobre a exposição de rosuvastatina (ASC; em ordem decrescente de magnitude) de ensaios

clínicos publicados.

Aumento de 2 vezes ou maior que 2 vezes na ASC da rosuvastatina

Esquema posológico da droga coadministrada Esquema posológico de rosuvastatina Alteração na ASC de

rosuvastatina*

sofosbuvir / velpatasvir / voxilaprevir (400 mg – 100 mg – 100 mg) +

voxilaprevir (100 mg) uma vez ao dia por 15 dias 10 mg, dose única 7,39 vezes ↑

ciclosporina 75 mg, duas vezes ao dia a 200 mg duas vezes ao dia, 6 meses 10 mg uma vez ao dia, 10 dias 7,1 vezes ↑

darolutamida 600 mg duas vezes ao dia, 5 dias 5 mg, dose única 5,2 vezes ↑

belumosudil 200 mg, uma vez ao dia por 8 dias 10 mg, dose única administrada em 2

dias diferentes 4,6 vezes ↑

regorafenibe 160 mg uma vez ao dia, 14 dias 5 mg, dose única 3,8 vezes ↑

enasidenibe 100 mg uma vez ao dia, 28 dias 10 mg dose única 2,4 vezes ↑

atazanavir 300 mg / ritonavir 100 mg uma vez ao dia, 8 dias 10 mg, dose única 3,1 vezes ↑

roxudastate 200 mg dia sim, dia não 10 mg dose única 2,9 vezes ↑

simeprevir 150 mg uma vez ao dia, 7 dias 10 mg, dose única 2,8 vezes ↑

momelotinibe 200 mg, uma vez ao dia, por 5 dias 10 mg, dose única 2,7 vezes ↑velpatasvir 100 mg uma vez ao dia 10 mg, dose única 2,69 vezes ↑

ombitasvir25 mg / paritaprevir 150 mg / ritonavir 100 mg / dasabuvir 400

mg duas vezes ao dia 5 mg, dose única 2,59 vezes ↑

teriflunomida Não disponível 2,51 vezes ↑

vadadustate 600 mg uma vez ao dia, por 8 dias 20 mg, dose única administrada em 2

dias diferentes 2,47 vezes ↑

grazoprevir 200 mg / elbasvir 50 mg uma vez ao dia 10 mg, dose única 2,26 vezes ↑

Tabela 4. Efeito da coadministração de medicamentos sobre a exposição de rosuvastatina (ASC; em ordem decrescente de magnitude) de

ensaios clínicos publicados.

glecaprevir 400 mg / pibrentasvir 120 mg uma vez ao dia por 7 dias 5 mg uma vez ao dia 2,2 vezes ↑

lopinavir 400 mg / ritonavir 100 mg duas vezes ai dia, 17 dias 20 mg uma vez ao dia, 7 dias 2,1 vezes ↑

capmatinibe 400 mg duas vezes ao dia 10 mg, dose única 2, 08 vezes ↑

tafamidis 61 mg duas vezes ao dia nos Dias 1 e 2, seguido de uma vez ao

dia nos Dias 3 a 9 10 mg dose única 1,97 vezes ↑

fostamatinibe 100 mg duas vezes ao dia 20 mg, dose única 1,96 vezes ↑

febuxostate 120 mg uma vez ao dia 10 mg, dose única 1,9 vezes ↑

genfibrozila 600 mg duas vezes ao dia, 7 dias 80 mg, dose única 1,9 vezes ↑

Aumento menor que 2 vezes na ASC da rosuvastatina

Esquema posológico da droga coadministrada Esquema posológico de rosuvastatina Alteração na ASC de

rosuvastatina*

eltrombopag 75 mg uma vez ao dia, 5 dias 10 mg, dose única 1,6 vezes ↑

darunavir 600 mg/ ritonavir 100 mg, duas vezes ao dia, 7 dias 10 mg uma vez ao dia, 7 dias 1,5 vezes ↑

tipranavir 500 mg / ritonavir 200 mg duas vezes ao dia, 11 dias 10 mg, dose única 1,4 vezes ↑

dronedarona 400 mg, duas vezes ao dia Não disponível 1,4 vezes ↑

itraconazol 200 mg uma vez ao dia, 5 dias 10 mg ou 80 mg, dose única 1,4 vezes ↑

ezetimiba 10 mg uma vez ao dia, 14 dias 10 mg, uma vez ao dia, 14 dias 1,2 vezes ↑

Diminuição da ASC da rosuvastatina

Esquema posológico da droga coadministrada Esquema posológico de rosuvastatina Alteração na ASC de

rosuvastatina*

eritromicina 500 mg quatro vezes ao dia, 7 dias 80 mg, dose única 20% ↓

baicalina 50 mg três vezes ao dia, 14 dias 20 mg, dose única 47% ↓

* Os dados apresentados como alteração em X vezes representam uma proporção simples entre a coadministração e a rosuvastatina isoladamente.

Os dados fornecidos em % de variação representam, a % de diferença em relação à rosuvastatina isoladamente.O auemento é indicado como “↑”, e a diminuição como “↓” .

ASC = área sob a curva

Os seguintes medicamentos/combinações não tiveram um efeito clinicamente significativo na relação ASC da rosuvastatina na coadministração:

aleglitazar 0,3 mg, por 7 dias; fenofibrato 67 mg três vezes ao dia, por 7 dias; fluconazol 200 mg uma vez ao dia, por 11 dias; fosamprenavir 700

mg/ritonavir 100 mg duas vezes ao dia, por 8 dias; cetoconazol 200 mg duas vezes ao dia, por 7 dias; rifampicina 450 mg uma vez ao dia, por 7 dias;

silimarina 140 mg três vezes ao dia, por 5 dias.

A modelagem farmacocinética baseada em fisiologia (PBPK) prevê que não há interação medicamentosa clinicamente relevante entre o clopidogrel e

a rosuvastatina quando utilizado um regime posológico de clopidogrel com dose de ataque de 300 mg, seguida de dose de manutenção de 75 mg uma

vez ao dia.

Interação com outros medicamentos

− antiácidos: a administração simultânea de rosuvastatina cálcica com uma suspensão de antiácido contendo hidróxido de alumínio e

hidróxido de magnésio resultou em diminuição da concentração plasmática da rosuvastatina de aproximadamente 50%. Este efeito foi

reduzido quando o antiácido foi administrado 2 horas após rosuvastatina cálcica. A relevância clínica desta interação não foi estudada.

− ácido fusídico: estudos de interação com rosuvastatina e ácido fusídico não foram conduzidos. Assim como com outras estatinas, eventos

musculares relacionados incluindo rabdomiólise foram relatados na experiência pós-comercialização com a administração concomitante de

rosuvastatina e ácido fusídico. Os pacientes devem ser rigorosamente monitorados e a suspensão temporária do tratamento com

rosuvastatina pode ser apropriada.

− ticagrelor: Foi demonstrado que o ticagrelor aumenta as concentrações de rosuvastatina, área sob a curva (ASC) da rosuvastatina em 2,3

vezes, o que pode resultar em risco aumentado de miopatia. Devem ser considerados os benefícios da prevenção de eventos

cardiovasculares adversos maiores através da utilização de rosuvastatina e os riscos associados ao aumento das concentrações plasmáticas

de rosuvastatina.

Efeito da rosuvastatina sobre medicamentos coadministrados

− varfarina: a farmacocinética da varfarina não é significativamente afetada após a coadministração com rosuvastatina cálcica. Entretanto,

como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, a coadministração de rosuvastatina cálcica e varfarina pode resultar em um aumento

da razão internacional normalizada (INR) em comparação com a varfarina isoladamente. Em pacientes em tratamento com antagonistas da

vitamina K, recomenda-se a monitorização da INR, tan

− to no início quanto no término do tratamento com rosuvastatina cálcica

− ou após ajuste de dose.

− fenofibratos / derivados do ácido fíbrico: embora nenhuma interação farmacocinética entre rosuvastatina e fenofibrato tinha sido

observada, uma interação farmacodinâmica pode ocorrer. A genfibrozila, o fenofibrato e outros ácidos fíbricos, incluindo o ácido

nicotínico, podem aumentar o risco de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da HMG-CoA redutase (vide 5.

Advertências e Precauções).

− ciclosporina: a coadministração de rosuvastatina cálcica com ciclosporina não resultou em alterações significativas na concentração

plasmática da ciclosporina.

− outros medicamentos: não houve interações clinicamente significativas com contraceptivo oral, digoxina, ezetimiba ou fenofibrato.

Em estudos clínicos, a rosuvastatina cálcica foi coadministrada com agentes anti-hipertensivos, agentes antidiabéticos e terapia de reposição

hormonal. Esses estudos não demonstraram evidência de interações adversas clinicamente significativas.

Apesar de estudos clínicos terem demonstrado que rosuvastatina cálcica em monoterapia não reduz a concentração de cortisol plasmático basal ou

prejudique a reserva adrenal, deve-se ter cautela se rosuvastatina cálcica for administrada concomitantemente com fármacos que podem diminuir os

níveis ou a atividade de hormônios esteroidais endógenos, tais como cetoconazol, espironolactona e cimetidina.7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Armazenar em temperatura ambiente (entre 15 ºC a 30 ºC). Proteger da luz e umidade.

Este medicamento tem validade de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento:

rosuvastatina cálcica 5 mg: comprimido revestido na cor salmão, formato circular, liso nas duas faces.

rosuvastatina cálcica 10 mg: comprimido revestido na cor salmão, formato circular, liso nas duas faces.

rosuvastatina cálcica 20 mg: comprimido revestido na cor salmão, formato circular, liso nas duas faces.

rosuvastatina cálcica 40 mg: comprimido revestido na cor salmão, formato circular, liso nas duas faces.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

Modo de Usar

A rosuvastatina cálcica deve ser administrada por via oral, a qualquer hora do dia, com ou sem a ingestão de alimentos.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Posologia

A faixa de dose usual é de 10 mg a 40 mg, por via oral, uma vez ao dia. A dose máxima diária é de 40 mg. A dose de rosuvastatina cálcica deve ser

individualizada de acordo com a meta da terapia e a resposta do paciente. A maioria dos pacientes é controlada na dose inicial. Entretanto, se

necessário, o ajuste de dose pode ser feito em intervalos de 2 a 4 semanas.

Adultos:

− Hipercolesterolemia primária (incluindo hipercolesterolemia familiar heterozigótica), dislipidemia mista, hipertrigliceridemia

isolada e tratamento da aterosclerose: a dose inicial habitual é de 10 mg uma vez ao dia. Uma dose inicial de 5 mg está disponível para

populações especiais de pacientes quando necessário. Para pacientes com hipercolesterolemia grave (incluindo hipercolesterolemia

familiar heterozigótica) ou aqueles pacientes que necessitam atingir metas agressivas de redução de LDL-C, pode-se considerar uma dose

inicial de 20 mg.

− Hipercolesterolemia familiar homozigótica: recomenda-se uma dose inicial de 20 mg uma vez ao dia.

Crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de idade:

Em crianças de 6 a 9 anos de idade com hipercolesterolemia familiar heterozigótica a dose usual é de 5 mg a 10 mg uma vez ao dia por via oral. A

segurança e eficácia de doses maiores que 10 mg não foram estudadas nessa população.

Em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos de idade com hipercolesterolemia familiar heterozigótica a dose usual é de 5 mg a 20 mg uma vez ao dia

por via oral. A segurança e eficácia de doses maiores que 20 mg não foram estudadas nessa população.

A dose deve ser apropriadamente titulada para atingir o objetivo do tratamento.

Populações especiais:

− Idosos: utiliza-se a faixa de dose habitual.− Pacientes com insuficiência renal: a faixa de dose habitual se aplica a pacientes com insuficiência renal de leve a moderada. Para

pacientes com insuficiência renal grave, a dose de rosuvastatina cálcica não deve exceder 10 mg uma vez ao dia (ver item “Propriedades

Farmacocinéticas”).

− Pacientes com insuficiência hepática: a faixa de dose habitual se aplica a pacientes com insuficiência hepática de leve a moderada. Foi

observado aumento da exposição sistêmica a rosuvastatina em pacientes com insuficiência hepática grave, portanto, o uso de doses

superiores a 10 mg deve ser cuidadosamente considerado (ver item “Propriedades Farmacocinéticas”).

− Raça: a dose inicial de 5 mg de rosuvastatina cálcica deve ser considerada para pacientes descendentes asiáticos. Tem sido observada uma

concentração plasmática aumentada de rosuvastatina em descendentes asiáticos (ver itens “Propriedades Farmacocinéticas” e

“Advertências e Precauções”). O aumento da exposição sistêmica deve ser levado em consideração no tratamento de pacientes

descendentes asiáticos cuja hipercolesterolemia não é adequadamente controlada com doses diárias de até 20 mg.

− Polimorfismo genético: genótipos de SLCO1B1 (OATP1B1) c.521CC e ABCG2 (BCRP) c.421AA têm mostrado serem associados com

um aumento da exposição à rosuvastatina (ASC) em comparação com SLCO1B1 c.521TT e ABCG2 c.421CC. Para os pacientes com

genótipo c.521CC ou c.421AA, recomenda-se uma dose máxima de 20 mg de rosuvastatina cálcica, uma vez ao dia (vide 5. Advertências

e Precauções e 6. Interações Medicamentosas e 3. Características Farmacológicas – Propriedades Farmacocinéticas).

− Terapia concomitante: a rosuvastatina é um substrato de várias proteínas transportadoras (por exemplo, OATP1B1 e BCRP). O risco de

miopatia (incluindo rabdomiólise) é maior quando rosuvastatina cálcica é administrada concomitantemente com certos medicamentos que

podem aumentar a concentração plasmática da rosuvastatina devido às interações com essas proteínas transportadoras (por exemplo,

ciclosporina, ticagrelor e alguns inibidores de protease, incluindo combinações de ritonavir com atazanavir, lopinavir, e/ou tipranavir, vide

5. Advertências e Precauções e 6. Interações Medicamentosas). É recomendado que o médico consulte as informações relevantes dos

medicamentos quando considerar administrar esses medicamentos concomitantemente com rosuvastatina cálcica. Sempre que possível,

medicamentos alternativos devem ser considerados e, se necessário, considerar a interrupção temporária da terapia com rosuvastatina

cálcica. Em situações em que a coadministração destes medicamentos com rosuvastatina cálcica é inevitável, o benefício e o risco do

tratamento concomitante e ajustes da posologia de rosuvastatina cálcica devem ser cuidadosamente considerados (vide 6. Interações

Medicamentosas).

− Interações que requerem ajuste de dose: Vide item 6. Interações Medicamentosas.

Conduta em caso de esquecimento de dose

Se o paciente se esquecer de tomar uma dose de rosuvastatina cálcica, não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose,

no horário habitual. Nunca deve ser tomada uma dose dobrada para compensar uma dose perdida.

9. REAÇÕES ADVERSAS

A rosuvastatina cálcica é geralmente bem tolerada. Os eventos adversos observados com rosuvastatina cálcica são geralmente leves e transitórios. Em

estudos clínicos controlados, menos de 4% dos pacientes tratados com rosuvastatina cálcica foram retirados dos estudos devido a eventos adversos.

Esta taxa de retirada foi comparável à relatada em pacientes recebendo placebo.

Reação comum (≥1/100, < 1/10): cefaleia, mialgia, astenia, constipação, vertigem, náusea e dor abdominal.

Reação incomum (≥1/1000, <1/100): prurido, exantema e urticária.

Reação rara (≥1/10.000, <1/1000): miopatia (incluindo miosite), reações de hipersensibilidade (incluindo angioedema), rabdomiólise e pancreatite.Como ocorre com outros inibidores da HMG-CoA redutase, a incidência de reações adversas ao fármaco tende a aumentar com a elevação da dose.

Efeitos músculo-esqueléticos: raros casos de rabdomiólise, os quais foram ocasionalmente associados com dano da função renal, foram relatados

com rosuvastatina e com outras estatinas.

Efeitos laboratoriais: como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, foi observado um aumento relacionado à dose das transaminases

hepáticas e da CK em um pequeno número de pacientes em tratamento com rosuvastatina. Foi observado aumento da HbA1c em pacientes tratados

com rosuvastatina cálcica. Foram observados testes de análise de urina anormais (teste de fita reagente positivo para proteinúria) em um pequeno

número de pacientes tomando rosuvastatina cálcica e outros inibidores da HMG-CoA redutase. A proteína detectada foi principalmente de origem

tubular. Na maioria dos casos, a proteinúria diminui ou desaparece espontaneamente com a continuação do tratamento e ela não é um indicativo de

doença renal aguda ou progressiva.

Outros efeitos: em um estudo clínico controlado de longo prazo, a rosuvastatina cálcica mostrou não ter efeitos nocivos ao cristalino.

Nos pacientes tratados com rosuvastatina cálcica, não houve danos na função adrenocortical.

O evento adverso faringite (rosuvastatina 9,0% vs placebo 7,6%) e outros eventos respiratórios como infecções das vias aéreas superiores

(rosuvastatina 2,3% vs placebo 1,8%), rinite (rosuvastatina 2,2% vs placebo 2,1%) e sinusite (rosuvastatina 2,0% vs placebo 1,8%), foram relatados

em estudos clínicos, independentemente da causalidade.

Experiência pós-comercialização

Em adição às relatadas acima, as seguintes reações adversas têm sido relatadas durante a comercialização de rosuvastatina cálcica:

Distúrbios oculares

Frequência desconhecida: miastenia ocular.

Distúrbios hematológicos

Frequência desconhecida: trombocitopenia.

Distúrbios hepatobiliares

Muito raras: icterícia e hepatite.

Rara: aumento das transaminases hepáticas.

Distúrbios músculo-esqueléticos

Muito raras: artralgia.

Frequência desconhecida: miopatia necrotizante imunomediada.

Como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, a frequência relatada para rabdomiólise no uso pós-comercialização é maior com as doses mais

altas administradas.

Distúrbios do sistema nervoso

Muito raras: perda de memória.

Frequência desconhecida: neuropatia periférica, miastenia gravis

Distúrbios psiquiátricos

Frequência desconhecida: depressão e distúrbios do sono (incluindo insônia e pesadelos).

Distúrbios do sistema reprodutivo e mamas

Frequência desconhecida: ginecomastia.

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Frequência desconhecida: erupção cutânea à droga com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS), erupção liquenóide medicamentosa.

Crianças e adolescentes de 6 – 17 anos de idade

O perfil de segurança de rosuvastatina cálcica é semelhante em crianças ou adolescentes e adultos embora elevações de CK > 10 x LSN e sintomas

musculares após exercício ou aumento da atividade física, que se resolveram mesmo com a continuação do tratamento, foram observados com maior

frequência nos estudos clínicos com crianças e adolescentes. Entretanto, as mesmas precauções e advertências para os pacientes adultos são também

aplicáveis para crianças e adolescentes (vide 5. Advertências e Precauções).

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.10. SUPERDOSE

Não há um tratamento específico para a superdosagem. No caso de superdosagem, o paciente deve ser tratado sintomaticamente e devem ser

instituídas medidas de suporte conforme a necessidade. É improvável que a hemodiálise possa exercer algum efeito benéfico na superdosagem por

rosuvastatina.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

III) DIZERES LEGAIS

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Registro: 1.3517.0041

Registrado e produzido por:

Althaia S.A. Indústria Farmacêutica

Av Tégula, 888 – Galpão 01, 15, 16, 17, 19, 20, 21

Cond Empresarial Atibaia

Ponte Alta – Atibaia – SP

CEP 12952-820

CNPJ 48.344.725/0007-19

Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 06/01/2026.Data do

expediente XX/XX/2026

13/10/2025 20/08/2025 23/06/2025 14/02/2025 Dados da submissão eletrônica N° expediente Assunto

Gerado no

momento do

protocolo

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – publicação

no Bulário RDC 60/12

1369588/25-9

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – publicação

no Bulário RDC 60/12

1121605/25-7

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – publicação

no Bulário RDC 60/12

0825230/25-0

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – publicação

no Bulário RDC 60/12

0214957/25-0

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – publicação

no Bulário RDC 60/12

Data do

expediente 06/01/2026

(Crestor)

25/09/2025

(Crestor)

08/08/2025

(Crestor) 06/06/2025

(Crestor) NA Bula Profissional de Saúde

Histórico de alteração para a bula

Dados da petição/notificação que altera bula Data de

N° expediente Assunto

aprovação

0009927/26-3

(Crestor)

10451 – MEDICAMENTO NOVO

– Notificação de Alteração de Texto

de Bula – publicação no Bulário

RDC 60/12

06/01/2026

(Crestor)

1275544/25-8

(Crestor)

10451 – MEDICAMENTO NOVO

– Notificação de Alteração de Texto

de Bula – publicação no Bulário

RDC 60/12

25/09/2025

(Crestor)

1021568/25-2

10451 – MEDICAMENTO NOVO

– Notificação de Alteração de Texto

de Bula – publicação no Bulário

RDC 60/12

08/08/2025

(Crestor)

0768341/25-6

10451 – MEDICAMENTO NOVO

– Notificação de Alteração de Texto

de Bula – publicação no Bulário

RDC 60/12

06/06/2025

(Crestor)

NA NA NA

Dados das alterações de bulas

Itens de bula

Versões

(VP/VPS) Apresentações relacionadas

6. INTERAÇÕES

MEDICAMENTOSAS

VPS

5 MG COM REV X 30; 60; 90

10 MG COM REV X 30; 60; 90

20 MG COM REV X 30; 60; 90

40 MG COM REV X 30

3. CARACTERÍSTICAS

FARMACOLÓGICAS

4. CONTRAINDICAÇÕES

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

6. INTERAÇÕES

MEDICAMENTOSAS

Dizeres Legais

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS VPS

5 MG COM REV X 30; 60; 90

10 MG COM REV X 30; 60; 90

20 MG COM REV X 30; 60; 90

40 MG COM REV X 30

VPS

5 MG COM REV X 30; 60; 90

10 MG COM REV X 30; 60; 90

20 MG COM REV X 30; 60; 90

40 MG COM REV X 30

4. CONTRAINDICAÇÕES

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

VPS

5 MG COM REV X 30; 60; 90

10 MG COM REV X 30; 60; 90

20 MG COM REV X 30; 60; 90

40 MG COM REV X 30

Item 4 (inclusão de frase de alerta)

Dizeres Legais (adequação à RDC

768/2022)

VPS

5 MG COM REV X 30; 60; 90

10 MG COM REV X 30; 60; 90

20 MG COM REV X 30; 60; 90

40 MG COM REV X 3003/05/2024 21/02/2024 07/02/2023 08/12/2022 23/12/2021 05/03/2021

18/04/2020 0587599/24-3

0201351/24-2

0127060/23-5

5026840/22-1

8458118/21-1

0867764/21-6

1189621/20-3

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – RDC 60/12

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – RDC 60/12

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – RDC 60/12

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – RDC 60/12

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – RDC 60/12

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – RDC 60/12

10452 – GENÉRICO –

Notificação de Alteração de

Texto de Bula – RDC 60/12

11/04/2024 06/01/2023 06/01/2023 NA 25/11/2021

(Crestor)

NA 21/01/2020

0462764/24-9

NA 0014602/23-7

NA 4654727/21-3

(Crestor)

NA 0206037/20-0

(Crestor)

10451 – MEDICAMENTO

NOVO – Notificação de

Alteração de Texto de Bula –

publicação no Bulário RDC

60/12

NA 10451 – MEDICAMENTO

NOVO – Notificação de

Alteração de Texto de Bula –

publicação no Bulário RDC

60/12

NA 10451 – MEDICAMENTO

NOVO – Notificação de

Alteração de Texto de Bula –

publicação no Bulário RDC

60/12

NA 10451 – MEDICAMENTO

NOVO – Notificação de

Alteração de Texto de Bula –

RDC 60/12

11/04/2024

NA 06/01/2023

NA 25/11/2021

(Crestor)

NA 21/01/2020 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE

USAR ESTE MEDICAMENTO?

6. COMO DEVO USAR ESTE

MEDICAMENTO?

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

VP / VPS

5 MG COM REV X 30; 60; 90

10 MG COM REV X 30; 60; 90

20 MG COM REV X 30; 60; 90

40 MG COM REV X 30

Apresentações (lançamento das apresentações

com 90 comprimidos) VPS

5 MG COM REV X 30; 60; 90

10 MG COM REV X 30; 60; 90

20 MG COM REV X 30; 60; 90

40 MG COM REV X 30

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO

DO MEDICAMENTO

9. REAÇÕES ADVERSAS

VPS

5 MG COM REV X 30;

10 MG COM REV X 30; 60;

20 MG COM REV X 30; 60;

40 MG COM REV X 30

APRESENTAÇÕES VPS

5 MG COM REV X 30;

10 MG COM REV X 30; 60;

20 MG COM REV X 30; 60;

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

9. REAÇÕES ADVERSAS

VPS

5 MG COM REV X 30;

10 MG COM REV X 30; 60;

20 MG COM REV X 30; 60;

9. Reações Adversas VPS

5 MG COM REV X 30;

10 MG COM REV X 30;

20 MG COM REV X 30;

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS VPS

5 MG COM REV X 30;

10 MG COM REV X 30;

20 MG COM REV X 30;25/10/2019 2592375/19-7

10459 – GENÉRICO –

Inclusão Inicial de Texto de

Bula – RDC 60/12

NA NA NA NA Versão Inicial VP / VPS

5 MG COM REV X 30;

10 MG COM REV X 30;

20 MG COM REV X 30;