dimesilato de lisdexanfetamina
Althaia S.A. Indústria Farmacêutica
Cápsulas duras
30 mg, 50 mg e 70 mgI – IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
dimesilato de lisdexanfetamina
Medicamento Genérico Lei nº 9.787, de 1999
APRESENTAÇÕES
Cápsula dura de 30 mg: embalagem com 30 cápsulas.
Cápsula dura de 50 mg: embalagem com 30 cápsulas.
Cápsula dura de 70 mg: embalagem com 30 cápsulas.
USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 6 ANOS
COMPOSIÇÃO
Cada cápsula dura de dimesilato de lisdexanfetamina contém:
dimesilato de lisdexanfetamina………………………………………………………………………………………………………………………………….. 30 mg*
Excipientes** q.s.p………………………………………………………………………………………………………………………………………………… 1 cápsula
* 30 mg de dimesilato de lisdexanfetamina equivalem a 17,34 mg de lisdexanfetamina.
**Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica, estearato de magnésio. Cápsula: gelatina, dióxido de titânio, corante
amarelo de quinolina.
dimesilato de lisdexanfetamina………………………………………………………………………………………………………………………………….. 50 mg*
Excipientes** q.s.p………………………………………………………………………………………………………………………………………………… 1 cápsula
* 50 mg de dimesilato de lisdexanfetamina equivalem a 28,91 mg de lisdexanfetamina.
**Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica, estearato de magnésio. Cápsula: gelatina, dióxido de titânio, corante
amarelo de quinolina; corante azul brilhante, corante vermelho allura.
dimesilato de lisdexanfetamina………………………………………………………………………………………………………………………………….. 70 mg*
Excipientes** q.s.p………………………………………………………………………………………………………………………………………………… 1 cápsula
* 70 mg de dimesilato de lisdexanfetamina equivalem a 40,47 mg de lisdexanfetamina.
**Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica, estearato de magnésio. Cápsula: gelatina, dióxido de titânio, corante
azul brilhante FCF, corante vermelho allura.
II – INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. INDICAÇÕES
1.1 Transtorno do Déficit de Atenção/ Hiperatividade (TDAH)
Este medicamento é indicado para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção/ Hiperatividade (TDAH) em crianças com
idade superior a 6 anos, adolescentes e adultos.
O diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH; DSM Diagnostic and Statistical Manual of Mental
Disorders, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) implica na presença de sintomas de hiperatividade-
impulsividade e/ou falta de atenção, que causam prejuízo da funcionalidade do indivíduo e estavam presentes antes dos 7 anos de
idade. Os sintomas devem causar prejuízo clinicamente significativo da funcionalidade como, por exemplo, na performance social,acadêmica e estar presentes em dois ou mais ambientes, como por exemplo, na escola e em casa. Os sintomas não devem ser
atribuídos a outro transtorno mental.
Para o tipo desatento, pelo menos 6 dos seguintes sintomas devem persistir por pelo menos 6 meses: falta de atenção a
detalhes/cometer erros por descuido, falta de atenção por tempo prolongado, não escutar quando lhe dirigem a palavra, não
conseguir terminar as tarefas, ter dificuldade para organizar tarefas e atividades, evitar tarefas que exigem esforço mental constante,
perder coisas, distrair-se facilmente e ser esquecido. Para o tipo hiperativo-impulsivo, pelo menos 6 dos seguintes sintomas devem
persistir por pelo menos 6 meses: agitar pés e mãos/remexer-se, não conseguir manter-se sentado, correr/escalar em situações
inadequadas, ter dificuldade em atividades silenciosas, estar “a todo vapor”, falar em demasia, dar respostas precipitadas, não
conseguir esperar a vez, interromper ou se intrometer em assuntos de outros.
O tipo combinado exige que ambos os critérios para desatenção e hiperatividade-impulsividade sejam preenchidos.
Considerações especiais para o diagnóstico
A etiologia específica deste transtorno é desconhecida e não há um teste diagnóstico isolado. O diagnóstico adequado exige o uso
não apenas de avaliação clínica, mas também de avaliações psicológicas, educacionais e sociais específicas. O aprendizado pode ou
não estar prejudicado. O diagnóstico deve ser baseado na história e na avaliação completa do paciente e não unicamente na presença
do número exigido de características do DSM.
Necessidade de programa de tratamento abrangente
Este medicamento é indicado como parte integrante de um programa total de tratamento do TDAH que pode incluir outras medidas
(psicológicas, educacionais e sociais) para pacientes com este transtorno. O tratamento farmacológico pode não ser indicado para
todos os pacientes com este transtorno. Os estimulantes não são destinados para uso em pacientes que exibem sintomas secundários
a fatores ambientais e/ou outros transtornos psiquiátricos primários, incluindo psicose. A apropriada orientação e condução
educacional/vocacional é essencial e a intervenção psicossocial é, em geral, útil. Quando medidas corretivas isoladas não são
suficientes, a decisão de prescrever medicação estimulante dependerá da avaliação médica, da cronicidade e gravidade dos sintomas
do paciente e do nível de prejuízo funcional.
1.2 Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) em adultos
Este medicamento é indicado para o tratamento de Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) em adultos.
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
TDAH
A eficácia de dimesilato de lisdexanfetamina no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH) foi
inicialmente estabelecida com base em três estudos controlados em crianças de 6 a 12 anos de idade, um estudo controlado em
adolescentes de 13 a 17 anos de idade, dois estudos controlados em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de idade, dois estudos
controlados em adultos e dois estudos de manutenção (um em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos e um em adultos). Todos os
pacientes que participaram desses estudos atendiam os critérios para TDAH do DSM (veja 1. Indicações).
Nos estudos clínicos, quando os pacientes fizeram uso de dimesilato de lisdexanfetamina uma vez ao dia pela manhã, os efeitos
foram observados a partir de 1,5 hora por até 13 horas em crianças e a partir de 2 horas por até 14 horas em adultos com TDAH.
2.1 Crianças com TDAH
Um estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, de grupo paralelo foi conduzido em crianças de 6 a 12 anos de idade
(N=290), que atendiam os critérios do DSM para TDAH (tanto o tipo combinado como o tipo hiperativo-impulsivo). Os pacientes
foram randomizados em grupos de tratamento de dose fixa e receberam doses finais de 30, 50 ou 70 mg de dimesilato de
lisdexanfetamina ou placebo, uma vez por dia pela manhã, durante quatro semanas. Todos os pacientes tratados com dimesilato delisdexanfetamina receberam uma dose inicial de 30 mg durante a primeira semana de tratamento.(1) Os pacientes designados para os
grupos de dose de 50 e 70 mg tiveram sua dose aumentada em 20 mg por semana, até atingirem a dose estabelecida. Melhoras
significantes nos sintomas de TDAH, com base na avaliação do investigador de acordo com a escala de avaliação de TDAH (do
inglês Attention Déficit and Hyperactivity Disorder Rating Scale – ADHD-RS), foram observadas no ponto final para todas as doses
de dimesilato de lisdexanfetamina em comparação com os pacientes que receberam placebo. A média dos efeitos com todas as doses
foi claramente similar, embora a dose maior (70 mg/dia) fosse numericamente superior a ambas as doses menores (30 e 50 mg/dia).
Os efeitos foram mantidos ao longo do dia com base na avaliação dos pais (Escala de Conners de Avaliação dos Pais) pela manhã
(aproximadamente 10h), à tarde (aproximadamente 14h) e início da noite (aproximadamente 18h).(2)
Um estudo clínico análogo a sala de aula, duplo-cego, controlado por placebo, randomizado, cruzado foi conduzido em crianças de
6 a 12 anos de idade (N=52), que atendiam os critérios do DSM para TDAH (tanto do tipo combinado como do tipo hiperativo-
impulsivo). Após um período aberto de 3 semanas de titulação da dose com sais mistos de anfetamina (sacarato de d-anfetamina,
aspartato de anfetamina, sulfato de d-anfetamina, sulfato de anfetamina), os pacientes foram randomizados para continuar com a
mesma dose de sais mistos de anfetamina (10, 20 ou 30 mg), dimesilato de lisdexanfetamina (30, 50 ou 70 mg) ou placebo, uma vez
por dia pela manhã, por uma semana, cada tratamento. Uma diferença significativa no comportamento do paciente foi observada
entre os pacientes que receberam dimesilato de lisdexanfetamina em comparação com os pacientes que receberam placebo, com
base na média da avaliação do investigador para os escores de comportamento de Swanson, Kotkin, Agler, M. Flynn e Pelham
(SKAMP) durante as 8 avaliações realizadas: 1; 2; 3; 4,5; 6; 8; 10 e 12 horas após a dose. Foram observadas diferenças
significativas nas 7 avaliações, de 2 até 12 horas após a dose inicial, entre os pacientes que receberam dimesilato de
lisdexanfetamina e os que receberam placebo. O efeito do medicamento foi similar em todas as 7 avaliações.(3)
Um segundo estudo clínico análogo ao de sala de aula, duplo-cego, controlado por placebo, randomizado, cruzado foi conduzido em
crianças de 6 a 12 anos de idade (N=129) que atendiam os critérios do DSM para TDAH (tanto do tipo combinado como do tipo
hiperativo-impulsivo). Após um período aberto de 4 semanas de titulação da dose com dimesilato de lisdexanfetamina (30, 50 ou 70
mg) os pacientes foram randomizados para continuar com a mesma dose de dimesilato de lisdexanfetamina ou placebo, uma vez por
dia pela manhã, por uma semana, cada tratamento. Uma diferença significativa no comportamento do paciente foi observada entre
os pacientes que receberam dimesilato de lisdexanfetamina em comparação com os pacientes que receberam placebo, com base na
média da avaliação do investigador para os escores de comportamento de SKAMP nas 7 avaliações realizadas: 1,5; 2,5; 5; 7,5; 10;
12 e 13 horas após a dose inicial. Foram observadas diferenças significativas nas 7 avaliações, de 1,5 até 13 horas após a dose
inicial, entre os pacientes que receberam dimesilato de lisdexanfetamina e os que receberam placebo.(4)
2.2 Adolescentes com TDAH
Um estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, de grupo paralelo foi conduzido em adolescentes de 6 a 17 anos de
idade (N=314), que atendiam os critérios do DSM para TDAH. Nesse estudo de 4 semanas, os pacientes foram randomizados em
uma razão de 1:1:1:1 de dose matinal diária de dimesilato de lisdexanfetamina (30, 50 ou 70 mg/dia) ou de placebo, através de
titulação forçada e duplo-cega da dose (3 semanas), seguida por 1 semana de manutenção de dose. Todos os indivíduos recebendo
dimesilato de lisdexanfetamina iniciaram a primeira semana de tratamento com uma dose de 30 mg. Indivíduos dos grupos de dose
de 50 ou 70 mg foram titulados com 20 mg por semana até que atingissem a dose desejada de 50 ou 70 mg. Melhoras significativas
nos sintomas de TDAH foram observadas entre os pacientes que receberam dimesilato de lisdexanfetamina em comparação com os
pacientes que receberam placebo, com base na média da avaliação do investigador através dos escores da escala de avaliação de
TDAH (ADHD-RS).(5)
Dois estudos duplo-cegos, de grupos paralelos, ativo-controlado (OROS-MPH [cloridrato de metilfenidato]) foram conduzidos em
adolescentes com 13 a 17 anos de idade com TDAH. Ambos os estudos também incluíram um braço de referência com placebo. O
estudo de otimização da dose de 8 semanas (SPD489-405) teve um período de otimização da dose de 5 semanas e um período demanutenção da dose de 3 semanas. Durante o período de otimização da dose, os indivíduos foram titulados uma vez por semana
com base na resposta de TEAEs e clínica para uma dose ideal de 30, 50 ou 70 mg/dia (para indivíduos do SPD489) ou 18, 36, 54 ou
72 mg/dia (para indivíduos do OROS-MPH), a qual foi mantida ao longo do período de manutenção da dose de 3 semanas. A média
das doses no desfecho foram 57,9 mg e 55,8 mg para SPD489 e OROS-MPH, respectivamente. Nesse estudo, nem SPD489
tampouco OROS-MPGH foi estatisticamente superior ao outro produto na Semana 8. O estudo de dose fixa de 6 semanas (SPD489-
406) apresentou um período de titulação forçada da dose de 4 semanas e um período de manutenção da dose de 2 semanas. Nas
doses mais elevadas de SPD489 (70 mg) e OROS-MPH (72 mg), o tratamento de SPD489 foi superior a OROS-MPH conforme
mensurado pela análise de eficácia primária (alteração a partir do período basal na Semana 6 no escore Total de ADHD-RS) e a
análise de eficácia secundária principal (na última visita do estudo no CGI-I – Clinical Global Impressions-Improvement Scale,
subescala de melhora da escala de Impressão Clínica Global).(6)(7)
2.3 Crianças e Adolescentes com TDAH
Um estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo e por comparador ativo, de grupo paralelo e otimização da dose foi
conduzido em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de idade (N=336), que atendiam os critérios do DSM para TDAH. Nesse
estudo de 8 semanas os pacientes foram randomizados para tomar uma dose matinal diária de dimesilato de lisdexanfetamina (30, 50
ou 70 mg/dia), cloridrato de metilfenidato (18, 36 ou 54 mg/dia) ou placebo (1:1:1). O estudo compreendeu 3 períodos, conforme
segue: um período de screening e washout (superior a 42 dias), um período de 7 semanas de avaliação duplo-cega (compreendendo
um período de 4 semanas de otimização da dose seguido por um período de 3 semanas de manutenção da dose), e um período de 1
semana de washout e acompanhamento. Durante o período de 4 semanas de otimização da dose os indivíduos foram titulados até
atingir uma dose ótima, baseando-se em eventos adversos emergentes do tratamento e julgamento clínico.(8)
Dimesilato de lisdexanfetamina demonstrou eficácia significativamente maior que o placebo. A média placebo-ajustada de redução
a partir do basal do escore total da ADHD-RS foi de 18,6 (p<0,001).(9) Com relação aos resultados funcionais, 78,0% dos pacientes
tomando dimesilato de lisdexanfetamina mostraram melhora (“melhora muito significativa” ou “melhora significativa”) conforme
comparado com 14% dos indivíduos em tratamento com placebo com base na CGI-I (p<0,001).(10) Dimesilato de lisdexanfetamina
também demonstrou melhora significativa no desempenho escolar das crianças, conforme medido pelo instrumento de Qualidade de
Vida “Child Health and Illness Profile – Child Edition: Parent Report Form, Achievement Domain” (Perfil do Estado de Saúde da
Criança – Edição Infantil: Formulário de Pais, Domínio Realização) quando comparado ao placebo (dimesilato de lisdexanfetamina:
9,4 e placebo: -1,1) com uma diferença média de 10,5 (p<0,001) entre os dois grupos de tratamento ativo. O tratamento com
cloridrato de metilfenidato foi superior ao placebo conforme mensurado pelo escore de ADHD-RS-IV Total, CGI-I e pelo
Instrumento de Qualidade de Vida “Child Health and Illness Profile – Child Edition: Parent Report Form, Achievement Domain”
(Perfil do Estado de Saúde da Criança – Edição Infantil: Formulário de Pais, Domínio Realização).
Um estudo duplo-cego, randomizado, controlado por comparador ativo e otimização da dose foi conduzido em crianças e
adolescentes de 6 a 17 anos (N=267), que atendiam os critérios do DSM para TDAH e que tiveram uma resposta inadequada ao
tratamento com metilfenidato. Neste estudo de 9 semanas os pacientes foram distribuidos aleatoriamente (1:1) para uma dose diária
pela manhã de dimesilato de lisdexanfetamina (30, 50 ou 70 mg/dia) ou atomoxetina (administrado conforme o peso do paciente até
100 mg). O estudo compreendeu 3 períodos, conforme segue: um período de screening e washout (até 14 dias), um período de 9
semanas de avaliação duplo-cega (compreendendo um período de 4 semanas de otimização de dose seguido por um período de 5
semanas de manutenção de dose), e um período de 1 semana de washout e acompanhamento. Durante o período de 4 semanas de
otimização de dose os indivíduos foram titulados até atingir uma dose ótima, baseando-se em eventos adversos emergentes do
tratamento e julgamento clínico.(11)
Os pacientes tratados com dimesilato de lisdexanfetamina levaram menor tempo até a primeira resposta quando comparados aos
pacientes tratados com atomoxetina (p=0,001, tempo médio 12,0 vs 21,0 dias, respectivamente), onde a primeira resposta foi
definida como atingido o escore 1 (“melhora muito significativa”) ou 2 (“melhora significativa”) da escala CGI-I em qualquer umadas visitas durante o tratamento duplo-cego. Em todas as visitas, a proporção de respostas no grupo de tratamento com dimesilato de
lisdexanfetamina foi consistentemente maior comparado à proporção de respostas no grupo tratado com atomoxetina. A diferença
variou de 16 a 24 pontos percentuais.(12)
Estudo de Manutenção da Eficácia – Estudo duplo-cego, placebo controlado, randomizado, de interrupção do tratamento, foi
conduzido em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos (N=276), que atendiam os critérios do DSM para TDAH. Um total de 276
pacientes foram incluídos no estudo, sendo que 236 estiveram envolvidos no estudo anterior SPD489-325 e 40 foram diretamente
incluídos neste estudo. A fim de assegurar que a população adequada foi incluída no intervalo de segurança randomizado para
avaliar a manutenção da eficácia a longo prazo, os pacientes estiveram em tratamento aberto com dimesilato de lisdexanfetamina
durante um período mínimo de 26 semanas antes de serem avaliados para entrar no período de interrupção randomizada. Os
pacientes elegíveis deveriam demonstrar resposta ao tratamento conforme definido pela subescala de gravidade da escala de
Impressão Clínica Global (CGI-S – Clinical Global Impressions-Severity Scale) <3 e um escore total ≤22 pela ADHD-RS. Os
pacientes que mantiveram resposta ao tratamento aberto (N=157) foram randomizados para continuar com a mesma dose de
dimesilato de lisdexanfetamina (N=78) ou mudar para placebo (N=79) durante a fase duplo-cega. Os pacientes foram monitorados
para ocorrência de recidiva (falha no tratamento) durante a fase duplo-cega de 6 semanas. A manutenção da eficácia foi
demonstrada pela proporção significativamente menor de falhas no tratamento entre os pacientes tratados com dimesilato de
lisdexanfetamina (15,8%) comparada ao placebo (67,5%) ao témino do período de interrupção randomizada. O momento final de
avaliação foi definido como a última semana de tratamento pós-randomização, em que escores totais ADHD-RS e CGI-S válidos
foram observados. A falha no tratamento foi definida como o aumento (piora) ≥50% no escore total da ADHD-RS, e um aumento
≥2 pontos nos escores da CGI-S, quando comparados aos escores de entrada na fase duplo-cega de interrupção randomizada. Para a
maioria dos pacientes (70,3%) que tiveram recidiva, os sintomas do TDAH pioraram durante ou antes da semana 2 após a
randomização.(13)
2.4 Adultos com TDAH
Um estudo duplo-cego, randomizado, placebo-controlado, de grupo paralelo foi conduzido em adultos (N=420) que atendiam os
critérios do DSM para TDAH. Nesse estudo de 4 semanas os pacientes foram randomizados em grupos fixos de tratamento que
receberiam doses finais de 30, 50 ou 70 mg de dimesilato de lisdexanfetamina ou placebo. Todos os indivíduos recebendo
dimesilato de lisdexanfetamina iniciaram a primeira semana de tratamento com uma dose de 30 mg. Indivíduos dos grupos de dose
de 50 ou 70 mg foram titulados com 20 mg por semana até que atingissem a dose desejada de 50 ou 70 mg. Ao final do estudo,
melhoras significativas nos sintomas de TDAH foram observadas entre os pacientes que receberam dimesilato de lisdexanfetamina
em comparação aos pacientes que receberam placebo, com base na avaliação do investigador através dos escores da ADHD-RS.(14)
O segundo estudo foi um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, placebo-controlado, cruzado, desenhado de forma análoga
ao estudo de sala de aula de dimesilato de lisdexanfetamina de forma a simular um ambiente de trabalho. O estudo foi conduzido em
142 adultos que atendiam os critérios do DSM para TDAH. Houve 4 semanas de fase aberta para otimização da dose de dimesilato
de lisdexanfetamina (30, 50 ou 70 mg uma vez ao dia pela manhã). Os pacientes foram então randomizados para uma das duas
sequências de tratamento: 1) 1 semana tomando dimesilato de lisdexanfetamina (dose ótima) seguida pela outra semana tomando
placebo; 2) placebo seguido de dimesilato de lisdexanfetamina (dose ótima), uma semana cada. As avaliações de eficácia ocorreram
ao final de cada semana, usando-se o escore de PERMP (Permanent Product Measure of Performance). O PERMP se trata de uma
avaliação da atenção no TDAH através das tentativas de solução e acertos a testes matemáticos. O tratamento com dimesilato de
lisdexanfetamina, comparado ao placebo, resultou em melhora na atenção estatisticamente significativa em todos os tempos pós-
dose, conforme medido pela média dos escores totais de PERMP, tanto ao longo de um dia de avaliação como na medida final. As
avaliações com PERMP foram realizadas na pré-dose (-0,5 horas) e nas horas 2, 4, 8, 10, 12 e 14 pós-dose.(15)Estudo da Eficácia da Manutenção do Tratamento – Estudo duplo-cego, placebo controlado, randomizado, de retirada, foi conduzido
em adultos com idade entre 18 e 55 anos (N=123) que atendiam os critérios do DSM para TDAH. Para o estudo, foi assegurado que
todos os pacientes envolvidos vinham em tratamento com dimesilato de lisdexanfetamina por no mínimo 6 semanas e demonstraram
resposta ao tratamento, conforme definido pela CGI-S ≤3 e um escore total <22 pela ADHD-RS para adultos. ADHD-RS para
adultos é uma medida dos sintomas de TDAH. Os pacientes que mantinham a resposta ao tratamento na semana 3 da fase aberta do
acompanhamento (N=116) eram elegíveis para iniciar o estudo duplo-cego, randomizado, com fase de retirada. Esses pacientes
receberam a dose de entrada de dimesilato de lisdexanfetamina (N=56) ou placebo (N=60).(16) A manutenção da eficácia de
dimesilato de lisdexanfetamina foi demonstrada pela proporção significativamente menor de falhas de tratamento (<9%) comparada
ao placebo (75%) nesse estudo duplo-cego, randomizado, com fase de retirada.(17) Falha de tratamento foi definida como um
aumento ≥50% no escore total da ADHD-RS para adultos e um aumento ≥2 pontos nos escores da CGI-S quando comparados aos
escores de entrada no estudo.(16)
2.5 TCA em adultos
A eficácia de dimesilato de lisdexanfetamina no tratamento de Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) foi demonstrada em dois
estudos randomizados, duplo-cegos, multicêntricos, de grupos paralelos, controlados por placebo, com 12 semanas de duração em
adultos com idades entre 18 e 55 anos (N=374 e N=350) com TCA moderado a severo. O diagnóstico de TCA foi confirmado
através do uso dos critérios do DSM (apêndice B) para TCA. A severidade do TCA foi determinada baseada no sujeito relatar pelo
menos 3 dias de compulsão por semana, por 2 semanas, antes da visita inicial e fazer uma pontuação igual ou superior a 4 na CGI-S
no dia da visita inicial. Para ambos os estudos, um dia de compulsão foi definido como um dia com pelo menos 1 episódio
compulsivo, conforme determinado pelos diários dos sujeitos e confirmado pelos médicos (veja 1. Indicações). Ambos os estudos
de 12 semanas consistiram em um período de otimização de dose de 4 semanas e um período de manutenção de dose de 8 semanas.
Durante o período de otimização de dose, os sujeitos designados para dimesilato de lisdexanfetamina iniciaram o tratamento com
titulação de dose de 30 mg/dia e, após uma semana de tratamento, foram titulados a 50 mg/dia. Adicionalmente, o aumento para
dose de 70 mg/dia foi realizado conforme tolerabilidade apresentada e indicação clínica. Seguindo-se o período de otimização de
dose, os sujeitos continuaram a receber a dose ótima durante o período de manutenção de dose.(18)(19)
O endpoint primário de eficácia para os dois estudos foi definido como a alteração do número de dias com episódios compulsivos
por semana (da visita inicial até as semanas 11/12). O número inicial de dias foi definido como a média semanal do número de dias
com episódios compulsivos por semana informados na visita inicial a qual se referia aos 14 dias anteriores a essa mesma visita.(18)(19)
Os sujeitos de ambos os estudos que estavam tomando dimesilato de lisdexanfetamina apresentaram redução estatisticamente
significativa (p<0,0001) no número de dias com episódios de compulsão nas semanas 11/12 quando comparados com o informado
na visita inicial. Ainda, sujeitos tomando dimesilato de lisdexanfetamina apresentaram melhorias nos principais endpoints
secundários quando comparados aos sujeitos utilizando placebo, demonstrando uma proporção maior da taxa de sujeitos com
melhora na CGI-I, uma maior proporção dos sujeitos que cessaram os episódios compulsivos na semana 4 e maior redução na
pontuação total da escala Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale Modified for Binge Eating (Y-BOCS-BE) em ambos os
estudos.(18)(19)
Manutenção do Estudo de Eficácia – Foi conduzido um estudo com desenho duplo-cego, controlado por placebo, randomizado, de
retirada, para avaliar a manutenção da eficácia com base no tempo até a recidiva entre dimesilato de lisdexanfetamina e placebo em
adultos com idade entre 18 a 55 anos (N = 267) com TCA moderada a grave. Neste estudo de longo prazo, pacientes que
apresentaram resposta a dimesilato de lisdexanfetamina na fase de tratamento aberta anterior de 12 semanas, foram randomizados
para continuar com dimesilato de lisdexanfetamina ou placebo por até 26 semanas de observação quanto à recidiva. A resposta na
fase aberta foi definida como 1 ou menos dias de compulsão a cada semana por quatro semanas consecutivas antes da última visita
ao final da fase aberta de 12 semanas e um escore de CGI-S de 2 ou menos no momento da visita. A recidiva durante a fase duplo-
cega foi definida como a apresentação de 2 ou mais dias de compulsão em cada semana por duas semanas consecutivas (14 dias)
antes de qualquer visita e apresentação de um aumento no escore de CGI-S de 2 ou mais pontos em comparação ao período basal deretirada randomizada. A manutenção da eficácia para pacientes que tiveram uma resposta inicial durante o período aberto e que,
então, continuaram com dimesilato de lisdexanfetamina durante a fase de retirada randomizada duplo-cega de 26 semanas foi
demonstrada com dimesilato de lisdexanfetamina sendo superior em relação ao placebo, conforme medição feita pelo tempo até a
recidiva. Além disso, o grupo que continuou com dimesilato de lisdexanfetamina apresentou uma proporção menor de recidiva
(5/136, 3,7%) em relação ao grupo de placebo (42/131, 32,1%).(20)
Referências bibliográficas
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Controlled, Dose-Optimisation Safety and Efficacy Study of Lisdexamfetamine Dimesylate (LDX) in Children and Adolescents
Aged 6-17 with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD). 19 Aug 2011.
(9) Clinical Study Report SPD489-325. A Phase III, Randomised, Double-Blind, Multicentre, Parallel-Group, Placebo- and Active-
Controlled, Dose-Optimisation Safety and Efficacy Study of Lisdexamfetamine Dimesylate (LDX) in Children and Adolescents
Aged 6-17 with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD). 19 Aug 2011: 60-61.
(10) Clinical Study Report SPD489-325. A Phase III, Randomised, Double-Blind, Multicentre, Parallel-Group, Placebo- and
Active-Controlled, Dose-Optimisation Safety and Efficacy Study of Lisdexamfetamine Dimesylate (LDX) in Children and
Adolescents Aged 6-17 with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD). 19 Aug 2011: 81-84.(11) Clinical Study Report SPD489-317. A Phase 3b, Double-blind, Randomised, Active- controlled, Parallel-group Study to
Compare the Time to Response of Lisdexamfetamine Dimesylate to Atomoxetine Hydrochloride in Children and Adolescents aged
6-17 Years with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) Who Have Had an Inadequate Response to Methylphenidate
Therapy.19 Jul 12.
(12) Clinical Study Report SPD489-317. A Phase 3b, Double-blind, Randomised, Active-controlled, Parallel-group Study to
Compare the Time to Response of Lisdexamfetamine Dimesylate to Atomoxetine Hydrochloride in Children and Adolescents aged
6-17 Years with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) Who Have Had an Inadequate Response to Methylphenidate
Therapy. Table 14. 08 Jan 2013: 72.
(13) Clinical Study Report SPD489-326. A Phase III, Double-Blind, Placebo-Controlled, Randomised Withdrawal, Multicentre,
Extension, Safety and Efficacy Study of Lisdexamfetamine Dimesylate (LDX) in Children and Adolescents Aged 6-17 with
Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder. 08 Jun 2012: 92.
(14) Clinical Study Report NRP104-303. A Phase 3, Randomized, Double-Blind, Multi-Center, Placebo-Controlled, Parallel-Group,
Forced Dose Titration, Safety and Efficacy Study of NRP104 in Adults with Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD). 11
Jun 2007
(15) Clinical Study Report SPD489-316. A Phase IIIb Randomized, Double-Blind, Multicenter, Placebo-controlled, Dose
Optimization, Crossover, Safety and Efficacy Workplace Environment Study of Lisdexamfetamine Dimesylate (LDX) in Adults
with Attention-Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD). 04 Jun 2009.
(16) Clinical Study Report SPD489-401. Phase 4, Double-blind, Multi-center, Placebo-controlled, Randomized Withdrawal, Safety
and Efficacy Study of SPD489 in Adults Aged 18-55 with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD). 29 Nov 2010.
(17) Clinical Study Report SPD489-401. Phase 4, Double-blind, Multi-center, Placebo-controlled, Randomized Withdrawal, Safety
and Efficacy Study of SPD489 in Adults Aged 18-55 with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD). 29 Nov 2010: 47.
(18) Clinical Study Report SPD489-343. The SPD489-343, Phase 3, Multicenter, Randomized, Double-blind, Parallelgroup,
Placebo-controlled, Dose-optimization Study to Evaluate the Efficacy, Safety, and Tolerability of SPD489 in Adults Aged 18-55
Years with Moderate to Severe Binge Eating Disorder. 19 Feb 2014.
(19) Clinical Study Report SPD489-344. The SPD489-344, Phase 3, Multicenter, Randomized, Double-blind, Parallelgroup,
Placebo-controlled, Dose-optimization Study to Evaluate the Efficacy, Safety, and Tolerability of SPD489 in Adults Aged 18-55
Years with Moderate to Severe Binge Eating Disorder. 24 Mar 2014.
(20) Clinical Study Report SPD489-346. A Phase 3, Multicenter, Double-blind, Placebo-controlled, Randomizedwithdrawal Study
to Evaluate the Maintenance of Efficacy of SPD489 in Adults Aged 18-55 Years with Moderate to Severe Binge Eating Disorder.
08 Apr 2015.
3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades farmacodinâmicas
A lisdexanfetamina é um pró-fármaco da d-anfetamina. Após administração por via oral, a lisdexanfetamina é absorvida
rapidamente a partir do trato gastrointestinal e hidrolisada primariamente nas células do sangue à d-anfetamina, a qual é responsávelpela atividade do fármaco. As anfetaminas são aminas simpatomiméticas não-catecolaminas com atividade estimulante do sistema
nervoso central.
O modo de ação terapêutica da anfetamina no TDAH não é plenamente conhecido. Acredita-se que as anfetaminas bloqueiem a
recaptação de norepinefrina e dopamina no neurônio pré-sináptico e aumentem a liberação destas monoaminas para o espaço
extraneuronal. O fármaco-mãe, lisdexanfetamina, não se liga aos sítios responsáveis pela recaptação da norepinefrina e dopamina in
vitro.
Propriedades farmacocinéticas
Estudos de farmacocinética da d-anfetamina após a administração oral de lisdexanfetamina foram realizados em pacientes
pediátricos sadios (idade de 6 a 12 anos) e adultos com TDAH. A farmacocinética linear da d-anfetamina, após a administração oral
de dose única de dimesilato de lisdexanfetamina, foi estabelecida no intervalo de dose de 30 a 70 mg em crianças de 6 a 12 anos de
idade e no intervalo de dose de 50 a 250 mg em adultos. Os parâmetros farmacocinéticos da d-anfetamina após a administração da
lisdexanfetamina em adultos demonstraram baixa variação interindividual (<25%) e intraindividual (<8%). Não ocorre acúmulo de
d-anfetamina no estado estacionário (steady state) em pacientes adultos e não há acúmulo de dimesilato de lisdexanfetamina após
dose única diária por 7 dias consecutivos.
Absorção
Após administração oral, o dimesilato de lisdexanfetamina é rapidamente absorvido pelo trato gastrintestinal, devido a suas
propriedades físico-químicas. Ademais, um estudo in vitro sugere que a absorção seja mediada pelo transportador de alta capacidade
PEPT1.
Em 18 pacientes pediátricos (idade de 6 a 12 anos) com TDAH, o Tmáx de d-anfetamina foi aproximadamente 3,5 horas após a
administração oral de dose única de 30, 50 ou 70 mg de dimesilato de lisdexanfetamina, após jejum noturno de 8 horas. O Tmáx da
lisdexanfetamina foi de aproximadamente 1 hora. Os valores de área sob a curva (ASC) e Cmáx normalizados para peso/dose foram
iguais tanto em pacientes pediátricos de 6 a 12 anos como em adultos após dose única de 30 – 70 mg.
Os alimentos (refeições ricas em gordura ou alimentos pastosos, como iogurte) ou suco de laranja não afetam a área sob a curva
ASC e a Cmáx da d-anfetamina em adultos sadios após administração oral de dose única de 70 mg de dimesilato de lisdexanfetamina
cápsulas, porém prolongam o Tmáx em aproximadamente 1 hora nesta faixa etária (de 3,8 h em jejum para 4,7 h após uma refeição
rica em gordura ou 4,2 h após ingestão de alimentos pastosos, como iogurte). Após 8 horas de jejum, as ASCs para a d-anfetamina,
após administração oral de dimesilato de lisdexanfetamina em solução e na forma de cápsulas intactas, foram equivalentes.
Metabolismo
A lisdexanfetamina é convertida em d-anfetamina e l-lisina, o que ocorre pelo metabolismo no sangue principalmente devido à
atividade hidrolítica dos glóbulos vermelhos. Os glóbulos vermelhos têm alta capacidade de metabolizar a lisdexanfetamina,
conforme demonstram dados in vitro, em que hidrólise substancial ocorre mesmo em baixos níveis de hematócrito. A
lisdexanfetamina não é metabolizada pelas isoenzimas do citocromo P450.
A anfetamina é oxidada na posição 4 do anel benzênico para formar a 4-hidroxianfetamina, ou nos lados α ou β da cadeia de
carbono para formar a alfa-hidroxi-anfetamina ou norefedrina, respectivamente. A norefedrina e a 4-hidroxianfetamina são ambas
ativas e cada uma é sequencialmente oxidada para formar a 4-hidroxi-norefedrina. A alfa-hidroxi-anfetamina sofre desaminação
para formar fenilacetona, a qual, por fim, forma ácido benzóico e seus glucoronídeos e glicina conjugada com ácido hipúrico.
Embora as enzimas envolvidas no metabolismo da anfetamina não foram claramente elucidadas, sabe-se que a CYP2D6 está
envolvida com a formação da 4-hidroxi-anfetamina.
Excreção
Após a administração oral de uma dose de 70 mg de dimesilato de lisdexanfetamina marcado radioativamente, em 6 indivíduos
sadios, aproximadamente 96% da radioatividade da dose oral foram recuperados na urina e apenas 0,3% foram recuperados nasfezes durante um período de 120 horas. Da radioatividade recuperada na urina, 42% estavam relacionados à anfetamina, 25% ao
ácido hipúrico e 2% à lisdexanfetamina intacta. As concentrações plasmáticas de lisdexanfetamina não convertida são baixas e
transitórias tornando-se, em geral, não quantificáveis em 8 horas após a administração. A meia-vida de eliminação plasmática da
lisdexanfetamina foi, em média, menos de uma hora em estudos de dimesilato de lisdexanfetamina em voluntários a partir de 6 anos.
A meia-vida de eliminação plasmática de dextroanfetamina foi de aproximadamente 8,6 a 9,5 horas em pacientes pediátricos de 6 a
12 anos e de 10 a 11,3 horas em adultos saudáveis.
Populações especiais
– Idade: A farmacocinética da d-anfetamina, conforme avaliada pelo clearance, é similar em pacientes pediátricos (de 6 a 12 anos) e
adolescentes (de 13 a 17 anos) com TDAH e voluntários adultos sadios após a correção do peso corporal.
A exposição média no estado estacionário de d-anfetamina foi aproximadamente 44% maior em pacientes pediátricos de 4 a 5 anos
em comparação com a população pediátrica de pacientes de 6 a 11 anos recebendo a mesma dose, com base em uma análise
farmacocinética da população.
Em um estudo com 47 indivíduos com 55 anos ou mais, o clearance da anfetamina foi de aproximadamente 0,7 L/h/kg para
pacientes entre 55 e 74 anos e 0,55 L/h/kg para pacientes ≥75 anos. Esses valores são ligeiramente menores do que os encontrados
em indivíduos adultos jovens (aproximadamente 1 L/h/kg para indivíduos com idade entre 18 e 45 anos).
– Gênero: A exposição sistêmica à d-anfetamina é similar para homens e mulheres recebendo a mesma dose em mg/kg. Os valores
de ASC e Cmáx normalizados para peso/dose foram 22% e 12% menores, respectivamente, em mulheres adultas do que em homens
no dia 7 sequencial a 7 dias de administração de 70 mg/dia de lisdexanfetamina. Os valores de ASC e Cmáx normalizados para
peso/dose foram iguais em meninos e meninas após dose única de 30 – 70 mg.
– Raça: Não foram conduzidos estudos formais de farmacocinética considerando a raça do indivíduo.
– Insuficiência renal: Em um estudo farmacocinético de lisdexanfetamina em indivíduos com função renal normal e comprometida,
o clearance da d-anfetamina foi reduzido de 0,7 L/h/kg nos indivíduos normais para 0,4 L/h/kg nos indivíduos com insuficiência
renal grave (GFR 15 até <30 mL/min/1,73 m2) (veja 8. Posologia e Modo de Usar).
Toxicidade não clínica
Gravidez
O dimesilato de lisdexanfetamina aparentemente não possui efeitos no desenvolvimento ou mortalidade embriofetal quando
administrado oralmente a ratos e coelhos prenhes durante o período de organogênese, em doses maiores que 40 mg/kg/dia e 120
mg/kg/dia, respectivamente. Essas doses são aproximadamente 2,7 e 16 vezes superiores às doses administradas a crianças, e 5,5 e
33 vezes em adultos, respectivamente, considerando a dose máxima de 70 mg/dia e a superfície corporal em mg/m2
.
Vários estudos em roedores indicam que a exposição à anfetamina (d- ou d,l-) antes ou logo após o nascimento, em doses similares
àquelas usadas clinicamente, pode resultar em alterações neuroquímicas ou de comportamento a longo prazo. Os efeitos
comportamentais relatados incluem déficits de aprendizado e de memória, atividade locomotora alterada e mudanças na função
sexual. Estudos similares não foram conduzidos com dimesilato de lisdexanfetamina.
Carcinogênese/Mutagênese e Comprometimento da Fertilidade
Estudos de carcinogenicidade do dimesilato de lisdexanfetamina não foram realizados. Nenhuma evidência de carcinogenicidade foi
encontrada em estudos nos quais a d- e a l-anfetamina (proporção de enantiômeros de 1:1) foram administradas a camundongos e
ratos na dieta, por 2 anos, em doses de até 30 mg/kg/dia em camundongos machos, 19 mg/kg/dia em camundongos fêmeas e 5
mg/kg/dia em ratos machos e fêmeas.
O dimesilato de lisdexanfetamina não foi clastogênico no teste de micronúcleos de medula óssea de camundongo in vivo e foi
negativo quando testado em E. coli e S. typhimurium, componentes do teste de Ames e no teste em linfoma de camundongo
L5178Y/TK+- in vitro.A anfetamina (proporção de enantiômeros d- e l- de 3:1) não afetou adversamente a fertilidade ou o desenvolvimento embrionário
inicial no rato em doses de até 20 mg/kg/dia.
Dados não-clínicos de abuso
Estudos não-clínicos de susceptibilidade ao abuso indicam que a lisdexanfetamina pode causar efeitos subjetivos em ratos e
macacos, que são similares aos do estimulante d-anfetamina, mas de aparecimento tardio e transitórios, enquanto os efeitos de
recompensa, como demonstrado em estudos de autoadministração, são menores que os do metilfenidato ou cocaína.
4. CONTRAINDICAÇÕES
Este medicamento é contraindicado em pacientes com:
Arteriosclerose avançada;
Doença cardiovascular sintomática;
Hipertensão moderada a grave;
Hipertireoidismo;
Hipersensibilidade conhecida ou reação de idiossincrasia a aminas simpatomiméticas;
Glaucoma;
Estados de agitação;
Histórico de abuso de drogas;
Feocromocitoma;
Durante ou dentro do prazo de 14 dias após a administração de inibidores da monoamina oxidase (IMAO) (podem
ocorrer crises hipertensivas) (veja 6. Interações medicamentosas).
Este medicamento é contraindicado para menores de 6 anos.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Eventos Cardiovasculares Graves
Morte súbita e anormalidades estruturais cardíacas pré-existentes ou outros problemas cardíacos graves
Crianças e adolescentes: morte súbita, associada ao tratamento com estimulantes do sistema nervoso central em doses usuais, foi
relatada em crianças e adolescentes, incluindo aqueles com anormalidades estruturais cardíacas ou outros problemas graves do
coração. Embora alguns problemas cardíacos graves isolados levem consigo um risco aumentado de morte súbita, produtos
estimulantes em geral não devem ser usados em crianças ou adolescentes com anormalidades cardíacas estruturais graves
conhecidas, cardiomiopatia, anormalidades graves do ritmo cardíaco ou outros problemas cardíacos graves que possam aumentar a
sua vulnerabilidade para os efeitos simpatomiméticos de fármacos estimulantes.
Adultos: morte súbita, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio foram reportados em adultos que faziam uso de
medicamentos estimulantes na dose usual de TDAH. Embora o papel dos estimulantes nesses casos também não seja conhecido,
adultos têm uma probabilidade maior do que crianças de apresentar sérias anormalidades cardíacas estruturais, cardiomiopatias,
sérias anormalidades de ritmo cardíaco, problemas na artéria coronária ou outros sérios problemas cardiológicos. Adultos com
anormalidades cardíacas, em geral, também não devem fazer uso de medicamentos estimulantes.
Hipertensão e outras condições cardiovasculares
Os medicamentos estimulantes causam um aumento moderado na pressão arterial média (cerca de 2-4 mmHg) e na frequência
cardíaca média (cerca de 3-6 bpm) e, individualmente, pode haver aumentos maiores. Embora não seja esperado que as alterações
médias isoladas tenham consequências a curto prazo, todos os pacientes devem ser monitorados quanto a alterações maiores nafrequência cardíaca e na pressão arterial. Recomenda-se cautela ao tratar pacientes cujas condições médicas subjacentes possam ser
comprometidas por aumentos na pressão arterial ou na frequência cardíaca como, por exemplo, naqueles com hipertensão pré-
existente, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio recente ou arritmia ventricular.
Avaliação do estado cardiovascular em pacientes em tratamento com medicamentos estimulantes
Todos os pacientes que estão sendo cogitados para o tratamento com medicamentos estimulantes devem ter histórico e exame físico
criteriosos (incluindo avaliação de história familiar de morte súbita ou arritmias ventriculares) para avaliar a presença de doença
cardíaca e devem ser submetidos a avaliação cardiológica adicional se os achados sugerirem tal doença (como, por exemplo,
eletrocardiograma e ecocardiograma). Os pacientes que desenvolvem sintomas, tais como, dor torácica ao exercício, síncope não
explicada ou outros sintomas sugestivos de doença cardíaca durante o tratamento com estimulante, devem ser submetidos a
avaliação cardíaca imediata.
Eventos adversos psiquiátricos
Psicose pré-existente
A administração de estimulantes pode exacerbar sintomas de distúrbio do comportamento e transtorno de pensamento em pacientes
com transtorno psicótico pré-existente.
Doença bipolar
Cuidado particular deve ser observado ao usar estimulantes para tratar TDAH em pacientes com transtorno bipolar comórbido,
devido à preocupação com a possível indução de episódio misto/maníaco em tais pacientes. Antes de iniciar o tratamento com
estimulantes os pacientes com sintomas de depressão comórbida devem ser selecionados de forma adequada para determinar se
estão sob risco de transtorno bipolar. Tal seleção deve incluir histórico psiquiátrico detalhado, incluindo história familiar de
suicídio, transtorno bipolar e depressão.
Aparecimento de sintomas psicóticos ou maníacos novos
Sintomas psicóticos ou maníacos emergentes do tratamento, como: alucinações, pensamento delirante ou mania em crianças e
adolescentes, sem história anterior de doença psicótica ou mania, podem ser causados por estimulantes em doses usuais. Se tais
sintomas ocorrerem, deve-se considerar o papel do estimulante como possível causa e a descontinuação do tratamento pode ser
apropriada.
Agressão
Comportamento agressivo ou hostilidade são frequentemente observados, em geral, em crianças e adolescentes com TDAH e têm
sido relatados em estudos clínicos e pela experiência pós-comercialização de alguns medicamentos indicados para o tratamento de
TDAH. Estimulantes podem causar comportamento agressivo ou hostilidade. Pacientes iniciando o tratamento de TDAH devem ser
monitorados quanto ao aparecimento ou agravamento de comportamento agressivo ou hostilidade.
Convulsões
Há alguma evidência clínica que os estimulantes podem diminuir o limiar convulsivo em pacientes com história prévia de
convulsões, em pacientes com anormalidade no eletroencefalograma (EEG), mas sem convulsões prévias e, muito raramente, em
pacientes sem história de convulsões e sem evidência prévia de anormalidade no EEG. O medicamento deve ser descontinuado na
presença de convulsões.
Interrupção do crescimento
Estimulantes do sistema nervoso central têm sido associados a perda de peso e redução da taxa de crescimento em pacientes
pediátricos (veja 9. Reações adversas).Acompanhe de perto o crescimento (peso e altura) de pacientes pediátricos tratados com estimulantes do SNC, incluindo este
medicamento. Pacientes que não estão crescendo ou ganhando peso conforme o esperado podem precisar ter seu tratamento
interrompido.
Prescrição e dispensação
A menor quantidade possível de anfetamina deve ser prescrita ou dispensada por vez, a fim de minimizar a possibilidade de dose
excessiva. Este medicamento deve ser usado com cautela em pacientes que usam outros fármacos simpatomiméticos.
Uso em idosos
Este medicamento não foi estudado em pacientes idosos (pacientes com mais de 55 anos).
Uso em crianças
Crianças com TDAH
Não foi estabelecida a segurança e eficácia em pacientes pediátricos (menores de 6 anos de idade) com TDAH.
Crianças e Adolescentes com TCA
Segurança e eficácia de dimesilato de lisdexanfetamina não foram estabelecidas em pacientes menores de 18 anos de idade com
TCA. Não foram conduzidos estudos clínicos com este medicamento em pacientes nesta faixa etária com TCA.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou acidentes.
Oriente seu paciente a não dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento, pois sua habilidade e capacidade
de reação podem estar prejudicadas (veja 9. Reações Adversas).
Gravidez
Não são conhecidos os efeitos deste medicamento no trabalho de parto e parto em humanos.
Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas.
Em estudos de reprodução animal, dimesilato de lisdexanfetamina teve efeitos aparentes no desenvolvimento embrionário-fetal em
ratos e coelhos em doses de até 40 e 120 mg/kg/dia, que são aproximadamente 2,7 e 16 vezes (criança) e 5,5 e 33 vezes (adulto),
respectivamente, a dose máxima recomendada de 70 mg/dia em uma base de mg/m2 de área de superfície corporal.
Os efeitos de dimesilato de lisdexanfetamina no desenvolvimento pré e pós-natal não foram investigados em estudos de reprodução
animal. Estudos em roedores indicam que a exposição pré-natal ou pós-natal precoce à anfetamina (d- ou d, l-) em doses
semelhantes às usadas clinicamente pode resultar em alterações neuroquímicas e comportamentais de longo prazo. Os efeitos
comportamentais relatados incluem déficits de aprendizagem e memória, atividade locomotora alterada e mudanças na função
sexual.
Categoria C de risco na gravidez
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Amamentação
As anfetaminas são excretadas no leite humano. Este medicamento somente deve ser usado durante a amamentação se os potenciais
benefícios justificarem o potencial risco para o bebê.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano. O uso deste medicamento no período da lactação depende da
avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
FertilidadeOs efeitos deste medicamento na fertilidade e no desenvolvimento embrionário inicial não foram investigados em estudos
reprodutivos em animais. A anfetamina (proporção de enantiômeros d- e l- de 3:1) não afetou adversamente a fertilidade ou o
desenvolvimento embrionário inicial no rato em doses de até 20 mg/kg/dia.
Efeitos teratogênicos
Bebês nascidos de mães dependentes de anfetaminas têm risco aumentado de parto prematuro e peso baixo ao nascer. Estes bebês
também podem experimentar sintomas de abstinência demonstrados por disforia, incluindo agitação e lassitude significante.
Insuficiência Renal
Devido ao clearance reduzido em pacientes com insuficiência renal grave (GFR 15 até <30 mL/min/1,73 m2), a dose máxima não
deve exceder 50 mg/dia. Uma maior redução na dose deve ser considerada em pacientes submetidos à diálise (veja 3.
Características Farmacológicas).
A lisdexanfetamina e a d-anfetamina não são dialisáveis.
Insuficiência Hepática
Nenhum estudo foi conduzido em pacientes com dano hepático.
Abuso e dependência
As anfetaminas têm sido alvo de extenso uso abusivo, de uso indevido e de uso recreativo, que devem ser considerados ao
prescrever este medicamento. As anfetaminas devem ser prescritas com cautela para pacientes com histórico de abuso ou
dependência de drogas.
O abuso pode levar à tolerância e dependência psicológica com diferentes graus de comportamento anormal. Os sintomas de abuso
de anfetaminas podem incluir dermatoses, insônia, irritabilidade, hiperatividade, labilidade emocional e psicose. Foram relatados
sintomas de abstinência como fadiga e depressão.
Em um estudo de potencial de abuso, quando doses orais equivalentes de 100 mg de dimesilato de lisdexanfetamina e 40 mg de
sulfato de d-anfetamina de liberação imediata foram administrados em indivíduos com história de abuso de drogas, 100 mg de
dimesilato de lisdexanfetamina produziram respostas subjetivas em uma escala de “Efeitos de Satisfação da Droga” (desfecho
primário), que foram significantemente menores que 40 mg de dexanfetamina de liberação imediata. Entretanto, a administração
oral de 150 mg de dimesilato de lisdexanfetamina produziu aumentos nas respostas subjetivas positivas nesta escala que não eram
estatisticamente distintos das respostas subjetivas positivas produzidas por 40 mg de d-anfetamina oral de liberação imediata e
por 200 mg de dietilpropiona (C-IV).
A administração intravenosa de 50 mg de dimesilato de lisdexanfetamina em indivíduos com história de abuso de drogas produziu
respostas subjetivas positivas em escalas de mensuração de “Satisfação da Droga”, “Euforia”, “Efeitos da anfetamina” e “Efeitos da
benzedrina”, que foram maiores que para o placebo, mas menores que aquelas produzidas por dose equivalente (20 mg) de d-
anfetamina intravenosa.
Este medicamento pode causar doping.
30 mg – Atenção: Contém os corantes amarelo de quinolina e dióxido de titânio.
50 mg – Atenção: Contém os corantes amarelo de quinolina, azul brilhante, dióxido de titânio e vermelho allura 129.
70 mg – Atenção: Contém os corantes azul brilhante, dióxido de titânio e vermelho allura 129.
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Inibição e indução enzimática in vitroO dimesilato de lisdexanfetamina não demonstrou inibição in vitro das principais isoformas da CYP450 humana (CYP1A2,
CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6 e CYP3A4) em suspensões microssomais hepáticas humanas, nem
indução da CYP1A2, CYP2B6 ou CYP3A4/5 em cultura de hepatócitos frescos humanos. O dimesilato de lisdexanfetamina não é
um substrato in vitro da P-gp em células MDCKII, nem inibidor de P-gp em células Caco-2, portanto é pouco provável que haja
interações com fármacos transportados pela P-gp.
Medicamentos com interações clinicamente importantes com dimesilato de lisdexanfetamina
Agentes e condições que alteram o pH da urina e impactam a excreção urinária e meia-vida de anfetaminas
Ácido ascórbico e outros agentes e condições que acidificam a urina aumentam a excreção urinária e reduzem a meia-vida de
anfetaminas. Bicarbonato de sódio e outros agentes e condições que alcalinizam a urina reduzem a excreção urinária e aumentam a
meia-vida de anfetaminas.
Inibidores da monoamina oxidase
Não administre este medicamento concomitantemente com inibidores da monoamina oxidase ou dentro do intervalo de 14 dias após
descontinuação do tratamento com IMAO. Desfechos graves, incluindo morte, podem ocorrer. (veja 4. Contraindicações)
Fármacos serotoninérgicos
A síndrome serotoninérgica ocorreu raramente com o uso de anfetaminas, como dimesilato de lisdexanfetamina, quando
administradas em associação com fármacos serotoninérgicos, incluindo Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) e
Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina (ISRSN). A síndrome também foi relatada em overdose de
anfetaminas, incluindo este medicamento (veja 10. Superdosagem).
Medicamentos sem interações clinicamente importantes com dimesilato de lisdexanfetamina
Guanfacina de liberação prolongada: em um estudo de interação medicamentosa, a administração concomitante de guanfacina de
liberação prolongada em conjunto com dimesilato de lisdexanfetamina (50 mg) causou aumento de 19% na concentração máxima da
guanfacina no plasma, enquanto a exposição (ASC) foi aumentada em 7%. Não se espera que tais alterações, consideradas menores,
sejam clinicamente significativas. Neste estudo não foi observado nenhum efeito na exposição à d-anfetamina após a
coadministração de guanfacina de liberação prolongada e este medicamento.
Venlafaxina de liberação prolongada: em um estudo de interação medicamentosa, 225 mg de venlafaxina de liberação prolongada,
um substrato da enzima CYP2D6, foram administrados concomitantemente com dimesilato de lisdexanfetamina 70 mg. Essa
combinação reduziu em 9% a Cmáx e em 17% a ASC do metabólito ativo primário o-desmetilvenlafaxina e gerou um aumento de
10% na Cmáx e 13% na ASC de venlafaxina. Não se espera que essas pequenas variações sejam clinicamente significativas. Neste
estudo nenhum efeito foi observado sobre a exposição à d-anfetamina após a coadministração de venlafaxina de liberação
prolongada e dimesilato de lisdexanfetamina.
Dimesilato de lisdexanfetamina (d-anfetamina) pode ser um inibidor fraco de CYP2D6. A lisdexanfetamina não possui efeito na
ASC e na Cmáx do composto venlafaxina ou do metabólito o-desmetilvenlafaxina. Em um estudo clínico de interação medicamentosa
a coadministração deste medicamento não resultou em nenhum efeito clinicamente significativo na farmacocinética de fármacos
metabolizados pela CYP1A2, CYP2D6, CYP2C19 ou CYP3A.
Interações com exames laboratoriais
As anfetaminas podem causar elevação significativa dos níveis plasmáticos de corticosteroides. Este aumento é máximo no período
noturno. A anfetamina pode interferir com as determinações de esteroide na urina.Este medicamento pode interferir nos resultados de testes de certos agentes radioativos de diagnóstico (como aqueles usados na
visualização do transportador de dopamina, por exemplo, DATSCAN [ioflupano I-123]) e levar a resultados diagnósticos falso-
positivos.
Interações com alimentos
Este medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos.
7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 ºC a 30 ºC). Proteger da umidade.
Este medicamento, tem validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.
Após aberto, válido por 30 dias.
Não use medicamento com o Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento:
dimesilato de lisdexanfetamina 30 mg: cápsula gelatinosa dura n° 3, com tampa na cor amarela e corpo na cor branca, contendo o pó
branco a levemente amarelado.
dimesilato de lisdexanfetamina 50 mg: cápsula gelatinosa dura n° 3, com tampa na cor verde e corpo na cor branca, contendo o pó
branco a levemente amarelado.
dimesilato de lisdexanfetamina 70 mg: cápsula gelatinosa dura n° 2, com tampa na cor azul e corpo na cor branca, contendo o pó
branco a levemente amarelado.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
8- POSOLOGIA E MODO DE USAR
8.1 Método de Administração
Este medicamento deve ser tomado pela manhã. A ingestão à tarde ou à noite deve ser evitada devido ao potencial para insônia.
Este medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos.
As cápsulas deste medicamento devem ser tomadas inteiras ou podem ser abertas e todo o seu conteúdo dissolvido em alimentos
pastosos, como iogurte ou em um copo com água ou suco de laranja. Se o conteúdo da cápsula contiver qualquer pó compactado,
uma colher poderá ser usada para dissolvê-lo no alimento pastoso ou líquido. O conteúdo deve ser misturado até que esteja
totalmente dispersado. O paciente deve ingerir todo o conteúdo imediatamente; a mistura não deve ser guardada. O princípio ativo
se dissolve completamente quando dispersado, no entanto, uma camada fina de excipientes pode permanecer no copo ou no frasco
após a mistura ter sido consumida. O paciente não deve tomar uma quantidade inferior ao conteúdo de uma cápsula por dia e o
conteúdo das cápsulas não deve ser dividido.
8.2 Tratamento do TDAH
Este medicamento não foi estudado em crianças com idade inferior a 6 anos e em adultos com idade superior a 55 anos.
A dose deve ser individualizada de acordo com a necessidade terapêutica e a resposta do paciente. Este medicamento deve ser
administrado na menor dose eficaz.
Para todos os pacientes que estão iniciando o tratamento pela primeira vez ou substituindo a medicação em uso, a dose recomendada
é de 30 mg, uma vez por dia pela manhã. Se, a critério médico, a dose for aumentada acima de 30 mg/dia, a dose diária deve ser
ajustada em aumentos de 20 mg em intervalos aproximados de uma semana. A dose máxima recomendada é de 70 mg/dia. Doses de
dimesilato de lisdexanfetamina acima de 70 mg/dia não foram estudadas. Em pacientes com insuficiência renal grave (GFR 15 até<30 mL/min/1,73 m2), a dose máxima não deve exceder 50 mg/dia. Uma maior redução na dose deve ser considerada em pacientes
submetidos à diálise (veja 3. Características Farmacológicas).
8.3 Manutenção / Tratamento de longa duração do TDAH
Em geral, é consenso que o tratamento farmacológico para TDAH pode ser necessário por períodos prolongados. O benefício da
manutenção da terapia com este medicamento, nas doses de 30, 50 e 70 mg, para crianças e adolescentes (6 a 17 anos) e adultos (18
a 55 anos), foi demonstrado em estudos de retirada, controlado e randomizado. Os pacientes desse estudo utilizaram a mesma dose
que haviam utilizado para confirmar a resposta ao tratamento na fase aberta desse estudo (veja 2. Resultados de eficácia).
O médico que optar pelo uso deste medicamento por períodos prolongados deve reavaliar periodicamente a utilidade do
medicamento em longo prazo para o paciente individual.
8.4 Tratamento do TCA em adultos
A dose de titulação inicial é de 30 mg/dia a ser ajustada em incrementos de 20 mg em intervalos aproximados de 1 semana até
atingir a dose recomendada de 50 mg/dia ou de 70 mg/dia. A titulação da dose até a obtenção da dose ótima deve ser guiada pelos
resultados clínicos, não ultrapassando uma dose máxima de 70 mg/dia.
9- REAÇÕES ADVERSAS
Estudos clínicos e relatos pós-comercialização
Reações adversas observadas no tratamento com este medicamento refletem principalmente os efeitos colaterais comumente
associados ao uso de anfetaminas. As tabelas abaixo apresentam todas as reações adversas com base em todas as informações de
segurança disponíveis.
Categorias de incidência:
Muito comum: ≥10%; Comum: ≥1% e <10%; Incomum: ≥0,1% e <1%; Raro: ≥0,01% e <0,1%; Muito raro: <0,01%. Incidência não
conhecida: não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis.
Reações adversas escritas em itálico foram identificadas pós-comercialização.
Distúrbios do Sistema Imunológico
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Reação anafilática Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Hipersensibilidade Incomum* Incomum Incomum Incomum*
Distúrbios de Nutrição e Metabolismo
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Diminuição do apetite Muito comum Muito comum Muito comum Muito comum
Transtornos Psiquiátricos
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Insônia Muito comum Muito comum Muito comum Muito comum
Agitação Comum Incomum Incomum Incomum
Ansiedade Comum Comum Incomum Comum
Logorreia Incomum Incomum Incomum IncomumDiminuição da libido Comum Depressão Incomum Tique Incomum Labilidade emocional Comum Disforia Incomum Euforia Incomum Hiperatividade
psicomotora
Comum Bruxismo Comum Transtorno obsessive-
compulsivo
(TOC) (incluindo
tricotilomania e
dermatilomania).
Incomum Episódios psicóticos Incidência não
conhecida
Mania Incomum* Alucinação Incidência não
conhecida
Agressão Incidência não
conhecida
Síndrome de Tourette Incidência não
conhecida
Distúrbios do Sistema Nervoso
Reação adversa Adultos Dor de cabeça Muito comum Tontura Comum Inquietação Comum Tremor Comum Sonolência Incomum Convulsão Incidência não
conhecida
Discinesia Incomum* Disgeusia Incomum Distúrbios Visuais
Reação adversa Adultos Visão turva Incomum Midríase Incidência não
conhecida
Diplopia Incidência não
conhecida
Olho seco Incomum Incidência não
conhecida
Comum Incomum Incomum Incomum Incomum Incomum Incomum Incomum Incidência não
conhecida
Incomum* Incomum* Incomum Incidência não
conhecida
TDAHa Adolescentes Muito comum Comum Comum Comum Comum Incidência não
conhecida
Incomum Incomum TDAHa Adolescentes Incidência não
conhecida
Incomum* Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Não aplicável Incomum Comum Comum Incomum Incidência não
conhecida
Incomum Incomum* Incomum* Incidência não
conhecida
Incomum* Incomum* Comum Incidência não
conhecida
Crianças Muito comum Comum Incomum Incomum* Comum Incidência não
conhecida
Incomum* Incomum Crianças Incomum Incomum Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incomum
Incomum
Incomum
Comum
Incomum*
Incomum
Incomum
Comum
Incomum
Incidência não
conhecida
Incomum
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
TCAb
Adultos
Muito comum
Comum
Comum
Comum
Incomum
Incidência não
conhecida
Incomum*
Comum
TCAb
Adultos
Incomum
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecidaDistúrbios Cardíacos
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Taquicardia Comum Comum Comum Comum
Palpitação Comum Comum Incomum Comum
Cardiomiopatia Incidência não
conhecida
Incomum* Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Cardiomiopatia de
Takotsubo
(cardiomiopatia de
estresse)
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Distúrbios Vasculares
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Fenômeno de
Raynaud
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incomum* Incomum*
Epistaxe Incomum** Incomum** Incomum** Incomum**
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Dispneia Comum Comum Incomum Incomum
Distúrbios Gastrointestinais
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Boca seca Muito comum Comum Comum Muito comum
Diarreia Comum Comum Comum Comum
Constipação Comum Incomum Comum Comum
Dor abdominal superior Comum Comum Muito comum Comum
Náusea Comum Comum Comum Comum
Vômito Incomum Comum Comum Comum
Isquemia Intestinal Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Distúrbios Hepatobiliares
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Hepatite eosinofílica Incidência não
conhecida
Incidência não conhecida Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Distúrbios da Pele e Tecidos Subcutâneos
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Hiperidrose Comum Incomum* Incomum Comum
Urticária Incomum Incomum Incomum Incomum*
Erupção cutânea Incomum Incomum Comum Comum
Angioedema Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecidaSíndrome de Stevens-
Johnson
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Alopecia Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Incidência não
conhecida
Distúrbios Gerais e Condições do Local da Administração
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Dor no peito Comum Incomum Incomum Incomum
Irritabilidade Comum Comum Comum Comum
Fadiga Comum Comum Comum Comum
Sentir-se trêmulo Comum Comum Incomum Comum
Pirexia Incomum Comum Comum Incomum
Investigações
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Aumento da pressão
arterial
Comum Incomum Incomum Comum
Redução de peso Comum Muito comum Muito comum Comum
Prolongamento do
intervalo QT
Incomum Incomum Incomum Incomum
Distúrbios do Sistema Reprodutor e da Mama
TDAHa TCAb
Reação adversa Adultos Adolescentes Crianças Adultos
Disfunção erétil Comum Incomum Não aplicável Comum
a As taxas de incidência foram calculadas a partir de estudos agrupados duplo-cegos controlados por placebo de fase 2-4 para
TDAH: crianças (n = 428), adolescentes (n = 714) e adultos (n = 497).
b As taxas de incidência foram calculadas a partir de estudos TCA de fase 2-3 duplo-cegos, controlados por placebo em adultos (n =
705).
c O denominador inclui apenas indivíduos do sexo masculino de estudos duplo-cegos, controlados por placebo, de fase 2-4 de TDAH
em adolescentes (n = 483) e adultos (n = 260) e estudos de TCA de fase 2-3 em adultos (n = 83).
* Esses eventos não foram relatados nos estudos de TDAH de fase 2-4, em grupo paralelo, duplo-cego, controlado por placebo e/ou
nos estudos de TCA de fase 2-3. Portanto, as taxas de incidência foram calculadas a partir dos dados gerais agrupados dos estudos
de fase 2-4 incluindo estudos abertos em crianças (n=1244), adolescentes (n=910) e adultos (n=752) com TDAH e a partir dos dados
gerais agrupados de estudos de fase 2-3, incluindo estudos abertos em adultos (n=833) com TCA. Para Transtorno obsessivo-
compulsivo (TOC) (incluindo tricotilomania e dermatilomania), isso se aplica apenas à dermatilomania.
**As taxas de incidência foram calculadas por faixa etária de TDAH e TCA, respectivamente, usando dados agrupados de estudos
de fase 2-4 controlados por placebo em estudos de fase 2-4 em pacientes com TDAH (incluindo NRP104.201, NRP104.301,
SPD489-311, SPD489-317, SPD489-325, SPD489-326, SPD489-347, SPD489-305, SPD489-405, SPD489-406, NRP104.303,
NRP104.316, SPD489-401, SPD489-403) e TCA (incluindo SPD489-208, SPD489-343, SPD489-344, SPD489-346).
Supressão do crescimento em pacientes pediátricos com TDAH
Peso
Alterações no peso, em comparação ao placebo, foram avaliadas em estudos de 4 semanas em crianças (6 a 12 anos) e adolescentes
(13 a 17 anos). Doses maiores foram associadas à perda de peso maior. Em crianças, a média da perda de peso em relação à linha de
base foi de -0,39 kg, -0,84 kg e -1,12 kg, respectivamente, para pacientes recebendo 30, 50 e 70 mg de dimesilato de
lisdexanfetamina em comparação com 0,46 kg de ganho de peso para pacientes recebendo placebo. Em adolescentes, a média daperda de peso do início ao final do estudo foi de -1,24 kg, -1,94 kg e -2,16 kg, respectivamente, para pacientes recebendo 30, 50 e 70
mg de dimesilato de lisdexanfetamina, comparado ao ganho de 0,90 kg nos pacientes recebendo placebo.
O monitoramento cuidadoso de crianças e adolescentes, que receberam dimesilato de lisdexanfetamina por 12 meses, sugere que a
medicação consistente (isto é, tratados 7 dias por semana durante o ano todo) resulta em uma redução do crescimento, determinada
pelo peso corporal. Em crianças, as médias dos percentis de peso na linha de base (N=271) e em 12 meses (N=146) foram 60,9 e
47,2, respectivamente. A mudança média normalizada para idade e gênero em relação à linha de base, em percentil, foi de -13,4
durante um ano. Em adolescentes, as médias dos percentis do peso na linha de base (N=265) e em 12 meses (N=156) foram 66,0 e
61,5, respectivamente. A mudança média normalizada para idade e gênero em relação à linha de base, em percentil, foi de -6,5
durante um ano (veja 5. Advertências e precauções).
Em crianças e adolescentes (6 a 17 anos) que receberam dimesilato de lisdexanfetamina durante dois anos, o monitoramento
meticuloso do peso sugeriu que o medicamento consistente (isto é, tratamento para 7 dias por semana durante dois anos) resultou em
um atraso do crescimento conforme medido pelo peso corporal. Em crianças e adolescentes, as médias dos percentis de peso e
desvio padrão (DP) no período basal (n=314) e 24 meses (semana 104, n=189) foram de 65,4 (DP 27,11) e de 48,2 (DP 29,94),
respectivamente. A variação média normalizada por idade e sexo a partir do período basal em percentil durante 2 anos foi -16,9 (DP
17,33).
Crescimento a longo prazo
Dados controlados de peso e altura com o uso prolongado deste medicamento não estão disponíveis.
Em um estudo de longo prazo, o acompanhamento cuidadoso do peso e da altura de crianças com idade entre 7 e 10 anos, que foram
randomizadas para grupos de tratamento com metilfenidato ou sem medicação por 14 meses, assim como em subgrupos naturalistas
de crianças tratadas recentemente com metilfenidato e não tratadas com medicamento por 36 meses (até a idade de 10 a 13 anos)
(total de todos os subgrupos N=370), sugere que crianças medicadas consistentemente (isto é, recebendo tratamento 7 dias por
semana durante o ano todo) têm uma redução temporária da taxa de crescimento (em média, um total de 2 cm a menos na altura e
2,7 kg a menos no peso em 3 anos), sem evidência de recuo do crescimento durante este período de desenvolvimento.
Alterações de peso em adultos com TCA
Nos dois estudos fase 3 controlados em adultos após o tratamento com 50 mg e 70 mg de dimesilato de lisdexanfetamina, a média
da perda de peso após 12 semanas foi 5,8 quilogramas para pacientes que receberam dimesilato de lisdexanfetamina (IMC médio
basal 33,8 kg/m2, peso médio basal de 94,5 kg), em comparação com uma alteração média de peso de 0,0 quilograma para pacientes
que receberam placebo (IMC médio basal 33,2 kg/m2, peso médio basal de 92,9 kg); nenhum participante da pesquisa em
tratamento ativo deslocou-se para a uma categoria de IMC de abaixo do peso (menos que 18,5 kg/m2). Os dados de peso de estudos
controlados de longo prazo (maior que 12 semanas) com dimesilato de lisdexanfetamina não estão disponíveis
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
10- SUPERDOSE
A resposta individual do paciente às anfetaminas varia amplamente. Sintomas de intoxicação podem ocorrer de forma
idiossincrásica em doses baixas.
Sintomas
As manifestações de superdose aguda das anfetaminas incluem inquietação, tremor, hiperreflexia, respiração acelerada, confusão,
agressividade, alucinações, estado de pânico, hiperpirexia e rabdomiólise. Fadiga e depressão geralmente seguem-se à estimulação
do sistema nervoso central. Efeitos cardiovasculares incluem arritmias, hipertensão ou hipotensão e colapso circulatório. Pode
ocorrer cardiomiopatia de Takotsubo. Os sintomas gastrointestinais incluem náusea, vômito, diarreia e cólicas abdominais. Em
geral, a intoxicação fatal é precedida por convulsões e coma.Síndrome de encefalopatia reversível posterior (PRES) foi relatada em associação com superdose de anfetamina. Os sintomas que
indicam PRES incluem: dor de cabeça, estado mental alterado, convulsões e distúrbios visuais. O diagnóstico deve ser confirmado
por procedimento radiológico (por exemplo, ressonância magnética). Os sintomas de PRES são, geralmente, reversíveis, mas podem
evoluir para acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorragia cerebral.
Tratamento
Consultar um Centro de Intoxicação para orientação atualizada e aconselhamento. A conduta na intoxicação aguda por anfetamina é
basicamente sintomática e inclui lavagem gástrica, administração de carvão ativado, administração de um catártico e sedação. A
experiência com hemodiálise ou diálise peritoneal é insuficiente para permitir qualquer recomendação nesse sentido. A acidificação
da urina aumenta a excreção da anfetamina, mas acredita-se que aumente o risco de insuficiência renal aguda se mioglobinúria
estiver presente. Se a hipertensão aguda grave complicar a superdose de anfetamina, sugere-se a administração intravenosa de
fentolamina. Entretanto, uma queda gradual da pressão arterial geralmente ocorrerá quando for atingida sedação suficiente. A
clorpromazina antagoniza os efeitos de estimulação central das anfetaminas e pode ser usada para tratar a intoxicação por
anfetamina.
O tempo de ação prolongado deste medicamento deve ser considerado ao se tratar pacientes com superdose.
A lisdexanfetamina e a d-anfetamina não são dialisáveis.
Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
III – DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
ATENÇÃO: PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA FÍSICA OU PSÍQUICA
Registro 1.3517.0094
Registrado e produzido por:
Althaia S.A Indústria Farmacêutica
Av Tégula, 888 – Galpão 01, 15, 16, 17, 19, 20, 21
Cond Empresarial Atibaia
Ponte Alta – Atibaia – SP
CEP 12952-820
CNPJ 48.344.725/0007-19
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 04/03/2026.Dados da submissão eletrônica Data do
Nº do
Assunto
expediente
expediente
XX/XX/2026 NA
10459 –
GENÉRICO –
Inclusão Inicial
de Texto de
Bula – RDC
60/12
Data do
expediente
NA Bula Profissional de Saúde
Histórico de Alteração da Bula
Dados da petição/notificação que altera a bula Nº do
Data de
Assunto
expediente
aprovação
NA NA NA Itens de bula
NA Dados das alterações de bulas
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