maleato de fluvoxamina
Althaia S.A. Indústria Farmacêutica.
comprimido revestido
50 mg e 100 mgI – IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
maleato de fluvoxamina
Medicamento Genérico Lei nº 9.787, de 1999
APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos de 50 mg: embalagem com 30 comprimidos.
Comprimidos revestidos de 100 mg: embalagem com 30 ou 60 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO* ACIMA DE 8 ANOS
*apenas para o tratamento de transtorno obsessivo-compulsivo.
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
maleato de fluvoxamina*
………………………………………………………………………………………………………. 50 mg
Excipientes** q.s.p……………………………………………………………………………………………………. 1 comprimido
* Cada 50 mg de maleato de fluvoxamina equivalem a 36,64 mg de fluvoxamina.
**Excipientes: manitol, celulose microcristalina, talco, hipromelose, estearato de magnésio, dióxido de
titânio, macrogol.
maleato de fluvoxamina*
…………………………………………………………………………………………………….. 100 mg
Excipientes** q.s.p……………………………………………………………………………………………………. 1 comprimido
* Cada 100 mg de maleato de fluvoxamina equivalem a 73,27 mg de fluvoxamina.
**Excipientes: manitol, celulose microcristalina, talco, hipromelose, estearato de magnésio, dióxido de
titânio, macrogol.
II – INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Este medicamento é indicado para o tratamento da depressão e do transtorno obsessivo-compulsivo
(TOC).
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?Este medicamento leva à melhora e/ou ao desaparecimento dos sintomas da depressão maior e do
transtorno obsessivo-compulsivo. O tempo médio estimado para início da sua ação é de cerca de duas
semanas.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes alérgicos (hipersensíveis) ao maleato de
fluvoxamina ou a qualquer excipiente da fórmula.
Este medicamento é contraindicado para o tratamento de depressão em pacientes com menos de 18
anos.
Este medicamento é contraindicado para o tratamento de transtorno obsessivo-compulsivo em
pacientes com menos de 8 anos.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando sem
orientação médica ou do cirurgião dentista.
Não administre maleato de fluvoxamina em combinação com tizanidina, inibidores da monoamino-
oxidase (iMAOs) (exemplo: moclobemida, selegilina), linezolida, ramelteona ou pimozida.
O seu médico informará quando começar a administração dos comprimidos.
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Pacientes com história de pensamentos e/ou tentativas de suicídio ou ainda com piora do quadro
clínico: a depressão está associada a um aumento do risco de pensamentos e comportamentos suicidas. O
risco persiste até que ocorra uma remissão significativa. Como esta pode não ocorrer durante as primeiras
semanas ou mais de tratamento, os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados até que ocorra
melhora do quadro de depressão. A experiência clínica geral mostra que o risco de suicídio pode
aumentar nos estágios iniciais de recuperação. Outras condições psiquiátricas para as quais a fluvoxamina
é prescrita também podem ser associadas a um risco aumentado de pensamentos e/ou tentativas de
suicídio. Adicionalmente, estas condições podem estar correlacionadas à depressão grave. Portanto,
durante o tratamento de pacientes com outras condições psiquiátricas, estes devem ser cuidadosamente
monitorados.
Pacientes com antecedente de pensamentos e/ou tentativas de suicídio têm risco aumentado de
desenvolver comportamento suicida, e devem receber cuidadoso acompanhamento durante o tratamento.
Deve ser realizado contínuo acompanhamento dos pacientes, em particular aqueles sob alto risco,
principalmente no início do tratamento ou após alterações nas doses do medicamento.
Paciente e responsáveis pelos pacientes durante o tratamento devem procurar o médico imediatamente
caso percebam qualquer sinal de piora clínica, de comportamento suicida e/ou de alterações
comportamentais.Uso em crianças e adolescentes: transtorno obsessivo-compulsivo é a única indicação para o uso de
fluvoxamina em crianças maiores de 8 anos e adolescentes com menos de 18 anos. Devido à falta de
experiência clínica, fluvoxamina não pode ser recomendada para o tratamento de depressão em crianças.
Em estudos clínicos, crianças e adolescentes tratados com antidepressivos apresentaram mais sinais de
comportamentos suicidas (pensamentos e tentativas de suicídio), assim como hostilidade, raiva e
agressividade quando comparados a crianças e adolescentes tratados com placebo. Se, baseado nas
necessidades clínicas, houver necessidade de implementar o tratamento, o paciente deve ser
cuidadosamente monitorado para qualquer sinal de comportamento suicida. Adicionalmente, os efeitos de
tratamento de longo prazo em crianças e adolescentes administrando fluvoxamina e sua influência no
crescimento, maturação e desenvolvimento comportamental e cognitivo são desconhecidos.
Adultos jovens (18 a 24 anos): adultos jovens com alterações psiquiátricas também apresentaram um
aumento no risco de desenvolvimento de comportamento suicida com o uso de antidepressivos, em
comparação aos que recebiam placebo.
Uso em pacientes idosos: nenhum ajuste na dose diária é requerido para pacientes idosos, entretanto,
caso você esteja neste grupo de pacientes, cuidadosa avaliação será realizada pelo seu médico antes de
prescrever este medicamento a você.
Além disso, se for necessário um ajuste na dose, este deve ser feito mais lentamente do que em outros
pacientes.
Acatisia/inquietação psicomotora: o uso de fluvoxamina tem sido associado a inquietação, na qual o
paciente sente grande dificuldade em permanecer parado ou sentado. Este efeito geralmente ocorre
durante as primeiras semanas de tratamento. Se você apresentar tais sintomas, contate o seu médico
imediatamente.
O aumento na dose pode ser prejudicial se você tiver desenvolvido estes sintomas.
Pacientes com alteração no funcionamento do fígado ou do rim: pacientes com insuficiência no fígado
(hepática) ou nos rins (renal) devem receber doses baixas no início do tratamento e consultar seus
médicos com maior frequência para garantir um uso seguro.
O tratamento com fluvoxamina foi raramente associado ao aumento de enzimas hepáticas, geralmente,
acompanhado por sintomas clínicos. Nestes casos, o tratamento deve ser descontinuado.
Pacientes com distúrbios no Sistema Nervoso: informe seu médico se você apresenta histórico de
epilepsia. Ele decidirá se o tratamento com este medicamento é adequado para você. Embora em estudos
com fluvoxamina em animais não se tenha observado propriedades pró-convulsivantes, seu médicorealizará cuidadosa avaliação antes de prescrever fluvoxamina se você apresentar distúrbios convulsivos
(tais como epilepsia). Este medicamento deve ser evitado por pacientes com epilepsia não controlada e os
pacientes com epilepsia controlada devem ser cuidadosamente monitorados. Se você sofrer convulsões ou
se a frequência das convulsões aumentar enquanto você estiver administrando fluvoxamina, contate o seu
médico imediatamente. Nestas situações, o seu médico decidirá se o tratamento deverá ser descontinuado.
Em raras ocasiões houve relatos de desenvolvimento de síndrome serotoninérgica ou de sintomas
associados a síndrome neuroléptica maligna (sinais e sintomas semelhantes à síndrome neuroléptica
maligna) associados ao tratamento com fluvoxamina, particularmente quando em combinação com outras
drogas serotoninérgicas e/ou neurolépticas ou em combinação com buprenorfina ou
buprenorfina/naloxona (ver Ingestão concomitante com outras substâncias). Estes eventos são
caracterizados por um conjunto de sintomas que incluem hipertermia (aumento da temperatura do corpo),
rigidez, mioclonia (contrações musculares súbitas), instabilidade autonômica com possíveis e rápidas
variações dos sinais vitais, alterações mentais incluindo confusão, irritabilidade e extrema agitação,
evoluindo para delírio e coma. Como estas síndromes podem resultar em condições potencialmente
ameaçadoras à vida, o tratamento com fluvoxamina deve ser descontinuado se tais eventos ocorrerem e
um tratamento sintomático de apoio deve ser iniciado por um médico tão logo seja possível.
Pacientes com distúrbios nutricionais ou do metabolismo: hiponatremia (baixos níveis de sódio no
sangue) tem sido relatada em raras ocasiões. Este problema parece ser reversível quando o tratamento
com fluvoxamina é descontinuado. A maioria dos dados está associada a pacientes mais velhos. O
controle da concentração de açúcar no sangue pode ser afetado (hiperglicemia, hipoglicemia, reduzida
tolerância à glicose), especialmente nos estágios iniciais do tratamento. Se você tem (ou possui histórico
de) diabetes mellitus, a dosagem de medicamentos que diminuem a concentração de açúcar no sangue
poderá necessitar ser ajustada enquanto você estiver administrando fluvoxamina.
Alterações oculares: midríase (dilatação da pupila) foi reportada na administração de fluvoxamina.
Avise seu médico caso você tenha diagnóstico de pressão ocular aumentada ou glaucoma de ângulo
estreito.
Alterações hematológicas: existem dados sobre a ocorrência de sangramentos cutâneos (da pele), tais
como equimose e púrpura (manchas/áreas vermelhas grandes ou pequenas devido a sangramentos sob a
pele e/ou hematoma), assim como manifestações hemorrágicas como, por exemplo, sangramento
gastrointestinal ou hemorragia ginecológica/pós-parto, associado ao uso de ISRSs (inibidor seletivo de
recaptação da serotonina, um tipo de antidepressivo). É recomendado cuidado especial (maior
monitoramento por parte de seu médico), particularmente se você for idoso e se você também estiver
fazendo uso de algum medicamento que afete a função plaquetária (como por exemplo, antipsicóticosatípicos e fenotiazínicos, a maioria dos antidepressivos tricíclicos, ácido acetilsalicílico e anti-
inflamatórios não-esteroidais) ou medicamento que aumente o risco de sangramento.
Se você estiver utilizando anticoagulantes (medicamentos que prolongam o tempo de coagulação do
sangue ou medicamentos que “afinam” o sangue) você deverá ser cuidadosamente monitorado pelo seu
médico quando em tratamento com fluvoxamina devido ao risco aumentado de sangramento.
Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) podem aumentar o risco de hemorragia pós-
parto.
Converse com seu médico sobre o monitoramento sanguíneo, caso tenha histórico de problemas
sanguíneos ou de coagulação.
Alterações cardíacas: a combinação de terfenadina, astemizol ou cisaprida com fluvoxamina pode
produzir alteração no ritmo cardíaco (prolongamento do intervalo QT/Torsade de Pointes). Por isso, este
medicamento não deve ser administrado concomitantemente com essas substâncias. Fluvoxamina pode
provocar uma discreta diminuição na frequência cardíaca (2 a 6 batimentos por minuto).
Este medicamento pode aumentar o risco de alteração grave nos batimentos cardíacos, que pode ser
potencialmente fatal (morte súbita).
Não tome este medicamento se você tiver uma alteração no coração chamada síndrome congênita
de prolongamento do intervalo QT (ou síndrome do QT longo), ou se você já teve algum episódio de
ritmo cardíaco anormal, porque pode ser perigoso e provocar alterações do ritmo do coração,
inclusive com risco de morte.
Avise seu médico se você tiver bradicardia (diminuição da frequência cardíaca), insuficiência
cardíaca ou outras doenças do coração, ou se você souber que tem baixo nível de potássio ou de
magnésio no sangue.
Avise seu médico se você estiver utilizando outros medicamentos, especialmente medicamentos que
causam prolongamento do intervalo QT (alteração do ritmo do coração no eletrocardiograma),
medicamentos para arritmia (para corrigir o ritmo do coração) ou medicamentos diuréticos
(remédios para eliminar água do corpo).
Terapia eletroconvulsiva: aconselha-se cautela ao realizá-la junto ao uso de fluvoxamina.
Descontinuação de fluvoxamina: a descontinuação abrupta deve ser evitada. Quando parar o tratamento
com fluvoxamina, seu médico irá diminuir a dose gradualmente por, no mínimo, uma ou duas semanas
para reduzir o risco de reações de abstinência. Caso ocorram sintomas intoleráveis devido à diminuiçãoda dose ou após a descontinuação do tratamento, seu médico poderá voltar a dose para a anteriormente
prescrita. Subsequentemente, o seu médico pode continuar a diminuição da dose, mas de forma mais
gradual. Podem ocorrer algumas reações após interrupção do tratamento com fluvoxamina, embora
evidências pré-clínicas e clínicas não sugiram que este medicamento cause dependência. Os sintomas
mais comumente reportados associados à descontinuação do tratamento com fluvoxamina incluem:
vertigem, distúrbios sensoriais, [incluindo parestesia (sensação de formigamento/coceira na pele),
distúrbios visuais e sensação de choques elétricos], distúrbios do sono (incluindo insônia e sonhos
intensos), agitação, irritabilidade, confusão, instabilidade emocional, dor de cabeça, náusea e/ou vômito,
diarreia, sudorese, palpitação, tremor e ansiedade. Geralmente, estes eventos são leves a moderados e são
autolimitados; entretanto, em alguns pacientes eles podem ser severos e/ou prolongados. Eles geralmente
ocorrem nos primeiros dias da descontinuação do tratamento. Portanto, é aconselhado que o seu médico
retire gradualmente este medicamento de acordo com a sua necessidade. Sempre converse com seu
médico antes de interromper o tratamento.
Mania/Hipomania: fluvoxamina deve ser usada com cautela em pacientes com história de
mania/hipomania. O tratamento com fluvoxamina deve ser descontinuado em qualquer paciente que
desencadeie uma fase de mania.
Disfunção sexual: inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs)/inibidores da recaptação da
norepinefrina e da serotonina (IRNSs) podem causar sintomas de disfunção sexual. Houve relatos de
disfunção sexual duradoura, em que os sintomas continuaram apesar da descontinuação de ISRSs/IRNSs.
Gravidez: estudos populacionais sugerem que o uso de Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina
(ISRSs), tais como fluvoxamina durante a gestação, particularmente no final da gestação, pode aumentar
o risco de hipertensão pulmonar persistente (HPP) (doença no pulmão) no recém-nascido.
Fluvoxamina não deve ser usada durante a gravidez a não ser que a condição clínica da mulher
necessite deste tratamento. Isto será avaliado pelo seu médico.
Categoria de risco C.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando sem
orientação médica ou do cirurgião dentista.
Quando fluvoxamina foi administrada no final da gravidez, sintomas de descontinuação da
medicação em recém-nascidos foram raramente relatados. Alguns recém-nascidos apresentaram
dificuldades para respirar e/ou se alimentar, convulsões, instabilidade da temperatura, diminuição da
concentração de açúcar no sangue, tremores, alteração do tônus (firmeza) muscular, agitação, cianose (corazulada ou acinzentada da pele, das unhas, dos lábios ou ao redor dos olhos), irritabilidade, letargia,
sonolência, vômito, dificuldade de dormir e choro constante após exposição à ISRSs (tais como
fluvoxamina) no terceiro trimestre da gestação e necessitaram de hospitalização prolongada.
Dados observacionais indicam um risco aumentado (menos que 2 vezes) de hemorragia pós-parto seguida
de exposição por ISRSs no mês anterior ao parto.
Amamentação: fluvoxamina é excretada no leite materno em pequenas quantidades. Assim, este
medicamento não deve ser utilizado pela mulher que amamenta, sem orientação médica.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano. O uso deste medicamento no período
da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Fertilidade e toxicidade reprodutiva: estudos de toxicidade reprodutiva em animais mostraram que
fluvoxamina pode prejudicar a fertilidade feminina e masculina. A relevância desses achados para
humanos é desconhecida. Se você está com intenção de engravidar procure o seu médico para avaliar se o
tratamento com fluvoxamina é indicado neste caso.
Estudos em animais demonstraram comprometimento da fertilidade, aumento de morte embriofetal e
diminuição do peso corporal fetal na exposição de fluvoxamina excedendo a exposição humana a dose
máxima recomendada para humanos em duas vezes. Além disso, um aumento da incidência de morte
perinatal em estudos pré e pós-natal foi observado.
Carcinogênese e mutagênese: não há evidência de carcinogenicidade ou mutagenicidade com uso de
fluvoxamina.
Dependência física e psicológica: Nenhuma evidência
de dependência em modelo primata não humano foi encontrada.
Efeitos na habilidade de dirigir e usar máquinas: a dosagem até 150 mg de fluvoxamina não influencia
ou influencia de forma não significativa a habilidade de dirigir e operar máquinas. No entanto, foi
relatada sonolência durante o tratamento com fluvoxamina. Desse modo, é recomendada cautela até ser
determinada uma resposta individual ao medicamento.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento, pois sua habilidade
e capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o
paciente a quedas ou acidentes.Os comprimidos de fluvoxamina não devem ser mastigados.Interações medicamentosas
Ingestão concomitante com outras substâncias
Alguns medicamentos não podem ser administrados concomitantemente com fluvoxamina, enquanto
outros requerem ajuste de dose quando utilizados em combinação. Informe seu médico sobre qualquer
outro medicamento que você esteja tomando, incluindo aqueles adquiridos sem prescrição médica.
Inibidores da monoamino-oxidase: fluvoxamina não deve ser administrada concomitantemente com
inibidores da monoamino-oxidase (iMAOs), incluindo linezolida, devido ao risco da síndrome
serotoninérgica. Se você estiver se tratando com um iMAO: você só pode iniciar o tratamento com
fluvoxamina duas semanas após descontinuação de iMAO irreversível (por exemplo, selegilina) ou um
dia após descontinuação de iMAO reversível (por exemplo, moclobemida).
Você também deve interromper o tratamento com fluvoxamina pelo menos uma semana antes de começar
o tratamento com qualquer iMAO.
Efeito da fluvoxamina no metabolismo oxidativo de outras drogas: fluvoxamina pode inibir a
atividade de algumas enzimas (é um potente inibidor da CYP1A2 e CYP2C19 e inibidor com menor
extensão da CYP2C9, CYP2D6 e CYP3A4). A terapia concomitante de fluvoxamina e drogas que atuam
nestas enzimas deve ser iniciada ou ajustada para a menor versus maior dose de seus intervalos. Seu
médico deverá monitorar a concentração plasmática, efeitos ou efeitos adversos e deverá reduzir ou
aumentar suas dosagens, se necessário. Isto é particularmente relevante para drogas com um índice
terapêutico estreito (quando a diferença é muito pequena entre a concentração necessária para produzir o
efeito desejado do medicamento e para desenvolver efeitos colaterais não desejados).
Ramelteona: quando administrado concomitantemente com fluvoxamina, os níveis plasmáticos de
ramelteona são aumentados. Este medicamento não deve ser utilizado em combinação com ramelteona.
Compostos com índice terapêutico estreito: a coadministração de fluvoxamina e fármacos como
tacrina, teofilina, metadona, mexiletina, fenitoína, carbamazepina, pimozida e ciclosporina, deve ser
cuidadosamente monitorada. Se necessário, o ajuste de dose é recomendado.
Antidepressivos tricíclicos e neurolépticos: deve ser realizada uma diminuição na dose de
medicamentos como, por exemplo, clomipramina, imipramina, amitriptilina, clozapina, olanzapina e
quetiapina se for iniciado o tratamento com fluvoxamina.Benzodiazepínicos: a dose de medicamentos como triazolam, midazolam, alprazolam e diazepam deve
ser reduzida durante a coadministração com fluvoxamina.
Casos de aumento da concentração plasmática: os níveis plasmáticos de ropinirol, propranolol,
varfarina podem aumentar quando coadministrados com fluvoxamina.
Casos de aumento de efeitos adversos: casos isolados de toxicidade cardíaca foram reportados quando
fluvoxamina foi combinada com tioridazina.
Pacientes que consomem grandes quantidades de bebidas contendo cafeína devem diminuir a ingestão
quando fluvoxamina é administrada. Efeitos adversos (como tremor, palpitação, náusea, inquietação,
insônia) podem ser observados.
Suco de toranja: há relato de aumento da exposição à fluvoxamina devido à administração conjunta com
suco de toranja.
Glicuronidação: fluvoxamina não influencia nos níveis plasmáticos de digoxina.
Excreção renal: fluvoxamina não influencia nos níveis plasmáticos de atenolol.
Interações farmacodinâmicas: os efeitos serotoninérgicos da fluvoxamina podem também aumentar se
utilizada em combinação com outros agentes serotoninérgicos (incluindo triptanos, tramadol,
buprenorfina, buprenorfina/naloxona, ISRSs e preparações com Erva de São João) e pode resultar em
uma condição potencialmente fatal.
O uso de fluvoxamina em combinação com lítio (usado no tratamento de pacientes gravemente doentes)
deve ser realizado com cautela, uma vez que lítio (e possivelmente, o triptofano) aumenta os efeitos
serotoninérgicos da fluvoxamina. O uso desta associação de medicamentos deve ser limitado a pacientes
com depressão grave resistente à medicação.
Anticoagulantes: o risco de hemorragia pode aumentar e, portanto, estes pacientes devem ser
monitorados de perto.
Não ingerir álcool durante o tratamento com fluvoxamina.
Testes laboratoriais: não existe relato de interferência na precisão dos resultados de testes laboratoriais
(testes de coagulação, dosagens bioquímicas e hormonais) durante tratamento com fluvoxamina.
Atenção: Contém o corante dióxido de titânio.Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Este medicamento deve ser mantido em sua embalagem original.
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 ºC a 30 ºC). Proteger da umidade.
Se armazenado nas condições indicadas, o medicamento se manterá próprio para consumo pelo prazo de
validade impresso na embalagem externa.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento:
Maleato de fluvoxamina 50 mg: Comprimido circular branco a quase branco, com vinco em uma das
faces.
Maleato de fluvoxamina 100 mg: Comprimido oval, branco a quase branco, sulcado nas 2 faces e sulcado
na lateral.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você
observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Os comprimidos de fluvoxamina podem ser divididos em duas partes iguais, são para uso oral (boca) e
devem ser ingeridos com água. A dose máxima de fluvoxamina que pode ser administrada com segurança
ao paciente é 300 mg/dia.
A necessidade de manutenção do tratamento deve ser reavaliada periodicamente, sendo razoável
considerar a continuidade do tratamento por mais de 10 semanas em pacientes responsivos.
Os comprimidos de 50 e 100 mg podem ser partidos. A parte não utilizada do comprimido deve ser
guardada na embalagem original e administrada no prazo máximo de 1 dia.
Sempre administre este medicamento exatamente como seu médico prescreveu. Se você tiver alguma
dúvida, entre em contato com seu médico.Depressão
A dose inicial recomendada é de 50 mg ou 100 mg, dose única, ao anoitecer. Recomenda-se aumentar a
dose gradualmente, até atingir a dose eficaz. A dose eficaz diária geralmente é de 100 mg, entretanto
esta deve ser ajustada de acordo com a resposta individual do paciente. Têm sido administradas doses de
até 300 mg ao dia. Recomenda-se que doses totais diárias acima de 150 mg sejam administradas em doses
divididas.
De acordo com as recomendações da OMS, o tratamento com medicamentos antidepressivos deve
continuar por pelo menos 6 meses após a recuperação de um episódio depressivo.
É recomendada uma dose única diária de 100 mg de fluvoxamina para prevenção de recorrência da
depressão.
Para esta indicação, este medicamento não é recomendado para uso em crianças e adolescentes com
menos de 18 anos. Não há eficácia e segurança estabelecidas para este grupo de pacientes.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo
A dose inicial recomendada é de 50 mg ao dia, por 3-4 dias, devendo ser aumentada até a obtenção da
resposta clínica desejada, não ultrapassando a dose de 300 mg/dia (adultos) e 200 mg/dia (crianças acima
de 8 anos e adolescentes). A dose eficaz diária geralmente varia entre 100 mg e 300 mg. O ajuste da dose
deve ser cuidadoso e individualizado, a fim de manter o paciente com a menor dose eficaz.
Sintomas de abstinência/descontinuação de fluvoxamina: vide seção 4. O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você esquecer de tomar seu medicamento, não dobre a dose para compensar. Caso você precise de
mais informações, entre em contato com o seu médico.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
As frequências de ocorrência dos eventos adversos nos pacientes que utilizam este medicamentoestão listadas conforme o seguinte parâmetro:
Comuns: ocorrem entre 1 e 10 casos em 100 pacientes tratados;
Incomuns: ocorrem em menos de um caso em 100 pacientes tratados;
Raras: ocorrem em menos de um caso em 1000 pacientes tratados;
Não conhecidas: não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis.
Comuns: anorexia (falta de apetite), agitação (inquietação), nervosismo, ansiedade, insônia (falta de
sono), sonolência (forte sonolência), tremor (músculos trêmulos), cefaleia (dor de cabeça), vertigem,
palpitação/taquicardia (aumento da frequência cardíaca), dor abdominal, constipação, diarreia, boca
seca, dispepsia (dor de estômago), náusea, vômito, hiperidrose (transpiração intensa), astenia
(fraqueza) e indisposição (sensação de desconforto generalizado ou mal-estar).
Incomuns: alucinação, confusão, agressividade, sintomas extrapiramidais (ocorrência de
movimentos involuntários), ataxia (movimentos musculares descoordenados), hipotensão (ortostática)
(diminuição da pressão arterial, especialmente relacionada à mudança de postura, por exemplo,
levantar-se após um período sentado), reações de hipersensibilidade cutânea, incluindo edema
angioneurótico (inchaço na face e/ou membros), erupção cutânea, prurido (coceira), artralgia (dor nas
articulações), mialgia (dor nos músculos) e ejaculação anormal (retardada).
Raras: mania (humor patologicamente elevado), convulsão (crise epiléptica), alteração do
funcionamento do fígado, reações de fotossensibilidade (reações de sensibilidade na pele devido aos
raios UV) e galactorreia (produção espontânea de leite).
Não conhecidas: hiperprolactinemia, secreção inapropriada do hormônio antidiurético, hiponatremia
(baixos níveis plasmáticos de sódio), ganho ou perda de peso, casos de pensamentos e comportamentos
suicidas, síndrome serotoninérgica, síndrome neuroléptica maligna, acatisia/inquietação psicomotora,
parestesia (sensação de formigamento ou outra sensação incomum), disgeusia (alteração no paladar),
glaucoma, midríase, hemorragia [por exemplo, hemorragia gastrintestinal, ginecológica, equimose e
púrpura (aparência de manchas/áreas vermelhas maiores ou menores devido a sangramentos sob a
pele e/ou hematoma)], fratura óssea, desordens de micção [incluindo retenção urinária, incontinência
urinária, polaciúria (aumento na frequência de micção), noctúria (necessidade de micção à noite) e
enurese (micção involuntária)], anorgasmia (dificuldade para obter orgasmo), alterações menstruais
[tais como amenorreia (ausência de menstruação), hipomenorreia (pouco fluxo ou menstruações de
duração curta), metrorragia (sangramento não menstrual) e menorragia (menstruação excessiva)],
hemorragia pós-parto1, síndrome de descontinuação do medicamento incluindo síndrome neonatal de
descontinuação do medicamento.
1Este evento foi relatado para a classe terapêutica dos ISRSs.Sintomas observados na descontinuação do tratamento com fluvoxamina: vide seção 4. O QUE
DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis
pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Não tome doses superiores às recomendadas pelo médico.
Doses de fluvoxamina acima do recomendado podem resultar em problemas gastrointestinais (náusea,
vômito e diarreia), sonolência (sono excessivo), vertigem, eventos cardíacos como taquicardia (aumento
incomum do batimento cardíaco), bradicardia (diminuição incomum do batimento cardíaco), hipotensão
(pressão arterial baixa). Fluvoxamina tem uma larga margem de segurança na superdose. Desde a
introdução do produto no mercado, dados de morte, resultados de superdose de fluvoxamina isolada, têm
sido extremamente raros. Eventualmente, foram observadas complicações mais graves em casos de
superdose intencional com fluvoxamina em associação com outros fármacos. Nesses casos, o paciente
deverá ser encaminhado imediatamente para cuidados médicos.
Não há antídoto específico para fluvoxamina. Em situações de superdosagem, o estômago deve ser
esvaziado o mais depressa possível e tratamento sintomático de suporte deve ser iniciado. Recomenda-
se o uso repetido de carvão ativado juntamente com laxante osmótico (se necessário). Diurese forçada
(indução da micção) ou diálise (purificação mecânica do sangue) não mostraram ser benéficas.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e
leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar
de mais orientações.
III – DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA
Registro: 1.3517.0090.
Registrado e produzido por:
Althaia S.A Indústria Farmacêutica
Av Tégula, 888 – Galpão 01, 15, 16, 17, 19, 20, 21
Cond Empresarial AtibaiaPonte Alta – Atibaia – SP
CEP 12952-820
CNPJ 48.344.725/0007-19
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 30/01/2025.Bula Paciente:
Histórico de Alteração da Bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera a bula* Dados das alterações de bulas
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Nº do
Data do
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Assunto
Assunto
Itens de bula
expediente
expediente
expediente
expediente
aprovação
(VP/VPS)
relacionadas
03/03/2026
Gerado no
momento
do
protocolo
10459 –
GENÉRICO –
Inclusão Inicial de
Texto de Bula –
RDC 60/12
NA NA NA NA Versão inicial VP/VPS
50 mg com rev x 30
100 mg com rev x 30
100 mg com rev x 60
16
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