drospirenona + etinilestradiol
Althaia S.A. Indústria Farmacêutica
Comprimido revestido
3 mg + 0,02 mgdrospirenona + etinilestradiol
I – IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
drospirenona + etinilestradiol
Medicamento Genérico Lei nº 9.787, de 1999
APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos 3 mg + 0,02 mg: embalagem com 24 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO:
Cada comprimido revestido contém:
drospirenona …………………………………………………………………………………………………………………………. 3 mg
etinilestradiol ……………………………………………………………………………………………………………………. 0,02 mg
Excipientes *q.s.p ……………………………………………………………………………………………………… 1 comprimido
*Excipientes: lactose monoidratada, amido, povidona, croscarmelose sódica, polissorbato 80, estearato de
magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco, óxido de ferro amarelo, óxido de ferro
vermelho e óxido de ferro preto.
II – INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1.INDICAÇÕES
Contraceptivo oral, com efeitos antimineralocorticoide e antiandrogênico que beneficiam também as
mulheres que apresentam retenção de líquido de origem hormonal e seus sintomas.
Tratamento de acne vulgaris moderada em mulheres que buscam adicionalmente proteção contraceptiva.
2.RESULTADOS DE EFICÁCIA
Os contraceptivos orais combinados (COCs) são utilizados para prevenir a gravidez.
Quando usados corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano. O índice de falha pode
aumentar quando há esquecimento de tomada dos comprimidos ou quando estes são tomados
incorretamente, ou ainda em casos de vômito dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido ou
diarreia intensa, bem como interações medicamentosas.
Estudos Clínicos para Contracepção:
No estudo preliminar de eficácia contraceptiva de drospirenona 3mg / etinilestradiol 0,02 mg, de até um
ano de duração, foram recrutadas 1.027 pacientes, entre 17 e 36 anos, e 11.480 ciclos de 28 dias de uso
foram completados. Destas, 87,8% eram caucasianas, 4,6% hispânicas, 4,3% negras, 1,2% asiáticas e
2,1% outras. Mulheres com IMC (Índice de Massa Corporal) maior que 35 foram excluídas do estudo. Ataxa de gestações (índice de Pearl) foi de 1,41% mulheres/ano de uso baseado em 12 gestações que
ocorreram após o início do tratamento e dentro dos 14 dias após a última dose de drospirenona +
etinilestradiol em mulheres com 35 anos de idade ou menos durante os ciclos nos quais nenhuma outra
forma de contracepção foi utilizada.
Estudos Clínicos para Acne:
Em dois estudos multicêntricos, duplo-cego, randomizados, controlados com placebo, 889 pacientes com
idade entre 14 e 45 anos, com acne moderada receberam drospirenona + etinilestradiol ou placebo durante
6 ciclos de 28 dias. Os endpoints primários de eficácia foram a porcentagem de alteração das lesões
inflamatórias, das lesões não-inflamatórias, do total de lesões e a porcentagem de pacientes com índice de
regressão total ou quase total na avaliação global estabelecida pelo investigador (ISGA) no 15º dia do 6º
ciclo, como apresentado na tabela a seguir:
Estudo 1 Estudo 2
drospirenona +
drospirenona +
Placebo
Placebo
etinilestradiol
etinilestradiol
N=230
N=213
N=228
N=218
ISGA Porcentagem de
Sucesso 35 (15%) 10 (4%) 46 (21%) 19 (9%)
Lesões Inflamatórias
média basal
média absoluta de
33
15 (48%)
33
11 (32%)
32
16 (51%)
32
11 (34%)
redução (%)
Lesões não-inflamatórias
média basal
média absoluta de
47
18 (39%)
47
10 (18%)
44
17 (42%)
44
11 (26%)
redução (%)
Total de Lesões
média basal
média absoluta de
80
33 (42%)
80
21 (25%)
76
33 (46%)
76
31%)
redução (%)
3.CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacodinâmica
O efeito anticoncepcional dos contraceptivos orais combinados (COCs) baseia-se na interação de diversos
fatores, sendo que os mais importantes são inibição da ovulação e alterações na secreção cervical.
Em um estudo de inibição da ovulação de 3 ciclos comparando drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02
mg com um COC contendo 3 mg de drospirenona / 0,020 mg de etinilestradiol em um regime
convencional de 21 dias, o regime de 24 dias de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg foi associado
a maior supressão do desenvolvimento folicular. Após a introdução intencional de erros de dosagemdurante o terceiro ciclo de tratamento, uma maior proporção de mulheres no regime de 21 dias apresentou
atividade ovariana, incluindo ovulações de escape, em comparação com as mulheres que tomaram
drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg.
Estudos de segurança de pós-comercialização (PASS) demonstraram que a frequência de diagnóstico de
TEV (Tromboembolismo Venoso) varia entre 7 e 10 por 10.000 mulheres por ano que utilizam COC com
baixa dose de estrogênio (< 0,05 mg de etinilestradiol). Dados mais recentes sugerem que a frequência de
diagnóstico de TEV é de aproximadamente 4 por 10.000 mulheres por ano em não usuárias de COCs e
não grávidas. Essa faixa está entre 20 a 30 por 10.000 mulheres grávidas ou no pós-parto.
O risco aumentado de TEV associado ao uso de COC é atribuído ao componente estrogênico. Estudos
epidemiológicos que compararam o risco de TEV associado ao uso de etinilestradiol / drospirenona ao
risco do uso de COCs contendo levonorgestrel relataram resultados que variam de sem diferença no risco
a aumento de três vezes no risco. A maioria dos estudos avaliaram drospirenona + etinilestradiol.
Dois estudos pós-aprovação foram concluídos especificamente para drospirenona 3 mg + etinilestradiol
0,03 mg. Em um deles, estudo prospectivo de vigilância ativa, verificou-se que a incidência de TEV em
mulheres com ou sem outros fatores de risco para TEV, que usaram drospirenona 3 mg + etinilestradiol
0,03 mg, está na mesma faixa de usuárias de COCs com o componente levonorgestrel ou de outros COCs
(de várias outras marcas). O outro estudo prospectivo e controlado, comparando usuárias de etinilestradiol
0,03 mg / drospirenona 3mg a usuárias de outros COCs, também confirmou incidência similar de TEV
entre todas as coortes.
Em dois estudos multicêntricos, duplo-cego, randomizados, controlados com placebo sobre eficácia
clínica e segurança de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg como terapia para lesões acneicas em
mulheres com acne vulgaris moderada, observaram-se efeitos antiacneicos clínica e estatisticamente
significativos sobre todas as variáveis primárias de eficácia (lesão inflamatória, lesão não-inflamatória,
contagem total de lesões, número e porcentagem de pacientes com índice de regressão total ou quase total
na avaliação global estabelecida pelo investigador (Investigator´s Stated Global Assessment – ISGA), bem
como sobre a maioria das variáveis secundárias de eficácia.
A drospirenona é desprovida de qualquer atividade androgênica, estrogênica, glicocorticoide e
antiglicocorticoide. Isto, em conjunto com suas propriedades antimineralocorticoide e antiandrogênica,
lhe confere um perfil bioquímico e farmacológico muito similar ao do hormônio natural progesterona.
Farmacocinética
– Drospirenona
Absorção:
A drospirenona é rápida e quase que totalmente absorvida quando administrada por via oral. Os níveis
séricos máximos do fármaco, de aproximadamente 35 ng/mL, são alcançados cerca de 1 a 2 horas após a
ingestão de dose única. Sua biodisponibilidade está compreendida entre 76 e 85%. A ingestão de
alimentos não influenciou na biodisponibilidade da drospirenona quando comparada com a ingestão do
fármaco com estômago vazio.Distribuição:
Após administração oral, os níveis séricos de drospirenona diminuem em duas fases que são
caracterizadas por tempos de meias-vida de 1,6 ± 0,7 horas e 27,0 ± 7,5 horas, respectivamente. A
drospirenona liga-se à albumina sérica e não à globulina de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) ou à
globulina transportadora de corticosteroides (CBG).
Somente 3 a 5% das concentrações séricas totais do fármaco estão presentes na forma de esteroides livres.
O aumento da SHBG induzido pelo etinilestradiol não afeta a ligação da drospirenona às proteínas
séricas. A média do volume aparente de distribuição da drospirenona é de 3,7 ± 1,2 L/kg.
Metabolismo:
A drospirenona é extensivamente metabolizada após administração oral. No plasma, seus principais
metabólitos são a forma ácida da drospirenona, formada pela abertura do anel de lactona, e o 4,5-di-hidro-
drospirenona-3-sulfato, formado pela redução e subsequente sulfatação. A drospirenona está também
sujeita ao metabolismo oxidativo catalisado pelo CYP 3A4.
Eliminação:
A taxa de depuração metabólica da drospirenona no soro é de 1,5 ± 0,2 mL/min/kg. A drospirenona é
excretada somente em pequenas quantidades na forma inalterada. Seus metabólitos são eliminados com as
fezes e urina na proporção de aproximadamente 1,2 a 1,4. A meia-vida de eliminação dos metabólitos
pela urina e fezes é de cerca de 40 horas.
Condições no estado de equilíbrio:
Durante um ciclo de tratamento, a concentração sérica máxima da drospirenona no estado de equilíbrio de
cerca de 60 ng/mL é alcançada após aproximadamente 7 a 14 dias de uso.
Como consequência da razão entre o tempo de meia-vida terminal e o intervalo de dose, os níveis séricos
de drospirenona acumulam-se em um fator de aproximadamente 2 a 3.
Acúmulos adicionais nos níveis de drospirenona foram observados entre os ciclos 1 e 6 e, posteriormente,
não foram mais observados.
Populações especiais:
– Efeito na disfunção renal: os níveis séricos da drospirenona no estado de equilíbrio, em mulheres com
alteração renal leve (depuração de creatinina CLcr, 50 a 80 mL/min), foram comparáveis aos níveis em
mulheres com função renal normal (CLcr, > 80 mL/min). Os níveis séricos da drospirenona foram em
média 37% mais elevados em mulheres com alteração renal moderada (CLcr, 30 a 50 mL/min) comparado
aos níveis em mulheres com função renal normal. O uso de drospirenona foi bem tolerado em todos os
grupos e não mostrou qualquer efeito clinicamente significativo na concentração sérica de potássio.
– Efeito na disfunção hepática: em mulheres com alteração hepática moderada, (Child-Pugh B) os perfis
de tempo / concentração sérica média da drospirenona foram comparáveis àqueles em mulheres com
função hepática normal, durante as fases de absorção/distribuição, com valores similares de Cmáx. A meia-vida terminal média da drospirenona foi 1,8 vezes maior nas voluntárias com alteração hepática moderada
do que nas voluntárias com função hepática normal. Uma diminuição de aproximadamente 50% na
depuração oral aparente (CL/f) foi verificada nas voluntárias com alteração hepática moderada quando
comparada àquelas com função hepática normal. A diminuição observada na depuração da drospirenona
em voluntárias com alteração hepática moderada, comparada às voluntárias normais, não se traduziu em
qualquer diferença aparente nas concentrações séricas de potássio entre os dois grupos de voluntárias.
Mesmo na presença de diabetes e tratamento concomitante com espironolactona (dois fatores que podem
predispor uma usuária à hipercalemia), não foi observado aumento nas concentrações séricas de potássio,
acima do limite superior da variação normal. Pode-se concluir que a drospirenona é bem tolerada em
pacientes com alteração hepática leve ou moderada (Child-Pugh B).
– Grupos étnicos: o impacto de fatores étnicos na farmacocinética da drospirenona e do etinilestradiol foi
avaliado após administração de doses orais únicas e repetidas a mulheres jovens e saudáveis, caucasianas
e japonesas. Os resultados mostraram que as diferenças étnicas entre mulheres japonesas e caucasianas
não tiveram influência clinicamente relevante na farmacocinética da drospirenona e do etinilestradiol.
– Etinilestradiol
Absorção:
O etinilestradiol administrado por via oral é rápida e completamente absorvido. Picos de concentração
sérica de aproximadamente 33 pg/mL são alcançados em 1 a 2 horas após administração oral única. A
biodisponibilidade absoluta, como resultado da conjugação pré-sistêmica e metabolismo de primeira
passagem, é de aproximadamente 60%. A ingestão concomitante de alimentos reduziu a
biodisponibilidade do etinilestradiol em cerca de 25% dos indivíduos estudados, enquanto nenhuma
alteração foi observada nos outros indivíduos.
Distribuição:
Os níveis séricos de etinilestradiol diminuem em duas fases; a fase de disposição terminal é caracterizada
por um tempo de meia-vida de aproximadamente 24 horas. O etinilestradiol liga-se alta e
inespecificamente à albumina sérica (aproximadamente 98,5%) e induz um aumento das concentrações
séricas de SHBG. Foi determinado um volume aparente de distribuição de cerca de 5 L/kg.
Metabolismo:
O etinilestradiol está sujeito a um significativo metabolismo de primeira passagem no intestino e no
fígado. O etinilestradiol e seus metabólitos oxidativos são conjugados primariamente com glicuronídeos
ou sulfato. A taxa de depuração metabólica do etinilestradiol é de cerca de 5 mL/min/kg.
Eliminação:
O etinilestradiol não é significativamente eliminado na forma inalterada. Os metabólitos do etinilestradiol
são eliminados na urina e bile na razão de 4:6. O tempo de meia-vida de eliminação do metabólito é de
aproximadamente um dia.Condições no estado de equilíbrio:
As condições no estado de equilíbrio são alcançadas durante a segunda metade de um ciclo de utilização e
os níveis séricos de etinilestradiol acumulam-se por um fator de cerca de 1,4 a 2,1.
4. CONTRAINDICAÇÕES:
Contraceptivos orais combinados (COCs) não devem ser utilizados na presença das condições listadas
abaixo. Se qualquer uma destas condições ocorrer pela primeira vez durante o uso de COCs, a sua
utilização deve ser descontinuada imediatamente.
− Presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos como, por
exemplo, trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto do miocárdio; ou de acidente vascular
cerebral;
− Presença ou história de sintomas e/ou sinais prodrômicos de trombose (p. ex.: episódio isquêmico
transitório, angina pectoris);
− Um alto risco de trombose arterial ou venosa (veja item “Advertências e precauções”);
− Hipertensão não controlada;
− hipercoagulopatia herdada ou adquirida;
− História de enxaqueca com sintomas neurológicos focais;
− Diabetes mellitus com alterações vasculares;
− Doença hepática grave, enquanto os valores da função hepática não retornarem ao normal;
− Insuficiência adrenal;
− Uso de medicamentos antivirais de ação direta contendo ombitasvir, paritaprevir ou dasabuvir e
associações destes medicamentos (Veja item “Interações medicamentosas”);
− Presença ou história de tumores hepáticos (benignos ou malignos);
− Diagnóstico ou suspeita de neoplasias dependentes de esteroides sexuais (p. ex., dos órgãos genitais
ou das mamas);
− Sangramento vaginal não-diagnosticado;
− Suspeita ou diagnóstico de gravidez;
− Hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos componentes do produto.
Categoria X (Em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais,
havendo clara evidência de risco para o feto que é maior do que qualquer benefício possível para a
paciente) – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar
grávidas durante o tratamento.
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES:
Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco mencionados a seguir, os
benefícios da utilização de COCs devem ser avaliados frente aos possíveis riscos para cada usuária
individualmente e discutidos com a mesma antes de optar pelo início de sua utilização. Em casos deagravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de qualquer uma dessas condições ou
fatores de risco, a usuária deve entrar em contato com seu médico. Nestes casos, a continuação do uso do
produto deve ficar a critério médico.
– Distúrbios circulatórios
Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de COCs e um aumento do risco de
distúrbios tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, como infarto do miocárdio, acidentes
vasculares cerebrais, trombose venosa profunda e embolia pulmonar. A ocorrência destes eventos é rara.
O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso (TEV) é mais elevado durante o primeiro ano de uso
do contraceptivo hormonal. Este risco aumentado está presente após iniciar pela primeira vez o uso de
COC ou ao reiniciar o uso (após um intervalo de 4 semanas ou mais sem uso de pílula) do mesmo COC
ou de outro COC. Dados de um grande estudo coorte, prospectivo, de 3 braços sugerem que este risco
aumentado está presente principalmente durante os 3 primeiros meses. O risco geral de TEV em usuárias
de COCs contendo estrogênio em baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) é duas a três vezes maior que
em não usuárias de COCs que não estejam grávidas e continua a ser menor do que o risco associado à
gravidez e ao parto.
O TEV pode provocar risco para a vida da usuária ou pode ser fatal (em 1 a 2% dos casos).
O tromboembolismo venoso (TEV) se manifesta como trombose venosa profunda e/ou embolia
pulmonar, e pode ocorrer durante o uso de qualquer COC.
Em casos extremamente raros, tem sido observada a ocorrência de trombose em outros vasos sanguíneos
como, por exemplo, em veias e artérias hepáticas, mesentéricas, renais, cerebrais ou retinianas, em
usuárias de COCs.
Sintomas de trombose venosa profunda (TVP) podem incluir: inchaço unilateral em membro inferior ou
ao longo da veia da perna, dor ou sensibilidade na perna que pode ser sentida apenas quando se está em
pé ou andando, calor aumentado na perna afetada, descoloração ou hiperemia da pele da perna.
Sintomas de embolia pulmonar (EP) podem incluir: início súbito inexplicável de dispneia ou taquipneia;
tosse de início abrupto que pode levar a hemoptise; angina aguda que pode aumentar com a respiração
profunda; ansiedade; tontura severa ou vertigem; batimento cardíaco rápido ou irregular. Alguns destes
sintomas (por exemplo, dispneia, tosse) não são específicos e podem ser erroneamente interpretados como
eventos mais comuns ou menos graves (por exemplo, infecções do trato respiratório).
Um evento tromboembólico arterial pode incluir acidente vascular cerebral, oclusão vascular ou infarto
do miocárdio (IM). Sintomas de um acidente vascular cerebral podem incluir: diminuição da
sensibilidade ou da força motora afetando, de forma súbita a face, braço ou perna, especialmente em um
lado do corpo; confusão súbita, dificuldade para falar ou compreender; dificuldade repentina para
enxergar com um ou ambos os olhos; súbita dificuldade para caminhar, tontura, perda de equilíbrio ou de
coordenação, cefaleia repentina, intensa ou prolongada, sem causa conhecida, perda de consciência ou
desmaio, com ou sem convulsão. Outros sinais de oclusão vascular podem incluir: dor súbita, inchaço e
cianose de uma extremidade, abdome agudo.
Sintomas de IM podem incluir: dor, desconforto, pressão, peso, sensação de aperto ou estufamento no
peito, braço ou abaixo do esterno; desconforto que se irradia para as costas, mandíbula, garganta, braços,estômago; sensação de saciedade, indigestão ou asfixia, sudorese, náuseas, vômitos ou tontura, fraqueza
extrema, ansiedade ou dispneia, batimentos cardíacos rápidos ou irregulares.
Eventos tromboembólicos arteriais podem provocar risco para a vida da usuária ou podem ser fatais.
O potencial para um risco sinérgico aumentado de trombose deve ser considerado em mulheres que
possuem uma combinação de fatores de risco ou apresentem um fator de risco individual mais grave. Este
risco aumentado pode ser maior que um simples risco cumulativo de fatores. Um COC não deve ser
prescrito em caso de uma avaliação risco-benefício negativa (veja item “Contraindicações”).
O risco de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente vascular cerebral,
aumenta com:
• Idade;
• Obesidade (índice de massa corpórea superior a 30 Kg/m2);
• História familiar positiva (isto é, tromboembolismo venoso ou arterial detectado em um(a)
irmão(ã) ou em um dos progenitores em idade relativamente jovem). Se há suspeita ou
conhecimento de predisposição hereditária, a usuária deve ser encaminhada a um especialista
antes de decidir pelo uso de qualquer COC;
• Imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, qualquer intervenção cirúrgica em membros
inferiores ou trauma extenso. Nestes casos, é aconselhável descontinuar o uso do COC (em casos
de cirurgia programada com pelo menos 4 semanas de antecedência) e não o reiniciá-lo até duas
semanas após o total restabelecimento;
• Tabagismo (com consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco torna-se ainda maior,
especialmente em mulheres com idade superior a 35 anos);
• Dislipoproteinemia;
• Hipertensão;
• Enxaqueca;
• Valvopatia;
• Fibrilação atrial.
Fumar aumenta o risco deste medicamento causar problemas no coração e vasos sanguíneos.
Não prescreva este medicamento para mulheres com histórico de tromboembolismo venoso
associado à gravidez ou ao uso de estrogênios exógenos, ou mesmo de causa desconhecida.
Não há consenso quanto à possível influência de veias varicosas e de tromboflebite superficial na gênese
do tromboembolismo venoso.
Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo no puerpério (para informações sobre
gravidez e lactação veja o item “Gravidez e lactação”).
Outras condições clínicas que também têm sido associadas aos eventos adversos circulatórios são:
diabetes mellitus, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica, patologia intestinal
inflamatória crônica (doença de Crohn ou colite ulcerativa) e anemia falciforme.Um aumento da frequência ou da intensidade de enxaqueca durante o uso de COCs pode ser motivo para
a suspensão imediata do mesmo, dada a possibilidade deste quadro representar o início de um evento
vascular cerebral.
Os fatores bioquímicos que podem indicar predisposição hereditária ou adquirida para trombose arterial
ou venosa incluem: resistência à proteína C ativada (PCA), hiperhomocisteinemia, deficiências de
antitrombina III, de proteína C e de proteína S, anticorpos antifosfolipídios (anticorpos anticardiolipina,
anticoagulante lúpico).
Na avaliação da relação risco-benefício, o médico deve considerar que o tratamento adequado de uma
condição clínica pode reduzir o risco associado de trombose e que o risco associado à gestação é mais
elevado do que aquele associado ao uso de COCs de baixa dose (menor que 0,05 mg de etinilestradiol).
Em caso de suspeita ou confirmação de TEV ou ATE, o uso de COCs deve ser descontinuado. Em caso
de início de terapia anticoagulante, método contraceptivo alternativo adequado deve ser iniciado, em
função do efeito teratogênico das cumarinas anticoagulantes.
– Tumores
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente por HPV (Papiloma Vírus
Humano). Alguns estudos epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado pode
contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo a controvérsia sobre a extensão em que esta
ocorrência possa ser atribuída aos fatores confundidores (viéses), por exemplo, da realização de citologia
cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira. Uma metanálise
de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que existe pequeno aumento do risco relativo (RR = 1,24)
para câncer de mama diagnosticado em mulheres que estejam usando COCs. Este aumento desaparece
gradualmente nos 10 anos subsequentes à suspensão do uso do COC.
Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o aumento no número
de diagnósticos de câncer de mama em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao
risco total de câncer de mama. Estes estudos não fornecem evidências de causalidade. O padrão
observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico precoce de câncer de mama em usuárias
de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os casos de câncer de mama
diagnosticados em usuárias de que já utilizaram alguma vez os COCs tendem a ser clinicamente menos
avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram COCs.
Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos em usuárias
de COCs. Em casos isolados, estes tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco para a
vida da usuária. A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no diagnóstico diferencial de
usuárias de COCs que apresentarem dor intensa em abdome superior, aumento do tamanho do fígado ou
sinais de hemorragia intra-abdominal.
Tumores malignos podem provocar risco para a vida da usuária ou podem ser fatais.
– Outras condições
A capacidade de excretar potássio pode estar limitada em usuárias com insuficiência renal. Em um estudo
clínico, a ingestão de drospirenona não apresentou efeito sobre a concentração sérica de potássio emusuárias com insuficiência renal leve ou moderada. Pode existir risco teórico de hipercalemia apenas em
usuárias com insuficiência renal, cujo nível de potássio sérico, antes do início do uso do COC, encontre-
se no limite superior da normalidade e que adicionalmente estejam utilizando medicamentos poupadores
de potássio.
Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com história familiar, podem apresentar risco aumentado de
desenvolver pancreatite durante o uso de COCs.
Embora tenham sido relatados discretos aumentos da pressão arterial em muitas usuárias de COCs, os
casos de relevância clínica são raros. O efeito antimineralocorticoide da drospirenona pode neutralizar o
aumento da pressão arterial induzido pelo etinilestradiol, observado em mulheres normotensas que
utilizam outros COCs. Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção de hipertensão clinicamente
significativa, durante o uso de COC, é prudente que o médico descontinue o uso do produto e trate a
hipertensão. Se for considerado apropriado, o uso do COC pode ser reiniciado, caso os níveis pressóricos
se normalizem com o uso de terapia antihipertensiva.
Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto durante a gestação quanto
durante o uso de COC, no entanto, a evidência de uma associação com o uso de COC é inconclusiva:
icterícia e/ou prurido relacionados à colestase; formação de cálculos biliares; porfiria; lúpus eritematoso
sistêmico; síndrome hemolítico-urêmica; coreia de Sydenham; herpes gestacional; perda da audição
relacionada com a otosclerose. Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem
induzir ou intensificar os sintomas de angioedema. Os distúrbios agudos ou crônicos da função hepática
podem requerer a descontinuação do uso de COC, até que os marcadores da função hepática retornem aos
valores normais. A recorrência de icterícia colestática que tenha ocorrido pela primeira vez durante a
gestação, ou durante o uso anterior de esteroides sexuais, requer a descontinuação do uso de COCs.
Embora os COCs possam exercer efeito sobre a resistência periférica à insulina e sobre a tolerância à
glicose, não há qualquer evidência da necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias de
COCs de baixa dose (menor que
0,05mg de etinilestradiol) que sejam diabéticas. Entretanto, deve-se manter monitoramento cuidadoso
enquanto estas usuárias estiverem utilizando COCs.
O uso de COCs foi associado à doença de Crohn e a colite ulcerativa.
Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma, sobretudo em usuárias com história de cloasma gravídico.
Mulheres predispostas ao desenvolvimento de cloasma devem evitar exposição ao sol ou à radiação
ultravioleta enquanto estiverem usando COCs.
Estudos sugerem um pequeno aumento do risco relativo de desenvolver doenças da vesícula biliar entre
usuárias de COCs.
Mulheres com histórico de depressão devem ser cuidadosamente observadas e o uso de drospirenona +
etinilestradiol deve ser interrompido se a depressão recidivar em um grau sério.
Dados de segurança pré-clínicaEm um estudo de 24 meses sobre carcinogenicidade oral em camundongos, que receberam 10 mg/kg/dia
de drospirenona isoladamente ou 1 + 0,01, 3 + 0,03 e 10 + 0,1 mg/kg/dia de drospirenona e etinilestradiol,
correspondendo a 0,1 a 2 vezes a exposição (AUC de drospirenona) de mulheres que tomam uma dose
contraceptiva, houve um aumento de carcinomas na glândula harderiana no grupo que recebeu a dose alta
de drospirenona isoladamente. Em um estudo semelhante em ratos, que receberam 10 mg/kg/dia de
drospirenona isoladamente ou 0,3 + 0,003, 3 + 0,03 e 10 + 0,1 mg/kg/dia de drospirenona e
etinilestradiol, correspondendo a 0,8 a 10 vezes a exposição de mulheres que tomam uma dose
contraceptiva, houve um aumento da incidência de feocromocitomas benignos e totais (benignos e
malignos) na glândula adrenal no grupo que recebeu a dose alta de drospirenona.
Há amplo consenso científico de que os hormônios esteroides podem estimular o crescimento de certos
tecidos e tumores dependentes de hormônios e, por isso, apresentam um risco carcinogênico.
– Consultas/exames médicos
Antes de iniciar ou retomar o uso do COC, é necessário obter história clínica detalhada e realizar exame
clínico completo, considerando os itens descritos em “Contraindicações” e “Advertências e precauções”;
estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente durante o uso de COCs. A avaliação médica
periódica é igualmente importante porque as contraindicações (p.ex., um episódio isquêmico transitório,
etc.) ou fatores de risco (p.ex., história familiar de trombose arterial ou venosa) podem aparecer pela
primeira vez durante a utilização do COC. A frequência e a natureza destas avaliações devem ser
baseadas nas condutas médicas estabelecidas e adaptadas a cada usuária, mas devem, em geral, incluir
atenção especial à pressão arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical.
As usuárias devem ser informadas de que os contraceptivos orais não protegem contra infecções causadas
pelo HIV (AIDS) e outras doenças sexualmente transmissíveis.
Informe ao paciente que este medicamento não protege contra infecções sexualmente
transmissíveis, recomendando o uso de preservativo sempre que for necessário.
– Redução da eficácia
A eficácia dos COCs pode ser reduzida nos casos de esquecimento de tomada dos comprimidos (veja
subitem “Comprimidos esquecidos”), distúrbios gastrintestinais (veja subitem “Procedimento em caso de
distúrbios gastrintestinais”) ou tratamento concomitante com outros medicamentos (veja itens “Posologia
e modo de usar” e “Interações medicamentosas”).
– Redução do controle de ciclo
Como ocorre com todos os COCs, pode surgir sangramento irregular (gotejamento ou sangramento de
escape), especialmente durante os primeiros meses de uso.
Portanto, a avaliação de qualquer sangramento irregular somente será significativa após um período de
adaptação de cerca de três ciclos.Se o sangramento irregular persistir ou ocorrer após ciclos anteriormente regulares, devem ser
consideradas causas não-hormonais e, nestes casos, são indicados procedimentos diagnósticos
apropriados para exclusão de neoplasia ou gestação.
Estas medidas podem incluir a realização de curetagem.
É possível que em algumas usuárias não ocorra o sangramento por privação durante o intervalo de pausa.
Se a usuária ingeriu os comprimidos segundo as instruções descritas no item “Posologia e modo de usar”,
é pouco provável que esteja grávida.
Porém, se o COC não tiver sido ingerido corretamente no ciclo em que houve ausência de sangramento
por privação ou se não ocorrer sangramento por privação em dois ciclos consecutivos, deve-se excluir a
possibilidade de gestação antes de continuar a utilização do COC.
– Gravidez e lactação
– Gravidez
Este medicamento é contraindicado durante a gravidez. Caso a usuária engravide durante o uso deste
medicamento, deve-se descontinuar o seu uso. Entretanto, estudos epidemiológicos abrangentes não
revelaram risco aumentado de malformações congênitas em crianças nascidas de mulheres que tenham
utilizado COC antes da gestação.
Também não foram verificados efeitos teratogênicos decorrentes da ingestão acidental de COCs no início
da gestação.
Os dados disponíveis sobre o uso de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg durante a gravidez são
muito limitados para extrair conclusões sobre efeitos negativos do produto na gravidez, saúde do feto ou
do neonato. Ainda não existem dados epidemiológicos relevantes.
Categoria X (Em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais,
havendo clara evidência de risco para o feto que é maior do que qualquer benefício possível para a
paciente) – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar
grávidas durante o tratamento.
– Lactação
Os COCs podem afetar a lactação, uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do
leite materno. Portanto, em geral, não é recomendável o uso de COCs até que a lactante tenha suspendido
completamente a amamentação
do seu filho. Pequenas quantidades dos esteroides contraceptivos e/ou de seus metabólitos podem ser
excretadas com o leite materno.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: O uso deste medicamento no período
da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
– Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinasNão foram conduzidos estudos sobre os efeitos na habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Não
foram observados efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas em usuárias de COCs.
Atenção: Contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g/comprimido revestido.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-
galactose.
Atenção: Contém os corantes dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo, preto e vermelho.
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
Efeitos de outros medicamentos sobre drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg.
As interações medicamentosas podem ocorrer com fármacos indutores das enzimas microssomais, o que
pode resultar em aumento da depuração dos hormônios sexuais e pode produzir sangramento de escape
e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral.
A indução enzimática já pode ser observada após alguns dias de tratamento. Geralmente, a indução
enzimática máxima é observada dentro de poucas semanas. Após a interrupção da administração do
medicamento, a indução enzimática pode ser mantida por cerca de 4 semanas.
Usuárias sob tratamento com qualquer uma destas substâncias, devem utilizar temporária e
adicionalmente um método contraceptivo de barreira ou escolher um outro método contraceptivo. O
método de barreira deve ser usado concomitantemente, assim como nos 28 dias posteriores à sua
descontinuação. Se a necessidade de utilização do método de barreira estender-se além do final da cartela
do COC, a usuária deverá iniciar a cartela seguinte imediatamente após o término da cartela em uso, sem
proceder ao intervalo de pausa habitual.
– Substâncias que aumentam a depuração dos COCs (eficácia dos COCs diminuída por indução
enzimática), por exemplo:
fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e também, possivelmente oxcarbazepina,
topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo Erva-de-São-João.
– Substâncias com efeito variável na depuração dos COCs, por exemplo:
Quando coadministrados com COCs, muitos inibidores das HIV/HCV proteases e inibidores não
nucleosídeos da transcriptase reversa podem aumentar ou diminuir as concentrações plasmáticas de
estrogênios ou progestógenos. Essas alterações podem ser clinicamente relevantes em alguns casos.
– Substâncias que diminuem a depuração dos COCs (inibidores enzimáticos)
Inibidores potentes e moderados do CYP 3A4 tais como antifúngicos azólicos (como por exemplo,
itraconazol, voriconazol, fluconazol), verapamil, antibióticos macrolídeos (como por exemplo,
claritromicina, eritromicina), diltiazem e suco de toranja (grapefruit) podem aumentar as concentrações
plasmáticas de estrogênio ou progestógeno ou de ambos.Em um estudo de múltiplas doses com uma combinação de drospirenona (3 mg/dia) / etinilestradiol (0,02
mg/dia), coadministrada com cetoconazol, um potente inibidor do CYP 3A4, por 10 dias, resultou em um
aumento da ASC (0 – 24h) de 2,68 vezes (90% IC: 2,44 – 2,95) para drospirenona e 1,40 vezes (90% IC:
1,31 – 1,49) para o etinilestradiol.
Doses de 60 a 120 mg/dia de etoricoxibe têm demonstrado um aumento na concentração do plasma do
etinilestradiol de 1,4 – 1,6 vezes, respectivamente, quando tomado concomitantemente com um
contraceptivo hormonal combinado contendo 0,035 mg de etinilestradiol.
Efeitos dos COCs sobre outros medicamentos:
COCs podem interferir no metabolismo de outros fármacos; consequentemente, as concentrações
plasmática e tecidual podem aumentar (p.ex., ciclosporina) ou diminuir (p.ex., lamotrigina).
A drospirenona, in vitro, é capaz de inibir fraca a moderadamente enzimas do citocromo P450, CYP1A1,
CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4.
Observou-se em estudos de interações in vivo, em voluntárias que utilizavam omeprazol, sinvastatina ou
midazolam como substratos marcadores, que é pouco provável uma interação clinicamente relevante da
drospirenona, em doses de 3 mg, com o metabolismo de outros fármacos mediados pelo citocromo P450.
O etinilestradiol, in vitro, é um inibidor reversível do CYP2C19, CYP1A1 e CYP1A2, bem como um
inibidor, baseado no mecanismo, do CYP3A4/5, CYP2C8 e CYP2J2.
Em estudos clínicos, a administração de contraceptivos hormonais contendo etinilestradiol não levou a
qualquer aumento ou somente um discreto aumento das concentrações plasmáticas dos substratos do
CYP3A4 (por exemplo, midazolam) enquanto que as concentrações plasmáticas dos substratos do
CYP1A2 podem aumentar discretamente (por exemplo, teofilina) ou moderadamente (por exemplo,
melatonina e tizanidina).
Interações farmacodinâmicas:
A coadministração de medicamentos contendo etinilestradiol com medicamentos antivirais de ação direta,
como ombitasvir, paritaprevir ou dasabuvir e combinações destes medicamentos, tem demonstrado o
aumento dos níveis de ALT maiores que 20 vezes o limite superior, considerado normal para mulheres
saudáveis e mulheres infectadas por HCV (veja item “Contraindicações”).
Outras Interações:
Potássio sérico:
Existe um potencial teórico para aumento no potássio sérico em usuárias de drospirenona 3 mg +
etinilestradiol 0,02 mg que estejam tomando outros medicamentos que podem aumentar os níveis séricos
de potássio. Tais medicamentos incluem antagonistas do receptor de angiotensina II, diuréticos
poupadores de potássio e antagonistas da aldosterona. Entretanto, em estudos avaliando a interação da
drospirenona (combinada com estradiol) com um inibidor da enzima conversora de angiotensina ou
indometacina, nenhuma diferença clínica ou estatisticamente significativa nas concentrações séricas de
potássio foi observada.Alterações em exames laboratoriais
O uso de esteroides presentes nos contraceptivos pode influenciar os resultados de certos exames
laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das funções hepática, tireoidiana, adrenal e renal; níveis
plasmáticos de proteínas (transportadoras), por exemplo, globulina de ligação a corticosteroides e frações
lipídicas/lipoprotéicas; parâmetros do metabolismo de carboidratos e parâmetros da coagulação e
fibrinólise. As alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial considerado normal. A
drospirenona provoca aumento na aldosterona plasmática e na atividade da renina plasmática, induzidos
pela sua leve atividade antimineralocorticoide.
Deve-se avaliar também as informações contidas na bula do medicamento utilizado concomitantemente a
fim de identificar interações em potencial.
7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO:
O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz e
umidade.
Este medicamento tem o prazo de validade de 18 meses a partir da data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento:
drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg: Comprimidos revestidos, redondos, na cor rosada.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
8. POSOLOGIA E MODO DE USAR:
Como usar drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg
Uso oral
Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos na ordem indicada na cartela, por 24 dias consecutivos,
mantendo-se aproximadamente o mesmo horário e, se necessário, com pequena quantidade de líquido.
Cada nova cartela é iniciada após um intervalo de pausa de 4 dias sem a ingestão de comprimidos,
durante o qual deve ocorrer sangramento por privação hormonal (geralmente, em 2-3 dias após a ingestão
do último comprimido). Este sangramento pode não haver cessado antes do início de uma nova cartela.
– Início do uso de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg
– Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês anterior ao uso de
drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg
No caso da usuária não ter utilizado contraceptivo hormonal no mês anterior, a ingestão deve ser iniciada
no 1º dia do ciclo (1º dia de sangramento menstrual).– Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico
(contraceptivo) para drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg
Se a paciente estiver mudando de um outro COC, deve começar preferencialmente no dia posterior à
ingestão do último comprimido ativo (contendo hormônio) do contraceptivo usado anteriormente ou, no
máximo, no dia seguinte ao último dia de pausa ou de tomada de comprimidos inativos (sem hormônio).
Se a usuária estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente
no dia da retirada do último anel ou adesivo do ciclo ou, no máximo, no dia previsto para a próxima
aplicação.
– Mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno (minipílula, injeção,
implante ou Sistema Intrauterino com liberação de progestógeno)
Se a paciente estiver mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno (minipílula,
injeção, implante ou sistema intrauterino (SIU) com liberação de progestógeno), poderá iniciar o COC em
qualquer dia no caso da minipílula, ou no dia da retirada do implante ou do SIU, ou no dia previsto para a
próxima injeção. Nestes casos (uso anterior de minipílula, injeção, implante ou sistema intrauterino com
liberação de progestógeno), recomenda-se usar adicionalmente um método de barreira nos 7 primeiros
dias de ingestão.
– Após abortamento de primeiro trimestre:
Após abortamento de primeiro trimestre, pode-se iniciar o uso de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02
mg imediatamente, sem necessidade de adotar medidas contraceptivas adicionais.
– Após parto ou abortamento de segundo trimestre:
Após parto ou abortamento de segundo trimestre, é recomendável iniciar o COC no período entre o 21º e
o 28º dia após o procedimento. Se começar em período posterior, deve-se aconselhar o uso adicional de
um método de barreira nos 7 dias iniciais de ingestão. Se já tiver ocorrido relação sexual, deve-se
certificar de que a mulher não esteja grávida antes de iniciar o uso do COC ou, então, aguardar a primeira
menstruação.
Para amamentação, veja “Gravidez e Lactação” no item “Advertências e precauções”.
– Comprimidos esquecidos
Se houver transcorrido menos de 24 horas do horário habitual de ingestão, a proteção contraceptiva não
será reduzida. A usuária deve tomar imediatamente o comprimido esquecido e continuar o restante da
cartela no horário habitual.
Se houver transcorrido mais de 24 horas do horário habitual de ingestão, a proteção contraceptiva pode
estar reduzida neste ciclo. Neste caso, deve-se ter em mente duas regras básicas: 1) a ingestão dos
comprimidos nunca deve ser interrompida por mais de 4 dias; 2) são necessários 7 dias de ingestão
contínua dos comprimidos para conseguir supressão adequada do eixo hipotálamo-hipófise-ovário.
Consequentemente, na prática diária, pode-se usar a seguinte orientação:
• Dia 1-7
Se o esquecimento ocorreu entre o 1° e 7° dia, a usuária deve ingerir imediatamente o último comprimido
esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de 2 comprimidos. Os comprimidos restantes
devem ser tomados no horário habitual. Além disso, deve-se adotar um método de barreira (p.ex.,preservativo) durante os 7 dias subsequentes. Se tiver ocorrido relação sexual nos 7 dias anteriores, deve-
se considerar a possibilidade de gravidez. Quanto mais comprimidos forem esquecidos e mais perto
estiverem do intervalo normal sem tomada de comprimidos (pausa), maior será o risco de gravidez.
• Dia 8-14
Se o esquecimento ocorreu entre o 8° e 14° dia, a usuária deve tomar imediatamente o último comprimido
esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos e deve continuar
tomando o restante da cartela no horário habitual. Se, nos 7 dias precedentes ao primeiro comprimido
esquecido, todos os comprimidos tiverem sido tomados conforme as instruções, não é necessária qualquer
medida contraceptiva adicional. Porém, se isto não tiver ocorrido, ou se mais do que um comprimido tiver
sido esquecido, deve-se aconselhar a adoção de precauções adicionais por 7 dias.
• Dia 15-24
Se o esquecimento ocorreu entre o 15° e 24° dia, o risco de redução da eficácia é iminente pela
proximidade do intervalo sem ingestão de comprimidos (pausa). No entanto, ainda se pode evitar a
redução da proteção contraceptiva ajustando o esquema de ingestão dos comprimidos. Se, nos 7 dias
anteriores ao primeiro comprimido esquecido, a ingestão foi feita corretamente, a usuária poderá seguir
qualquer uma das duas opções abaixo, sem precisar usar método contraceptivo adicional. Se não for este
o caso, ela deve seguir a primeira opção e usar medida contraceptiva adicional durante os 7 dias
seguintes.
1) Tomar o último comprimido esquecido imediatamente, mesmo que isto signifique a ingestão
simultânea de dois comprimidos e continuar tomando os comprimidos seguintes no horário habitual. A
nova cartela deve ser iniciada assim que acabar a cartela atual, isto é, sem o intervalo de pausa habitual
entre elas. É pouco provável que ocorra sangramento por privação até o final da segunda cartela, mas
pode ocorrer gotejamento ou sangramento de escape.
2) Suspender a ingestão dos comprimidos da cartela atual, fazer um intervalo de até 4 dias sem ingestão
de comprimidos (incluindo os dias em que esqueceu de tomá-los) e, a seguir, iniciar uma nova cartela.
Se não ocorrer sangramento por privação no primeiro intervalo normal sem ingestão de comprimido
(pausa), deve-se considerar a possibilidade de gravidez.
– Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais
No caso de distúrbios gastrintestinais graves, a absorção pode não ser completa e medidas contraceptivas
adicionais devem ser tomadas.
Se ocorrer vômito dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido, deve-se seguir o mesmo
procedimento usado no item “Comprimidos esquecidos”. Se a usuária não quiser alterar seu esquema
habitual de ingestão, deve retirar o(s) comprimido(s) adicional (is) de outra cartela.
– Informações adicionais para populações especiais
– Usuárias pediátricas – Crianças e adolescentes
Este medicamento é indicado apenas para uso após a menarca. Não há dados que sugerem a necessidade
de ajuste de dose.
– Pacientes idosas
Não aplicável. Este medicamento não é indicado para uso após a menopausa.– Pacientes com insuficiência hepática
Este medicamento é contraindicado em mulheres com doença hepática grave. Veja item
“Contraindicações” e “Características Farmacológicas”.
– Pacientes com insuficiência renal
Este medicamento é contraindicado em mulheres com insuficiência renal grave ou com insuficiência renal
aguda. Veja item “Contraindicações” e “Características farmacológicas”.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
9. REAÇÕES ADVERSAS:
– Resumo do perfil de segurança:
As reações adversas relatadas mais frequentemente com drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg
quando usado como contraceptivo oral ou no tratamento da acne vulgaris moderada em mulheres que
buscam proteção contraceptiva são náuseas, dor nas mamas, sangramento uterino inesperado e
sangramento não específico do trato genital. Estas reações ocorrem em 3% ou mais das usuárias.
As reações adversas graves são tromboembolismo venoso e arterial.
– Resumo tabulado das reações adversas:
A frequência das reações adversas relatadas nos estudos clínicos com medicamentos contendo
etinilestradiol 0,02 mg e drospirenona 3 mg ou etinilestradiol 0,02 mg, drospirenona 3 mg e levomefolato
de cálcio 0,451 mg quando usados como contraceptivos orais e medicamentos contendo etinilestradiol
0,02 mg e drospirenona 3 mg no tratamento da acne vulgaris moderada em mulheres que buscam
adicionalmente proteção contraceptiva (N = 3.565) está resumida na tabela abaixo.
As reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade, de acordo com cada grupo de
frequência. As frequências são definidas como comum (≥ 1/100 a < 1/10), incomum (≥ 1/1.000 a <1/100)
e rara (≥ 1/10.000 a <1/1.000).
Reações adversas adicionais identificadas somente após a comercialização, e para as quais, portanto não
se pode estimar uma frequência, estão descritas na coluna frequência desconhecida:Classificação por
sistema corpóreo
Comum Incomum Rara (MedDRA versão
Frequência
desconhecida
12.1)
Distúrbios
psiquiátricos
Instabilidade
emocional,
depressão / estados
depressivos
Diminuição e
perda da libido
Distúrbios no
sistema nervoso Enxaqueca
Distúrbios
vasculares
Eventos
tromboembólicos
arteriais e
venosos*
Distúrbios
gastrintestinais
Náuseas
Distúrbios
cutâneos e nos
tecidos
subcutâneos
Eritema
multiforme
Distúrbios no
sistema
reprodutivo e
nas mamas
Dor nas mamas,
sangramento uterino
inesperado,
sangramento
não específico do trato
genital
As reações adversas provenientes de estudos clínicos foram descritas utilizando termo MedDRA (em
estudos clínicos são codificadas usando dicionário MedDRA) (versão 12.1). Diferentes termos MedDRA
que representem o mesmo fenômeno foram agrupados como uma única reação adversa para evitar diluir
ou ocultar o verdadeiro efeito.
• * frequência estimada, a partir de estudos epidemiológicos envolvendo um grupo de usuárias de
contraceptivo oral combinado. A frequência foi limítrofe a muito rara;
• “Eventos tromboembólicos arteriais e venosos” resumem as seguintes entidades médicas:
oclusão venosa periférica profunda, trombose e embolia pulmonar vascular oclusiva, trombose,
embolia e infarto do miocárdio, infarto cerebral e acidente vascular cerebral não especificado
como hemorrágico.
Para os eventos tromboembólicos arteriais e venosos e enxaqueca veja itens “Contraindicações” e
“Advertências e Precauções”.– Descrição das reações adversas selecionadas:
As reações adversas com frequência muito baixa ou com início tardio dos sintomas relatadas no grupo de
usuárias de contraceptivo oral combinado estão listadas abaixo, veja também itens “Contraindicações” e
“Advertências e Precauções”.
Tumores:
− A frequência de diagnóstico de câncer de mama é ligeiramente maior em usuárias de CO. Como o
câncer de mama é raro em mulheres abaixo de 40 anos o aumento do risco é pequeno em relação ao risco
geral de câncer de mama. A causalidade com uso de COC é desconhecida.
− Tumores hepáticos (benigno e maligno)
Outras condições:
− Eritema nodoso;
− Mulheres com hipertrigliceridemia (aumento do risco de pancreatite em usuárias de COCs);
− Hipertensão;
− Ocorrência ou piora de condições para as quais a associação com o uso de COC não é conclusiva:
icterícia e/ou prurido relacionado à colestase; formação de cálculos biliares, porfiria, lúpus eritematoso
sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica, Coreia de Syndenham, herpes gestacional, otosclerose –
relacionada à perda de audição;
− Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar
sintomas de angioedema;
− Distúrbios das funções hepáticas;
− Alterações na tolerância à glicose ou efeitos sobre a resistência periférica à insulina;
− Doença de Crohn, colite ulcerativa;
− Cloasma;
− Hipersensibilidade (incluindo sintomas como rash, urticária).
Interações:
Sangramento de escape e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral podem ser resultado de
interações medicamentosas entre contraceptivos orais e outros fármacos (indutores enzimáticos),
veja item “Interações medicamentosas”.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
10. SUPERDOSE:
Não existe ainda experiência clínica de superdose com drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg.
Baseando-se na experiência geral com contraceptivos orais combinados, os sintomas que podem ocorrer
nestes casos são: náuseas, vômitos e sangramento por privação, que pode ocorrer até em meninas antes da
menarca, se elas ingerirem acidentalmente o medicamento. Não existe antídoto e o tratamento deve ser
sintomático.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.III – DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
Registro: 1.3517.0006
Produzido por:
Laboratórios León Farma S.A.
Villaquilambre, Navatejera, Léon – Espanha
Registrado e importado por:
Althaia S.A. Indústria Farmacêutica
Av. Tégula, 888 – Módulos 1, 15, 16, 17, 19, 20 e 21
Ponte Alta – Atibaia – SP
CEP 12952-820
CNPJ 48.344.725/0007-19
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 11/03/2026.drospirenona + etinilestradiol
Althaia S.A. Indústria Farmacêutica
Comprimido revestido
3 mg + 0,02 mgdrospirenona + etinilestradiol
I – IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
drospirenona + etinilestradiol
Medicamento Genérico Lei nº 9.787, de 1999
APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos 3 mg + 0,02 mg: embalagem com 24 comprimidos (ativos) + 4 comprimidos
(inativos).
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO:
Cada comprimido revestido contém:
drospirenona …………………………………………………………………………………………………………………………. 3 mg
etinilestradiol ……………………………………………………………………………………………………………………. 0,02 mg
Excipientes *q.s.p ……………………………………………………………………………………………………… 1 comprimido
*Excipientes: lactose monoidratada, amido, povidona, croscarmelose sódica, polissorbato 80, estearato de
magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco, óxido de ferro amarelo, óxido de ferro
vermelho e óxido de ferro preto.
II – INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1.INDICAÇÕES
Contraceptivo oral, com efeitos antimineralocorticoide e antiandrogênico que beneficiam também as
mulheres que apresentam retenção de líquido de origem hormonal e seus sintomas.
Tratamento de acne vulgaris moderada em mulheres que buscam adicionalmente proteção contraceptiva.
2.RESULTADOS DE EFICÁCIA
Os contraceptivos orais combinados (COCs) são utilizados para prevenir a gravidez.
Quando usados corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano. O índice de falha pode
aumentar quando há esquecimento de tomada dos comprimidos ou quando estes são tomados
incorretamente, ou ainda em casos de vômito dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido ou
diarreia intensa, bem como interações medicamentosas.
Estudos Clínicos para Contracepção:
No estudo preliminar de eficácia contraceptiva de drospirenona 3mg / etinilestradiol 0,02 mg, de até um
ano de duração, foram recrutadas 1.027 pacientes, entre 17 e 36 anos, e 11.480 ciclos de 28 dias de uso
foram completados. Destas, 87,8% eram caucasianas, 4,6% hispânicas, 4,3% negras, 1,2% asiáticas e2,1% outras. Mulheres com IMC (Índice de Massa Corporal) maior que 35 foram excluídas do estudo. A
taxa de gestações (índice de Pearl) foi de 1,41% mulheres/ano de uso baseado em 12 gestações que
ocorreram após o início do tratamento e dentro dos 14 dias após a última dose de drospirenona +
etinilestradiol em mulheres com 35 anos de idade ou menos durante os ciclos nos quais nenhuma outra
forma de contracepção foi utilizada.
Estudos Clínicos para Acne:
Em dois estudos multicêntricos, duplo-cego, randomizados, controlados com placebo, 889 pacientes com
idade entre 14 e 45 anos, com acne moderada receberam drospirenona + etinilestradiol ou placebo durante
6 ciclos de 28 dias. Os endpoints primários de eficácia foram a porcentagem de alteração das lesões
inflamatórias, das lesões não-inflamatórias, do total de lesões e a porcentagem de pacientes com índice de
regressão total ou quase total na avaliação global estabelecida pelo investigador (ISGA) no 15º dia do 6º
ciclo, como apresentado na tabela a seguir:
Estudo 1 Estudo 2
drospirenona +
drospirenona +
Placebo
Placebo
etinilestradiol
etinilestradiol
N=230
N=213
N=228
N=218
ISGA Porcentagem de
Sucesso 35 (15%) 10 (4%) 46 (21%) 19 (9%)
Lesões Inflamatórias
média basal
média absoluta de
33
15 (48%)
33
11 (32%)
32
16 (51%)
32
11 (34%)
redução (%)
Lesões não-inflamatórias
média basal
média absoluta de
47
18 (39%)
47
10 (18%)
44
17 (42%)
44
11 (26%)
redução (%)
Total de Lesões
média basal
média absoluta de
80
33 (42%)
80
21 (25%)
76
33 (46%)
76
22(31%)
redução (%)
3.CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacodinâmica
O efeito anticoncepcional dos contraceptivos orais combinados (COCs) baseia-se na interação de diversos
fatores, sendo que os mais importantes são inibição da ovulação e alterações na secreção cervical.
Em um estudo de inibição da ovulação de 3 ciclos comparando drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02
mg com um COC contendo 3 mg de drospirenona / 0,020 mg de etinilestradiol em um regime
convencional de 21 dias, o regime de 24 dias de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg foi associadoa maior supressão do desenvolvimento folicular. Após a introdução intencional de erros de dosagem
durante o terceiro ciclo de tratamento, uma maior proporção de mulheres no regime de 21 dias apresentou
atividade ovariana, incluindo ovulações de escape, em comparação com as mulheres que tomaram
drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg.
Estudos de segurança de pós-comercialização (PASS) demonstraram que a frequência de diagnóstico de
TEV (Tromboembolismo Venoso) varia entre 7 e 10 por 10.000 mulheres por ano que utilizam COC com
baixa dose de estrogênio (< 0,05 mg de etinilestradiol). Dados mais recentes sugerem que a frequência de
diagnóstico de TEV é de aproximadamente 4 por 10.000 mulheres por ano em não usuárias de COCs e
não grávidas. Essa faixa está entre 20 a 30 por 10.000 mulheres grávidas ou no pós-parto.
O risco aumentado de TEV associado ao uso de COC é atribuído ao componente estrogênico. Estudos
epidemiológicos que compararam o risco de TEV associado ao uso de etinilestradiol / drospirenona ao
risco do uso de COCs contendo levonorgestrel relataram resultados que variam de sem diferença no risco
a aumento de três vezes no risco. A maioria dos estudos avaliaram drospirenona + etinilestradiol.
Dois estudos pós-aprovação foram concluídos especificamente para drospirenona 3 mg + etinilestradiol
0,03 mg. Em um deles, estudo prospectivo de vigilância ativa, verificou-se que a incidência de TEV em
mulheres com ou sem outros fatores de risco para TEV, que usaram drospirenona 3 mg + etinilestradiol
0,03 mg, está na mesma faixa de usuárias de COCs com o componente levonorgestrel ou de outros COCs
(de várias outras marcas). O outro estudo prospectivo e controlado, comparando usuárias de etinilestradiol
0,03 mg / drospirenona 3mg a usuárias de outros COCs, também confirmou incidência similar de TEV
entre todas as coortes.
Em dois estudos multicêntricos, duplo-cego, randomizados, controlados com placebo sobre eficácia
clínica e segurança de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg como terapia para lesões acneicas em
mulheres com acne vulgaris moderada, observaram-se efeitos antiacneicos clínica e estatisticamente
significativos sobre todas as variáveis primárias de eficácia (lesão inflamatória, lesão não-inflamatória,
contagem total de lesões, número e porcentagem de pacientes com índice de regressão total ou quase total
na avaliação global estabelecida pelo investigador (Investigator´s Stated Global Assessment – ISGA), bem
como sobre a maioria das variáveis secundárias de eficácia.
A drospirenona é desprovida de qualquer atividade androgênica, estrogênica, glicocorticoide e
antiglicocorticoide. Isto, em conjunto com suas propriedades antimineralocorticoide e antiandrogênica,
lhe confere um perfil bioquímico e farmacológico muito similar ao do hormônio natural progesterona.
Farmacocinética
– Drospirenona
Absorção:
A drospirenona é rápida e quase que totalmente absorvida quando administrada por via oral. Os níveis
séricos máximos do fármaco, de aproximadamente 35 ng/mL, são alcançados cerca de 1 a 2 horas após a
ingestão de dose única. Sua biodisponibilidade está compreendida entre 76 e 85%. A ingestão de
alimentos não influenciou na biodisponibilidade da drospirenona quando comparada com a ingestão do
fármaco com estômago vazio.Distribuição:
Após administração oral, os níveis séricos de drospirenona diminuem em duas fases que são
caracterizadas por tempos de meias-vida de 1,6 ± 0,7 horas e 27,0 ± 7,5 horas, respectivamente. A
drospirenona liga-se à albumina sérica e não à globulina de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) ou à
globulina transportadora de corticosteroides (CBG).
Somente 3 a 5% das concentrações séricas totais do fármaco estão presentes na forma de esteroides livres.
O aumento da SHBG induzido pelo etinilestradiol não afeta a ligação da drospirenona às proteínas
séricas. A média do volume aparente de distribuição da drospirenona é de 3,7 ± 1,2 L/kg.
Metabolismo:
A drospirenona é extensivamente metabolizada após administração oral. No plasma, seus principais
metabólitos são a forma ácida da drospirenona, formada pela abertura do anel de lactona, e o 4,5-di-hidro-
drospirenona-3-sulfato, formado pela redução e subsequente sulfatação. A drospirenona está também
sujeita ao metabolismo oxidativo catalisado pelo CYP 3A4.
Eliminação:
A taxa de depuração metabólica da drospirenona no soro é de 1,5 ± 0,2 mL/min/kg. A drospirenona é
excretada somente em pequenas quantidades na forma inalterada. Seus metabólitos são eliminados com as
fezes e urina na proporção de aproximadamente 1,2 a 1,4. A meia-vida de eliminação dos metabólitos
pela urina e fezes é de cerca de 40 horas.
Condições no estado de equilíbrio:
Durante um ciclo de tratamento, a concentração sérica máxima da drospirenona no estado de equilíbrio de
cerca de 60 ng/mL é alcançada após aproximadamente 7 a 14 dias de uso.
Como consequência da razão entre o tempo de meia-vida terminal e o intervalo de dose, os níveis séricos
de drospirenona acumulam-se em um fator de aproximadamente 2 a 3.
Acúmulos adicionais nos níveis de drospirenona foram observados entre os ciclos 1 e 6 e, posteriormente,
não foram mais observados.
Populações especiais:
– Efeito na disfunção renal: os níveis séricos da drospirenona no estado de equilíbrio, em mulheres com
alteração renal leve (depuração de creatinina CLcr, 50 a 80 mL/min), foram comparáveis aos níveis em
mulheres com função renal normal (CLcr, > 80 mL/min). Os níveis séricos da drospirenona foram em
média 37% mais elevados em mulheres com alteração renal moderada (CLcr, 30 a 50 mL/min) comparado
aos níveis em mulheres com função renal normal. O uso de drospirenona foi bem tolerado em todos os
grupos e não mostrou qualquer efeito clinicamente significativo na concentração sérica de potássio.
– Efeito na disfunção hepática: em mulheres com alteração hepática moderada, (Child-Pugh B) os perfis
de tempo / concentração sérica média da drospirenona foram comparáveis àqueles em mulheres comfunção hepática normal, durante as fases de absorção/distribuição, com valores similares de Cmáx. A meia-
vida terminal média da drospirenona foi 1,8 vezes maior nas voluntárias com alteração hepática moderada
do que nas voluntárias com função hepática normal. Uma diminuição de aproximadamente 50% na
depuração oral aparente (CL/f) foi verificada nas voluntárias com alteração hepática moderada quando
comparada àquelas com função hepática normal. A diminuição observada na depuração da drospirenona
em voluntárias com alteração hepática moderada, comparada às voluntárias normais, não se traduziu em
qualquer diferença aparente nas concentrações séricas de potássio entre os dois grupos de voluntárias.
Mesmo na presença de diabetes e tratamento concomitante com espironolactona (dois fatores que podem
predispor uma usuária à hipercalemia), não foi observado aumento nas concentrações séricas de potássio,
acima do limite superior da variação normal. Pode-se concluir que a drospirenona é bem tolerada em
pacientes com alteração hepática leve ou moderada (Child-Pugh B).
– Grupos étnicos: o impacto de fatores étnicos na farmacocinética da drospirenona e do etinilestradiol foi
avaliado após administração de doses orais únicas e repetidas a mulheres jovens e saudáveis, caucasianas
e japonesas. Os resultados mostraram que as diferenças étnicas entre mulheres japonesas e caucasianas
não tiveram influência clinicamente relevante na farmacocinética da drospirenona e do etinilestradiol.
– Etinilestradiol
Absorção:
O etinilestradiol administrado por via oral é rápida e completamente absorvido. Picos de concentração
sérica de aproximadamente 33 pg/mL são alcançados em 1 a 2 horas após administração oral única. A
biodisponibilidade absoluta, como resultado da conjugação pré-sistêmica e metabolismo de primeira
passagem, é de aproximadamente 60%. A ingestão concomitante de alimentos reduziu a
biodisponibilidade do etinilestradiol em cerca de 25% dos indivíduos estudados, enquanto nenhuma
alteração foi observada nos outros indivíduos.
Distribuição:
Os níveis séricos de etinilestradiol diminuem em duas fases; a fase de disposição terminal é caracterizada
por um tempo de meia-vida de aproximadamente 24 horas. O etinilestradiol liga-se alta e
inespecificamente à albumina sérica (aproximadamente 98,5%) e induz um aumento das concentrações
séricas de SHBG. Foi determinado um volume aparente de distribuição de cerca de 5 L/kg.
Metabolismo:
O etinilestradiol está sujeito a um significativo metabolismo de primeira passagem no intestino e no
fígado. O etinilestradiol e seus metabólitos oxidativos são conjugados primariamente com glicuronídeos
ou sulfato. A taxa de depuração metabólica do etinilestradiol é de cerca de 5 mL/min/kg.
Eliminação:O etinilestradiol não é significativamente eliminado na forma inalterada. Os metabólitos do etinilestradiol
são eliminados na urina e bile na razão de 4:6. O tempo de meia-vida de eliminação do metabólito é de
aproximadamente um dia.
Condições no estado de equilíbrio:
As condições no estado de equilíbrio são alcançadas durante a segunda metade de um ciclo de utilização e
os níveis séricos de etinilestradiol acumulam-se por um fator de cerca de 1,4 a 2,1.
4. CONTRAINDICAÇÕES:
Contraceptivos orais combinados (COCs) não devem ser utilizados na presença das condições listadas
abaixo. Se qualquer uma destas condições ocorrer pela primeira vez durante o uso de COCs, a sua
utilização deve ser descontinuada imediatamente.
− Presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos como, por
exemplo, trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto do miocárdio; ou de acidente vascular
cerebral;
− Presença ou história de sintomas e/ou sinais prodrômicos de trombose (p. ex.: episódio isquêmico
transitório, angina pectoris);
− Um alto risco de trombose arterial ou venosa (veja item “Advertências e precauções”);
− hipertensão não controlada;
− História de enxaqueca com sintomas neurológicos focais;
− Diabetes mellitus com alterações vasculares;
− Doença hepática grave, enquanto os valores da função hepática não retornarem ao normal;
− insuficiência adrenal;
− hipercoagulopatia herdada ou adquirida;
− Insuficiência renal grave ou insuficiência renal aguda;
− Uso de medicamentos antivirais de ação direta contendo ombitasvir, paritaprevir ou dasabuvir e
associações destes medicamentos (Veja item “Interações medicamentosas”);
− Presença ou história de tumores hepáticos (benignos ou malignos);
− Diagnóstico ou suspeita de neoplasias dependentes de esteroides sexuais (p. ex., dos órgãos genitais
ou das mamas);
− Sangramento vaginal não-diagnosticado;
− Suspeita ou diagnóstico de gravidez;
− Hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos componentes do produto.
Categoria X (Em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais,
havendo clara evidência de risco para o feto que é maior do que qualquer benefício possível para a
paciente) – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar
grávidas durante o tratamento.5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES:
Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco mencionados a seguir, os
benefícios da utilização de COCs devem ser avaliados frente aos possíveis riscos para cada usuária
individualmente e discutidos com a mesma antes de optar pelo início de sua utilização. Em casos de
agravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de qualquer uma dessas condições ou
fatores de risco, a usuária deve entrar em contato com seu médico. Nestes casos, a continuação do uso do
produto deve ficar a critério médico.
– Distúrbios circulatórios
Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de COCs e um aumento do risco de
distúrbios tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, como infarto do miocárdio, acidentes
vasculares cerebrais, trombose venosa profunda e embolia pulmonar. A ocorrência destes eventos é rara.
O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso (TEV) é mais elevado durante o primeiro ano de uso
do contraceptivo hormonal. Este risco aumentado está presente após iniciar pela primeira vez o uso de
COC ou ao reiniciar o uso (após um intervalo de 4 semanas ou mais sem uso de pílula) do mesmo COC
ou de outro COC. Dados de um grande estudo coorte, prospectivo, de 3 braços sugerem que este risco
aumentado está presente principalmente durante os 3 primeiros meses. O risco geral de TEV em usuárias
de COCs contendo estrogênio em baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) é duas a três vezes maior que
em não usuárias de COCs que não estejam grávidas e continua a ser menor do que o risco associado à
gravidez e ao parto.
O TEV pode provocar risco para a vida da usuária ou pode ser fatal (em 1 a 2% dos casos).
O tromboembolismo venoso (TEV) se manifesta como trombose venosa profunda e/ou embolia
pulmonar, e pode ocorrer durante o uso de qualquer COC.
Em casos extremamente raros, tem sido observada a ocorrência de trombose em outros vasos sanguíneos
como, por exemplo, em veias e artérias hepáticas, mesentéricas, renais, cerebrais ou retinianas, em
usuárias de COCs.
Sintomas de trombose venosa profunda (TVP) podem incluir: inchaço unilateral em membro inferior ou
ao longo da veia da perna, dor ou sensibilidade na perna que pode ser sentida apenas quando se está em
pé ou andando, calor aumentado na perna afetada, descoloração ou hiperemia da pele da perna.
Sintomas de embolia pulmonar (EP) podem incluir: início súbito inexplicável de dispneia ou taquipneia;
tosse de início abrupto que pode levar a hemoptise; angina aguda que pode aumentar com a respiração
profunda; ansiedade; tontura severa ou vertigem; batimento cardíaco rápido ou irregular. Alguns destes
sintomas (por exemplo, dispneia, tosse) não são específicos e podem ser erroneamente interpretados como
eventos mais comuns ou menos graves (por exemplo, infecções do trato respiratório).
Um evento tromboembólico arterial pode incluir acidente vascular cerebral, oclusão vascular ou infarto
do miocárdio (IM). Sintomas de um acidente vascular cerebral podem incluir: diminuição da
sensibilidade ou da força motora afetando, de forma súbita a face, braço ou perna, especialmente em um
lado do corpo; confusão súbita, dificuldade para falar ou compreender; dificuldade repentina para
enxergar com um ou ambos os olhos; súbita dificuldade para caminhar, tontura, perda de equilíbrio ou de
coordenação, cefaleia repentina, intensa ou prolongada, sem causa conhecida, perda de consciência oudesmaio, com ou sem convulsão. Outros sinais de oclusão vascular podem incluir: dor súbita, inchaço e
cianose de uma extremidade, abdome agudo.
Sintomas de IM podem incluir: dor, desconforto, pressão, peso, sensação de aperto ou estufamento no
peito, braço ou abaixo do esterno; desconforto que se irradia para as costas, mandíbula, garganta, braços,
estômago; sensação de saciedade, indigestão ou asfixia, sudorese, náuseas, vômitos ou tontura, fraqueza
extrema, ansiedade ou dispneia, batimentos cardíacos rápidos ou irregulares.
Eventos tromboembólicos arteriais podem provocar risco para a vida da usuária ou podem ser fatais.
O potencial para um risco sinérgico aumentado de trombose deve ser considerado em mulheres que
possuem uma combinação de fatores de risco ou apresentem um fator de risco individual mais grave. Este
risco aumentado pode ser maior que um simples risco cumulativo de fatores. Um COC não deve ser
prescrito em caso de uma avaliação risco-benefício negativa (veja item “Contraindicações”).
O risco de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente vascular cerebral,
aumenta com:
• Idade;
• Obesidade (índice de massa corpórea superior a 30 Kg/m2);
• História familiar positiva (isto é, tromboembolismo venoso ou arterial detectado em um(a)
irmão(ã) ou em um dos progenitores em idade relativamente jovem). Se há suspeita ou
conhecimento de predisposição hereditária, a usuária deve ser encaminhada a um especialista
antes de decidir pelo uso de qualquer COC;
• Imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, qualquer intervenção cirúrgica em membros
inferiores ou trauma extenso. Nestes casos, é aconselhável descontinuar o uso do COC (em casos
de cirurgia programada com pelo menos 4 semanas de antecedência) e não o reiniciá-lo até duas
semanas após o total restabelecimento;
• Tabagismo (com consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco torna-se ainda maior,
especialmente em mulheres com idade superior a 35 anos);
• Dislipoproteinemia;
• Hipertensão;
• Enxaqueca;
• Valvopatia;
• Fibrilação atrial.
Fumar aumenta o risco deste medicamento causar problemas no coração e vasos sanguíneos.
Não prescreva este medicamento para mulheres com histórico de tromboembolismo venoso
associado à gravidez ou ao uso de estrogênios exógenos, ou mesmo de causa desconhecida.
Não há consenso quanto à possível influência de veias varicosas e de tromboflebite superficial na gênese
do tromboembolismo venoso.Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo no puerpério (para informações sobre
gravidez e lactação veja o item “Gravidez e lactação”).
Outras condições clínicas que também têm sido associadas aos eventos adversos circulatórios são:
diabetes mellitus, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica, patologia intestinal
inflamatória crônica (doença de Crohn ou colite ulcerativa) e anemia falciforme.
Um aumento da frequência ou da intensidade de enxaqueca durante o uso de COCs pode ser motivo para
a suspensão imediata do mesmo, dada a possibilidade deste quadro representar o início de um evento
vascular cerebral.
Os fatores bioquímicos que podem indicar predisposição hereditária ou adquirida para trombose arterial
ou venosa incluem: resistência à proteína C ativada (PCA), hiperhomocisteinemia, deficiências de
antitrombina III, de proteína C e de proteína S, anticorpos antifosfolipídios (anticorpos anticardiolipina,
anticoagulante lúpico).
Na avaliação da relação risco-benefício, o médico deve considerar que o tratamento adequado de uma
condição clínica pode reduzir o risco associado de trombose e que o risco associado à gestação é mais
elevado do que aquele associado ao uso de COCs de baixa dose (menor que 0,05 mg de etinilestradiol).
Em caso de suspeita ou confirmação de TEV ou ATE, o uso de COCs deve ser descontinuado. Em
caso de início de terapia anticoagulante, método contraceptivo alternativo adequado deve ser
iniciado, em função do efeito teratogênico das cumarinas anticoagulantes.
– Tumores
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente por HPV (Papiloma Vírus
Humano). Alguns estudos epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado pode
contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo a controvérsia sobre a extensão em que esta
ocorrência possa ser atribuída aos fatores confundidores (viéses), por exemplo, da realização de citologia
cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira. Uma metanálise
de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que existe pequeno aumento do risco relativo (RR = 1,24)
para câncer de mama diagnosticado em mulheres que estejam usando COCs. Este aumento desaparece
gradualmente nos 10 anos subsequentes à suspensão do uso do COC.
Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o aumento no número
de diagnósticos de câncer de mama em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao
risco total de câncer de mama. Estes estudos não fornecem evidências de causalidade. O padrão
observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico precoce de câncer de mama em usuárias
de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os casos de câncer de mama
diagnosticados em usuárias de que já utilizaram alguma vez os COCs tendem a ser clinicamente menos
avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram COCs.
Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos em usuárias
de COCs. Em casos isolados, estes tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco para a
vida da usuária. A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no diagnóstico diferencial de
usuárias de COCs que apresentarem dor intensa em abdome superior, aumento do tamanho do fígado ou
sinais de hemorragia intra-abdominal.Tumores malignos podem provocar risco para a vida da usuária ou podem ser fatais.
– Outras condições
A capacidade de excretar potássio pode estar limitada em usuárias com insuficiência renal. Em um estudo
clínico, a ingestão de drospirenona não apresentou efeito sobre a concentração sérica de potássio em
usuárias com insuficiência renal leve ou moderada. Pode existir risco teórico de hipercalemia apenas em
usuárias com insuficiência renal, cujo nível de potássio sérico, antes do início do uso do COC, encontre-
se no limite superior da normalidade e que adicionalmente estejam utilizando medicamentos poupadores
de potássio.
Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com história familiar, podem apresentar risco aumentado de
desenvolver pancreatite durante o uso de COCs.
Embora tenham sido relatados discretos aumentos da pressão arterial em muitas usuárias de COCs, os
casos de relevância clínica são raros. O efeito antimineralocorticoide da drospirenona pode neutralizar o
aumento da pressão arterial induzido pelo etinilestradiol, observado em mulheres normotensas que
utilizam outros COCs. Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção de hipertensão clinicamente
significativa, durante o uso de COC, é prudente que o médico descontinue o uso do produto e trate a
hipertensão. Se for considerado apropriado, o uso do COC pode ser reiniciado, caso os níveis pressóricos
se normalizem com o uso de terapia antihipertensiva.
Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto durante a gestação quanto
durante o uso de COC, no entanto, a evidência de uma associação com o uso de COC é inconclusiva:
icterícia e/ou prurido relacionados à colestase; formação de cálculos biliares; porfiria; lúpus eritematoso
sistêmico; síndrome hemolítico-urêmica; coreia de Sydenham; herpes gestacional; perda da audição
relacionada com a otosclerose. Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem
induzir ou intensificar os sintomas de angioedema. Os distúrbios agudos ou crônicos da função hepática
podem requerer a descontinuação do uso de COC, até que os marcadores da função hepática retornem aos
valores normais. A recorrência de icterícia colestática que tenha ocorrido pela primeira vez durante a
gestação, ou durante o uso anterior de esteroides sexuais, requer a descontinuação do uso de COCs.
Embora os COCs possam exercer efeito sobre a resistência periférica à insulina e sobre a tolerância à
glicose, não há qualquer evidência da necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias de
COCs de baixa dose (menor que
0,05mg de etinilestradiol) que sejam diabéticas. Entretanto, deve-se manter monitoramento cuidadoso
enquanto estas usuárias estiverem utilizando COCs.
O uso de COCs foi associado à doença de Crohn e a colite ulcerativa.
Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma, sobretudo em usuárias com história de cloasma gravídico.
Mulheres predispostas ao desenvolvimento de cloasma devem evitar exposição ao sol ou à radiação
ultravioleta enquanto estiverem usando COCs.
Estudos sugerem um pequeno aumento do risco relativo de desenvolver doenças da vesícula biliar entre
usuárias de COCs.Mulheres com histórico de depressão devem ser cuidadosamente observadas e o uso deste medicamento
(drospirenona + clatrato de etinilestradiol betaciclodextrina) deve ser interrompido se a depressão
recidivar em um grau sério.
Dados de segurança pré-clínica
Em um estudo de 24 meses sobre carcinogenicidade oral em camundongos, que receberam 10 mg/kg/dia
de drospirenona isoladamente ou 1 + 0,01, 3 + 0,03 e 10 + 0,1 mg/kg/dia de drospirenona e etinilestradiol,
correspondendo a 0,1 a 2 vezes a exposição (AUC de drospirenona) de mulheres que tomam uma dose
contraceptiva, houve um aumento de carcinomas na glândula harderiana no grupo que recebeu a dose alta
de drospirenona isoladamente. Em um estudo semelhante em ratos, que receberam 10 mg/kg/dia de
drospirenona isoladamente ou 0,3 + 0,003, 3 + 0,03 e 10 + 0,1 mg/kg/dia de drospirenona e
etinilestradiol, correspondendo a 0,8 a 10 vezes a exposição de mulheres que tomam uma dose
contraceptiva, houve um aumento da incidência de feocromocitomas benignos e totais (benignos e
malignos) na glândula adrenal no grupo que recebeu a dose alta de drospirenona.
Há amplo consenso científico de que os hormônios esteroides podem estimular o crescimento de certos
tecidos e tumores dependentes de hormônios e, por isso, apresentam um risco carcinogênico.
– Consultas/exames médicos
Antes de iniciar ou retomar o uso do COC, é necessário obter história clínica detalhada e realizar exame
clínico completo, considerando os itens descritos em “Contraindicações” e “Advertências e precauções”;
estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente durante o uso de COCs. A avaliação médica
periódica é igualmente importante porque as contraindicações (p.ex., um episódio isquêmico transitório,
etc.) ou fatores de risco (p.ex., história familiar de trombose arterial ou venosa) podem aparecer pela
primeira vez durante a utilização do COC. A frequência e a natureza destas avaliações devem ser
baseadas nas condutas médicas estabelecidas e adaptadas a cada usuária, mas devem, em geral, incluir
atenção especial à pressão arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical.
Informe ao paciente que este medicamento não protege contra infecções sexualmente
transmissíveis, recomendando o uso de preservativo sempre que for necessário.
– Redução da eficácia
A eficácia dos COCs pode ser reduzida nos casos de esquecimento de tomada dos comprimidos ativos
rosa claro (contendo hormônio) (veja subitem “Comprimidos esquecidos”), distúrbios gastrintestinais
(veja subitem “Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais”) durante a ingestão de comprimidos
ativos rosa claro (contendo hormônio) ou tratamento concomitante com outros medicamentos (veja itens
“Posologia e modo de usar” e “Interações medicamentosas”).
– Redução do controle de cicloComo ocorre com todos os COCs, pode surgir sangramento irregular (gotejamento ou sangramento de
escape), especialmente durante os primeiros meses de uso.
Portanto, a avaliação de qualquer sangramento irregular somente será significativa após um período de
adaptação de cerca de três ciclos.
Se o sangramento irregular persistir ou ocorrer após ciclos anteriormente regulares, devem ser
consideradas causas não-hormonais e, nestes casos, são indicados procedimentos diagnósticos
apropriados para exclusão de neoplasia ou gestação.
Estas medidas podem incluir a realização de curetagem.
É possível que em algumas usuárias não ocorra o sangramento por privação durante a ingestão dos
comprimidos brancos (inativos). Se a usuária ingeriu os comprimidos segundo as instruções descritas no
item “Posologia e modo de usar”, é pouco provável que esteja grávida.
Porém, se o COC não tiver sido ingerido corretamente no ciclo em que houve ausência de sangramento
por privação ou se não ocorrer sangramento por privação em dois ciclos consecutivos, deve-se excluir a
possibilidade de gestação antes de continuar a utilização do COC.
– Gravidez e lactação
– Gravidez
Este medicamento é contraindicado durante a gravidez. Caso a usuária engravide durante o uso deste
medicamento, deve-se descontinuar o seu uso. Entretanto, estudos epidemiológicos abrangentes não
revelaram risco aumentado de malformações congênitas em crianças nascidas de mulheres que tenham
utilizado COC antes da gestação.
Também não foram verificados efeitos teratogênicos decorrentes da ingestão acidental de COCs no início
da gestação.
Os dados disponíveis sobre o uso de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg durante a gravidez são
muito limitados para extrair conclusões sobre efeitos negativos do produto na gravidez, saúde do feto ou
do neonato. Ainda não existem dados epidemiológicos relevantes.
Categoria X (Em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais,
havendo clara evidência de risco para o feto que é maior do que qualquer benefício possível para a
paciente) – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar
grávidas durante o tratamento.
– Lactação
Os COCs podem afetar a lactação, uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do
leite materno. Portanto, em geral, não é recomendável o uso de COCs até que a lactante tenha suspendido
completamente a amamentação
do seu filho. Pequenas quantidades dos esteroides contraceptivos e/ou de seus metabólitos podem ser
excretadas com o leite materno.Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: O uso deste medicamento no período
da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
– Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas
Não foram conduzidos estudos sobre os efeitos na habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Não
foram observados efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas em usuárias de COCs.
Atenção: Contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25 g/comprimido.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-
galactose.
Atenção: Contém os corantes dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo, preto e vermelho.
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
Efeitos de outros medicamentos sobre drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg.
As interações medicamentosas podem ocorrer com fármacos indutores das enzimas microssomais, o que
pode resultar em aumento da depuração dos hormônios sexuais e pode produzir sangramento de escape
e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral.
A indução enzimática já pode ser observada após alguns dias de tratamento. Geralmente, a indução
enzimática máxima é observada dentro de poucas semanas. Após a interrupção da administração do
medicamento, a indução enzimática pode ser mantida por cerca de 4 semanas.
Usuárias sob tratamento com qualquer uma destas substâncias, devem utilizar temporária e
adicionalmente um método contraceptivo de barreira ou escolher um outro método contraceptivo. O
método de barreira deve ser usado concomitantemente, assim como nos 28 dias posteriores à sua
descontinuação. Se a necessidade de utilização do método de barreira estender-se além do final dos
comprimidos ativos (contendo hormônio) do COC, a usuária deverá iniciar a cartela seguinte descartando
os comprimidos inativos (sem hormônio)
– Substâncias que aumentam a depuração dos COCs (eficácia dos COCs diminuída por indução
enzimática), por exemplo:
fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e também, possivelmente oxcarbazepina,
topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo Erva-de-São-João.
– Substâncias com efeito variável na depuração dos COCs, por exemplo:
Quando coadministrados com COCs, muitos inibidores das HIV/HCV proteases e inibidores não
nucleosídeos da transcriptase reversa podem aumentar ou diminuir as concentrações plasmáticas de
estrogênios ou progestógenos. Essas alterações podem ser clinicamente relevantes em alguns casos.
– Substâncias que diminuem a depuração dos COCs (inibidores enzimáticos)
Inibidores potentes e moderados do CYP 3A4 tais como antifúngicos azólicos (como por exemplo,
itraconazol, voriconazol, fluconazol), verapamil, antibióticos macrolídeos (como por exemplo,claritromicina, eritromicina), diltiazem e suco de toranja (grapefruit) podem aumentar as concentrações
plasmáticas de estrogênio ou progestógeno ou de ambos.
Em um estudo de múltiplas doses com uma combinação de drospirenona (3 mg/dia) / etinilestradiol (0,02
mg/dia), coadministrada com cetoconazol, um potente inibidor do CYP 3A4, por 10 dias, resultou em um
aumento da ASC (0 – 24h) de 2,68 vezes (90% IC: 2,44 – 2,95) para drospirenona e 1,40 vezes (90% IC:
1,31 – 1,49) para o etinilestradiol.
Doses de 60 a 120 mg/dia de etoricoxibe têm demonstrado um aumento na concentração do plasma do
etinilestradiol de 1,4 – 1,6 vezes, respectivamente, quando tomado concomitantemente com um
contraceptivo hormonal combinado contendo 0,035 mg de etinilestradiol.
Efeitos dos COCs sobre outros medicamentos:
COCs podem interferir no metabolismo de outros fármacos; consequentemente, as concentrações
plasmática e tecidual podem aumentar (p.ex., ciclosporina) ou diminuir (p.ex., lamotrigina).
A drospirenona, in vitro, é capaz de inibir fraca a moderadamente enzimas do citocromo P450, CYP1A1,
CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4.
Observou-se em estudos de interações in vivo, em voluntárias que utilizavam omeprazol, sinvastatina ou
midazolam como substratos marcadores, que é pouco provável uma interação clinicamente relevante da
drospirenona, em doses de 3 mg, com o metabolismo de outros fármacos mediados pelo citocromo P450.
O etinilestradiol, in vitro, é um inibidor reversível do CYP2C19, CYP1A1 e CYP1A2, bem como um
inibidor, baseado no mecanismo, do CYP3A4/5, CYP2C8 e CYP2J2.
Em estudos clínicos, a administração de contraceptivos hormonais contendo etinilestradiol não levou a
qualquer aumento ou somente um discreto aumento das concentrações plasmáticas dos substratos do
CYP3A4 (por exemplo, midazolam) enquanto que as concentrações plasmáticas dos substratos do
CYP1A2 podem aumentar discretamente (por exemplo, teofilina) ou moderadamente (por exemplo,
melatonina e tizanidina).
Interações farmacodinâmicas:
A coadministração de medicamentos contendo etinilestradiol com medicamentos antivirais de ação direta,
como ombitasvir, paritaprevir ou dasabuvir e combinações destes medicamentos, tem demonstrado o
aumento dos níveis de ALT maiores que 20 vezes o limite superior, considerado normal para mulheres
saudáveis e mulheres infectadas por HCV (veja item “Contraindicações”).
Outras Interações:
Potássio sérico:
Existe um potencial teórico para aumento no potássio sérico em usuárias de drospirenona 3 mg +
etinilestradiol 0,02 mg que estejam tomando os comprimidos ativos (contendo hormônio) com outros
medicamentos que podem aumentar os níveis séricos de potássio. Tais medicamentos incluem
antagonistas do receptor de angiotensina II, diuréticos poupadores de potássio e antagonistas da
aldosterona. Entretanto, em estudos avaliando a interação da drospirenona (combinada com estradiol)
com um inibidor da enzima conversora de angiotensina ou indometacina, nenhuma diferença clínica ou
estatisticamente significativa nas concentrações séricas de potássio foi observada.Alterações em exames laboratoriais
O uso de esteroides presentes nos contraceptivos pode influenciar os resultados de certos exames
laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das funções hepática, tireoidiana, adrenal e renal; níveis
plasmáticos de proteínas (transportadoras), por exemplo, globulina de ligação a corticosteroides e frações
lipídicas/lipoprotéicas; parâmetros do metabolismo de carboidratos e parâmetros da coagulação e
fibrinólise. As alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial considerado normal. A
drospirenona provoca aumento na aldosterona plasmática e na atividade da renina plasmática, induzidos
pela sua leve atividade antimineralocorticoide.
Deve-se avaliar também as informações contidas na bula do medicamento utilizado concomitantemente a
fim de identificar interações em potencial.
7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO:
Armazenar em temperatura ambiente (entre 15 ºC a 30 ºC). Proteger da luz e umidade. Este medicamento
tem o prazo de validade de 18 meses a partir da data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento:
drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg: Comprimidos revestidos, redondos, na cor rosada (ativo);
comprimidos revestidos de cor branca (inativo), sem cheiro (odor) ou gosto característico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
8. POSOLOGIA E MODO DE USAR:
Como usar drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg
Uso oral
Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos na ordem indicada na cartela, por 24 dias consecutivos,
mantendo-se aproximadamente o mesmo horário e, se necessário, com pequena quantidade de líquido.
Cada nova cartela é iniciada no dia seguinte após a ingestão do último comprimido da cartela anterior.
Em geral, o sangramento por privação hormonal deve ocorrer em 2-3 dias após o início da ingestão dos
comprimidos brancos (inativos). Este sangramento pode não haver cessado antes do início de uma nova
cartela.
– Início do uso de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg
– Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês anterior ao uso de
drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mgNo caso da usuária não ter utilizado contraceptivo hormonal no mês anterior, a ingestão de comprimido
rosa claro ativo (contendo hormônio) deve ser iniciada no 1º dia do ciclo (1º dia de sangramento
menstrual).
– Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico
(contraceptivo) para drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg
Se a paciente estiver mudando de um outro COC, deve começar preferencialmente no dia posterior à
ingestão do último comprimido ativo (contendo hormônio) do contraceptivo usado anteriormente ou, no
máximo, no dia seguinte ao último dia de pausa ou de tomada de comprimidos inativos (sem hormônio).
Se a usuária estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente
no dia da retirada do último anel ou adesivo do ciclo ou, no máximo, no dia previsto para a próxima
aplicação.
– Mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno (minipílula, injeção,
implante ou Sistema Intrauterino com liberação de progestógeno)
Se a paciente estiver mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno (minipílula,
injeção, implante ou sistema intrauterino (SIU) com liberação de progestógeno), poderá iniciar o COC em
qualquer dia no caso da minipílula, ou no dia da retirada do implante ou do SIU, ou no dia previsto para a
próxima injeção. Nestes casos (uso anterior de minipílula, injeção, implante ou sistema intrauterino com
liberação de progestógeno), recomenda-se usar adicionalmente um método de barreira nos 7 primeiros
dias de ingestão.
– Após abortamento de primeiro trimestre:
Após abortamento de primeiro trimestre, pode-se iniciar o uso de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02
mg imediatamente, sem necessidade de adotar medidas contraceptivas adicionais.
– Após parto ou abortamento de segundo trimestre:
Após parto ou abortamento de segundo trimestre, é recomendável iniciar o COC no período entre o 21º e
o 28º dia após o procedimento. Se começar em período posterior, deve-se aconselhar o uso adicional de
um método de barreira nos 7 dias iniciais de ingestão. Se já tiver ocorrido relação sexual, deve-se
certificar de que a mulher não esteja grávida antes de iniciar o uso do COC ou, então, aguardar a primeira
menstruação.
Para amamentação, veja “Gravidez e Lactação” no item “Advertências e precauções”.
– Comprimidos esquecidos
Comprimidos inativos (sem hormônio) esquecidos podem ser desconsiderados. Todavia, estes
comprimidos devem ser descartados a fim de evitar que a fase de ingestão de comprimidos inativos seja
prolongada equivocadamente. As recomendações a seguir referem-se somente a comprimidos ativos rosa
claro (contendo hormônio) esquecidos:
Se houver transcorrido menos de 24 horas do horário habitual de ingestão do comprimido contendo
hormônio, a proteção contraceptiva não será reduzida. A usuária deve tomar imediatamente o comprimido
esquecido e continuar o restante da cartela no horário habitual.Se houver transcorrido mais de 24 horas do horário habitual de ingestão do comprimido contendo
hormônio, a proteção contraceptiva pode estar reduzida neste ciclo. Neste caso, deve-se ter em mente
duas regras básicas:
1) a ingestão dos comprimidos rosa claro (ativos) nunca deve ser interrompida por mais de 7 dias
(observar que o intervalo recomendado de comprimidos inativos (sem hormônio) é de 4 dias);
2) são necessários 7 dias de ingestão contínua dos comprimidos rosa claro (ativos) para conseguir
supressão adequada do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Consequentemente, na prática diária, pode-se
usar a seguinte orientação:
• Dia 1-7
Se o esquecimento ocorreu entre o 1° e 7° dia, a usuária deve ingerir imediatamente o último comprimido
rosa claro (ativo) esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de 2 comprimidos. Os
comprimidos restantes devem ser tomados no horário habitual. Além disso, deve-se adotar um método de
barreira (p.ex., preservativo) durante os 7 dias subsequentes. Se tiver ocorrido relação sexual nos 7 dias
anteriores, deve-se considerar a possibilidade de gravidez. Quanto mais comprimidos forem esquecidos e
mais perto estiverem do intervalo normal sem tomada de comprimidos (pausa), maior será o risco de
gravidez.
• Dia 8-14
Se o esquecimento ocorreu entre o 8° e 14° dia, a usuária deve tomar imediatamente o último comprimido
esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos e deve continuar
tomando o restante da cartela no horário habitual. Se, nos 7 dias precedentes ao primeiro comprimido
esquecido, todos os comprimidos tiverem sido tomados conforme as instruções, não é necessária qualquer
medida contraceptiva adicional. Porém, se isto não tiver ocorrido, ou se mais do que um comprimido tiver
sido esquecido, deve-se aconselhar a adoção de precauções adicionais por 7 dias.
• Dia 15-24
Se o esquecimento ocorreu entre o 15° e 24° dia, o risco de redução da eficácia é iminente pela
proximidade do intervalo sem ingestão de comprimidos (pausa). No entanto, ainda se pode evitar a
redução da proteção contraceptiva ajustando o esquema de ingestão dos comprimidos. Se, nos 7 dias
anteriores ao primeiro comprimido esquecido, a ingestão foi feita corretamente, a usuária poderá seguir
qualquer uma das duas opções abaixo, sem precisar usar método contraceptivo adicional. Se não for este
o caso, ela deve seguir a primeira opção e usar medida contraceptiva adicional durante os 7 dias
seguintes.
1) Tomar o último comprimido esquecido imediatamente, mesmo que isto signifique a ingestão
simultânea de dois comprimidos e continuar tomando os comprimidos seguintes no horário habitual, até o
término dos comprimidos rosa claro (ativos), descartando os 4 comprimidos brancos (inativos). A nova
cartela deve ser iniciada assim que acabar a ingestão dos comprimidos rosa claro (ativos). É pouco
provável que ocorra sangramento por privação até o final da tomada dos comprimidos rosa claro (ativos)
da segunda cartela, mas pode ocorrer gotejamento ou sangramento de escape.
2) Suspender a ingestão dos comprimidos da cartela atual, fazer um intervalo de até 4 dias sem ingestão
de comprimidos (incluindo os dias em que esqueceu de tomá-los) e, a seguir, iniciar uma nova cartela.Se não ocorrer sangramento por privação durante a ingestão dos comprimidos brancos (inativos), deve-se
considerar a possibilidade de gravidez.
– Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais
No caso de distúrbios gastrintestinais graves, após a ingestão de um comprimido rosa claro (ativo), a
absorção pode não ser completa e medidas contraceptivas adicionais devem ser tomadas.
Se ocorrer vômito dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido, deve-se seguir o mesmo
procedimento usado no item “Comprimidos esquecidos”. Se a usuária não quiser alterar seu esquema
habitual de ingestão, deve retirar o(s) comprimido(s) adicional (is) de outra cartela.
– Informações adicionais para populações especiais
– Usuárias pediátricas – Crianças e adolescentes
Este medicamento é indicado apenas para uso após a menarca. Não há dados que sugerem a necessidade
de ajuste de dose.
– Pacientes idosas
Não aplicável. Este medicamento não é indicado para uso após a menopausa.
– Pacientes com insuficiência hepática
Este medicamento é contraindicado em mulheres com doença hepática grave. Veja item
“Contraindicações” e “Características Farmacológicas”.
– Pacientes com insuficiência renal
Este medicamento é contraindicado em mulheres com insuficiência renal grave ou com insuficiência renal
aguda. Veja item “Contraindicações” e “Características farmacológicas”.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
9. REAÇÕES ADVERSAS:
– Resumo do perfil de segurança:
As reações adversas relatadas mais frequentemente com drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg
quando usado como contraceptivo oral ou no tratamento da acne vulgaris moderada em mulheres que
buscam proteção contraceptiva são náuseas, dor nas mamas, sangramento uterino inesperado e
sangramento não específico do trato genital. Estas reações ocorrem em 3% ou mais das usuárias.
As reações adversas graves são tromboembolismo venoso e arterial.
– Resumo tabulado das reações adversas:
A frequência das reações adversas relatadas nos estudos clínicos com medicamentos contendo
etinilestradiol 0,02 mg e drospirenona 3 mg ou etinilestradiol 0,02 mg, drospirenona 3 mg e levomefolato
de cálcio 0,451 mg quando usados como contraceptivos orais e medicamentos contendo etinilestradiol
0,02 mg e drospirenona 3 mg no tratamento da acne vulgaris moderada em mulheres que buscam
adicionalmente proteção contraceptiva (N = 3.565) está resumida na tabela abaixo.
As reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade, de acordo com cada grupo de
frequência. As frequências são definidas como comum (≥ 1/100 a < 1/10), incomum (≥ 1/1.000 a <1/100)
e rara (≥ 1/10.000 a <1/1.000).Reações adversas adicionais identificadas somente após a comercialização, e para as quais, portanto não
se pode estimar uma frequência, estão descritas na coluna frequência desconhecida:Classificação por
sistema corpóreo
Comum Incomum Rara (MedDRA versão
Frequência
desconhecida
12.1)
Distúrbios
psiquiátricos
Instabilidade
emocional,
depressão / estados
depressivos
Diminuição e
perda da libido
Distúrbios no
sistema nervoso Enxaqueca
Distúrbios
vasculares
Eventos
tromboembólicos
arteriais e
venosos*
Distúrbios
gastrintestinais
Náuseas
Distúrbios
cutâneos e nos
tecidos
subcutâneos
Eritema
multiforme
Distúrbios no
sistema
reprodutivo e
nas mamas
Dor nas mamas,
sangramento uterino
inesperado,
sangramento
não específico do trato
genital
As reações adversas provenientes de estudos clínicos foram descritas utilizando termo MedDRA (em
estudos clínicos são codificadas usando dicionário MedDRA) (versão 12.1). Diferentes termos MedDRA
que representem o mesmo fenômeno foram agrupados como uma única reação adversa para evitar diluir
ou ocultar o verdadeiro efeito.
• * frequência estimada, a partir de estudos epidemiológicos envolvendo um grupo de usuárias de
contraceptivo oral combinado. A frequência foi limítrofe a muito rara;
• “Eventos tromboembólicos arteriais e venosos” resumem as seguintes entidades médicas:
oclusão venosa periférica profunda, trombose e embolia pulmonar vascular oclusiva, trombose,
embolia e infarto do miocárdio, infarto cerebral e acidente vascular cerebral não especificado
como hemorrágico.
Para os eventos tromboembólicos arteriais e venosos e enxaqueca veja itens “Contraindicações” e
“Advertências e Precauções”.– Descrição das reações adversas selecionadas:
As reações adversas com frequência muito baixa ou com início tardio dos sintomas relatadas no grupo de
usuárias de contraceptivo oral combinado estão listadas abaixo, veja também itens “Contraindicações” e
“Advertências e Precauções”.
Tumores:
− A frequência de diagnóstico de câncer de mama é ligeiramente maior em usuárias de CO. Como o
câncer de mama é raro em mulheres abaixo de 40 anos o aumento do risco é pequeno em relação ao risco
geral de câncer de mama. A causalidade com uso de COC é desconhecida.
− Tumores hepáticos (benigno e maligno)
Outras condições:
− Eritema nodoso;
− Mulheres com hipertrigliceridemia (aumento do risco de pancreatite em usuárias de COCs);
− Hipertensão;
− Ocorrência ou piora de condições para as quais a associação com o uso de COC não é conclusiva:
icterícia e/ou prurido relacionado à colestase; formação de cálculos biliares, porfiria, lúpus eritematoso
sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica, Coreia de Syndenham, herpes gestacional, otosclerose –
relacionada à perda de audição;
− Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar
sintomas de angioedema;
− Distúrbios das funções hepáticas;
− Alterações na tolerância à glicose ou efeitos sobre a resistência periférica à insulina;
− Doença de Crohn, colite ulcerativa;
− Cloasma;
− Hipersensibilidade (incluindo sintomas como rash, urticária).
Interações:
Sangramento de escape e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral podem ser resultado de
interações medicamentosas entre contraceptivos orais e outros fármacos (indutores enzimáticos),
veja item “Interações medicamentosas”.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
10. SUPERDOSE:
Não existe ainda experiência clínica de superdose com drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg.
Baseando-se na experiência geral com contraceptivos orais combinados, os sintomas que podem ocorrer
no caso de superdose de comprimidos ativos são: náuseas, vômitos e sangramento por privação, que pode
ocorrer até em meninas antes da menarca, se elas ingerirem acidentalmente o medicamento. Não existe
antídoto e o tratamento deve ser sintomático.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.III – DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
Registro: 1.3517.0006
Produzido por:
Laboratórios León Farma S.A.
Villaquilambre, Navatejera, Léon – Espanha
Registrado e importado por:
Althaia S.A. Indústria Farmacêutica
Av Tégula, 888 – Galpão 01, 15, 16, 17, 19, 20, 21
Cond Empresarial Atibaia
Ponte Alta – Atibaia – SP
CEP 12952-820
CNPJ 48.344.725/0007-19
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 11/03/2026.Dados da submissão eletrônica Data do
expediente
Nº do
expediente Assunto 28/04/2026
Gerado no
momento do
protocolo
10452 – GENÉRICO
– Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –
publicação no
Bulário RDC 60/12
17/12/2025 1612993/25-7
10452 – GENÉRICO
– Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –
publicação no
Bulário RDC 60/12
22/10/2025 1406045/25-0
10452 – GENÉRICO
– Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –
publicação no
Bulário RDC 60/12
Bula Profissional da Saúde:
Histórico de Alteração da Bula
Dados da petição/notificação que altera a bula expediente
Data do
Nº do
expediente Assunto aprovação Data de
11/03/2026
(Yaz)
0239366/26-3
(Yaz)
10451 –
MEDICAMENTO
NOVO – Notificação de
Alteração de Texto de
Bula – publicação no
Bulário RDC 60/12
(Yaz)
11/03/2026
(Yaz)
02/12/2025
(Yaz)
1550716/25-5
(Yaz)
10451 –
MEDICAMENTO
NOVO – Notificação de
Alteração de Texto de
Bula – publicação no
Bulário RDC 60/12
(Yaz)
02/12/2025
(Yaz)
14/10/2024
(Yaz)
1408967/24-3
(Yaz)
10451 –
MEDICAMENTO
NOVO – Notificação de
Alteração de Texto de
Bula – publicação no
Bulário RDC 60/12
(Yaz)
14/10/2024
(Yaz)
Dados das alterações de bulas
Itens de bula (VP/VPS)
Versões
1. Para que este medicamento é indicado?
3. Quando não devo usar este medicamento?
4. O que devo saber antes de usar este
medicamento
8. Quais os males que este medicamento pode
me causar?
VPS
3. Características farmacológicas
4. Contraindicações:
5. Advertências e precauções:
III – dizeres legais
VPS
Apresentações
6. Interações medicamentosas
7. Cuidados de armazenamento
8. Posologia e modo de usar
VPS
Apresentações
relacionadas
3 MG + 0,02 MG
COM REV X 24
3 MG + 0,02 MG
COM REV X 24 + 4
PLACEBOS
3 MG + 0,02 MG
COM REV X 24
3 MG + 0,02 MG
COM REV X 24 + 4
PLACEBOS
3 MG + 0,02 MG
COM REV X 24
3 MG + 0,02 MG
COM REV X 24 + 4
PLACEBOS29/10/2024 23/04/2024 10/09/2021 06/07/2021 1486841/24-4
0546215/24-6
3580925/21-1
2618272/21-8
10452 – GENÉRICO
– Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –
publicação no
Bulário RDC 60/12
10452 – GENÉRICO
– Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –
publicação no
Bulário RDC 60/12
10452 – GENÉRICO
– Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –
publicação no
Bulário RDC 60/12
10452 – GENÉRICO
– Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –
publicação no
Bulário RDC 60/12
14/10/2024
(Yaz)
07/03/2024
(Yaz)
30/06/2021
(Yaz)
25/05/2021
(Yaz)
1408967/24-3
(Yaz)
0284181/24-2
(Yaz)
2539320/21-0
(Yaz)
2017461/21-6
(Yaz)
10451 –
MEDICAMENTO
NOVO – Notificação de
Alteração de Texto de
Bula – publicação no
Bulário RDC 60/12
(Yaz)
10451 –
MEDICAMENTO
NOVO – Notificação de
Alteração de Texto de
Bula – publicação no
Bulário RDC 60/12
(Yaz)
10451 –
MEDICAMENTO
NOVO – Notificação de
Alteração de Texto de
Bula – publicação no
Bulário RDC 60/12
(Yaz)
10451 –
MEDICAMENTO
NOVO – Notificação de
Alteração de Texto de
Bula – publicação no
Bulário RDC 60/12
(Yaz)
14/10/2024
(Yaz)
07/03/2024
(Yaz)
30/06/2021
(Yaz) 25/05/2021
(Yaz)
– Como este medicamento funciona?
– O que devo saber antes de usar este
medicamento?
– O que devo fazer quando eu me esquecer de
usar este medicamento?
– Características farmacológicas
– Advertências e precauções
– Posologia e modo de usar
7. O que devo fazer quando eu me esquecer de
usar este medicamento?
9. O que fazer se alguém usar uma quantidade
maior do que a indicada deste medicamento?
6. Interações medicamentosas 3. Características farmacológicas
5. Advertências e precauções
6. Interações medicamentosas
8. Posologia e modo de usar
VP/VPS VPS VPS VPS 3 MG + 0,02 MG
COM REV X 24
3 MG + 0,02 MG
COM REV X 24
3 MG + 0,02 MG
COM REV X 24
3 MG + 0,02 MG
COM REV X 2403/03/2021 NA 15/12/2015 24/07/2014 20/08/2013 0839626/21-4
NA
1089482/15-9
0597818/14-1
0689869/13-6
10452 – GENÉRICO
– Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –
publicação no
Bulário RDC 60/12
10/02/2021
(Yaz)
Notificação de
Alteração
de Texto de Bula –
RDC 60/12
NA Notificação de
Alteração
de Texto de Bula –
RDC 60/12
15/12/2015 Notificação de
Alteração
de Texto de Bula –
RDC 60/12
24/07/2014 10459 –
GENÉRICO –
Inclusão Inicial de
Texto de Bula –
RDC 60/12
20/08/2013 0545656/21-8
(Yaz)
NA
1089482/15-9
0597818/14-1
0689869/13-6
10451 –
MEDICAMENTO
NOVO – Notificação de
Alteração de Texto de
Bula – publicação no
Bulário RDC 60/12
(Yaz)
Notificação de
Alteração
de Texto de Bula –
RDC 60/12
Notificação de
Alteração
de Texto de Bula –
RDC 60/12
Notificação de
Alteração
de Texto de Bula –
RDC 60/12
10459 –
GENÉRICO –
Inclusão Inicial de
Texto de Bula – RDC
60/12
10/02/2021
(Yaz) NA
15/12/2015 24/07/2014
20/08/2013 9. Reações Adversas Itens de bula
– Quando não devo usar este medicamento?
– O que devo saber antes de usar este
medicamento?
– O que fazer se alguém usar uma quantidade
maior do que a indicada deste medicamento?
_________________________
– Características Farmacológicas
– Advertências e Precauções
– Superdose
Dizeres Legais “drospirenona + etinilestradiol e outros
medicamentos” Características Farmacológicas
“Interações Medicamentosas” Não se aplica
Versão Inicial VPS VP
___________
VPS
VP/VPS
VP
VPS
VP/VPS
3 MG + 0,02 MG
COM REV X 24
3 MG + 0,02 MG
COM REV CT BL
CALEND AL PLAS
TRANS X 24
3 MG + 0,02 MG
COM REV CT BL
CALEND AL PLAS
TRANS X 24
3 MG + 0,02 MG
COM REV CT BL
CALEND AL PLAS
TRANS X 24
3 MG + 0,02 MG
COM REV CT BL
CALEND AL PLAS
TRANS X 24
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